5 de junho de 2017

REFUTANDO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ (3): Explicando o termo “vós sois deuses” em Salmo 82:6 e João 10:34.

Vejamos o presente texto:
“Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada, aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?” João 10:34-36
            O texto acima está em conexão com o texto de Salmos 82.6, que diz:
“Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.”
A palavra usada para "deuses" em Salmos 82:6 é elohim. Ela pode significar Deus, deuses, anjos ou juízes (Strong, 430). Leiamos os versos anteriores juntamente com o contexto:
“Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.
Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)
Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.
Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam.
Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.
Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes.
Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações.”
Salmos 82:1-8
O primeiro versículo diz: "Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses." Os próximos três versículos deixam bem claro que a palavra "deuses" refere-se a magistrados, juízes e outras pessoas que ocupam posições de autoridade e domínio. Chamar um ser humano em posição de autoridade de "deus" indica três coisas: 1) ele tem autoridade sobre os outros seres humanos; 2) o poder que ele exerce como uma autoridade civil deve ser temido; 3) Ele obtém o seu poder e autoridade de Deus, o qual é retratado como julgando toda a terra no versículo 8.
No contexto de Salmos 82, os deuses são juízes corruptos, (Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.) que recebem repreensão de Deus, (Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios).
O RACIOCÍNIO JEOVISTA
As Testemunhas de Jeová usam esses textos para dizer que Jesus é um deus menor, equivalente aos juízes de Salmos 82.6. Para eles, o fato de Jesus ter alegado que os juízes foram chamados de deuses, davam a ele o direito de ser chamado de deus, e deduzindo daí que Jesus teria se feito igual e se colocado na mesma altura desses homens.
O PROBLEMA JEOVISTA
O grande problema com essa tese, está exatamente na crença das Testemunhas de Jeová com relação a pessoa de Cristo e também com relação à sua cosmovisão em relação ao teísmo. Testemunhas de Jeová são Henoteístas, elas acreditam que existe Jeová, que é o Deus maior, e outros deuses menores, no qual Jesus seria um deles, no entanto, só Jeová pode ser adorado. A partir daí vamos aos problemas:
1 – Os Juízes foram chamados de deuses, eles não eram deuses de fato, foram apenas chamados, como Jesus diz: “Pois, se a lei CHAMOU deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida assim”, repetindo, eles foram apenas chamados de deuses. Assim como Moisés foi chamado de deus: "Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta" (Êxodo 7:1). Isso de forma alguma torna Moisés um deus de fato, mas apenas alguém que foi chamado de deus.
2 – Jesus não poderia se fazer igual à juízes corruptos, pois Jesus não tem e não teve pecado. E segundo a própria crença Jeovista, Jesus não foi somente chamado de deus, ele é de fato um deus, assim como anjos, demônios e até o próprio Satanás é um deus, eles são deuses verdadeiros, não deuses falsos, embora não possam ser adorados, ou seja, as Testemunhas de Jeová cometem uma falácia de “falsa equivalência”, ao comparar Cristo com juízes corruptos que não são deuses de verdade, eles são chamados de deuses, mas são homens comuns. Na verdade, é impossível para um homem comum ser um deus de fato, já que essa foi a primeira mentira da Serpente, que disse: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis 3:5), dizer que existe um homem comum que seja um deus de fato, é o mesmo que dizer que a Serpente disse a verdade em sua promessa, portanto, as Testemunhas de Jeová ao colocarem Jesus no mesmo nível dos juízes corruptos, corroboram com a doutrina da Serpente, além de rebaixar o Filho de Deus ao nível de corrupto e ser humano comum, é um absurdo! 
3 – A medida que para as próprias Testemunhas de Jeová, Jesus é de fato um deus, é impossível que ele esteja no mesmo nível de juízes corruptos e de humanos comuns que foram somente chamados de deuses, mas não eram deuses de fato, o nome disso é “falsa equivalncia”, e como é falacioso, então é flagrantemente falso.
4 -  A própria literatura Jeovista diz que Jesus é sem igual, vejam o que diz o Raciocínio à Base das Escrituras, ed 2009, pág 211:
"O próprio Jesus ensinou que era o filho SEM IGUAL de Deus (Jo 10.36; Mt 16.15-17)" Mas se o filho tinha uma divindade sem igual, como pode ele ter se comparado em igualdade à juízes humanos? Isso é impossível até para um Jeovista, sendo ele sincero com suas convicções. Uma coisa é ser Deus unigênito (Jo 1.18), outra coisa é ser CHAMADO de deus, devido a palavra que lhe foi chegada. Jesus argumenta do menor para o maior, do abstrato para o real, do "chamado" para o essencial, finito para infinito. Jesus usa um jogo de palavras profundo, que os fariseus não conseguiriam entender, e infelizmente, alguns dos que se dizem cristãos, também não entendem a profundidade das palavras do Cristo. 
O QUE JESUS DE FATO QUIS DIZER?
Examinando a passagem, Jesus tinha acabado de clamar que era o Filho de Deus (João 10:25-30). Em retorno, os judeus incrédulos acusaram Jesus de blasfêmia, uma vez que Ele alegou ser Deus (versículo 33). Jesus então cita Salmo 82:6, lembrando os judeus de que a Lei refere-se a homens comuns - embora homens de autoridade e prestígio - como "deuses". O objetivo de Jesus é este: vocês me acusam de blasfêmia por que eu digo que sou "Filho de Deus"; mas sua própria Escritura chama juízes de deuses. Se aqueles juízes, só porque ocupam uma posição de autoridade podem ser chamados "deuses", quanto mais deve ser assim o Filho Unigênito do Pai (versículos 34-36)? Essa é a explicação mais plausível, haja vista que Jesus jamais seria igual a um juíz corrupto, jamais seria igual a um homem comum, e Jesus, mesmo na crença Jeovista, é um deus de fato, e os juízes não são deuses, foram apenas chamados de deuses, pois humanos não podem ser deus, a não ser que queira-se aceitar que a Serpente tinha razão lá no Éden.
A própria literatura Jeovista diz que Jesus é sem igual, vejam o que diz o Raciocínio à Base das Escrituras, ed 2009, pág 211:

"O próprio Jesus ensinou que era o filho SEM IGUAL de Deus (Jo 10.36; Mt 16.15-17)" Mas se o filho tinha uma divindade sem igual, como pode ele ter se comparado em igualdade à juízes humanos? Isso é impossível até para um Jeovista, sendo ele sincero com suas convicções. Uma coisa é ser Deus unigênito (Jo 1.18), outra coisa é ser CHAMADO de deus, devido a palavra que lhe foi chegada. Jesus argumenta do menor para o maior, do abstrato para o real, do "chamado" para o essencial, finito para infinito. Jesus usa um jogo de palavras profundo, que os fariseus não conseguiriam entender, e infelizmente, alguns dos que se dizem cristãos, também não entendem a profundidade das palavras do Cristo. 
JESUS DE FATO FALOU QUE ERA DEUS?
É intrigante porque Jesus aparentemente em nenhuma hora fala que era Deus de fato, mas mesmo assim os Judeus o quiseram matar por blasfêmia, pois eles entenderam que Jesus alegou que era o próprio Deus, por que os judeus entenderam isso?. Isso é fácil de explicar.
O idioma hebraico só tem 7 mil palavras, para se ter noção de como isso é pouco, o grego tem cerca de 250 mil palavras. Então no hebraico, não existem adjetivos, se uma pessoa quer adjetivar alguém, ele diz que ela é filha daquilo que ela quer tornar alvo do seu adjetivo, por exemplo: se eu quero dizer que fulano é sábio, eu digo que ele é “filho da sabedoria”, se quero dizer que ele era feio, então eu digo que ele é “filho da feiura”, assim, quando Jesus quer dizer que ele é divino e da mesma natureza do Pai, ele diz que é “Filho de Deus”.  Essa expressão não quer dizer, como afirmam alguns, que Jesus foi criado pelo Pai em um tempo finito atrás, como um primeiro filho, quem fala isso não conhece nada do hebraico e da cultura judaica, na verdade, o termo “Filho de Deus”, quer dizer que Jesus é divino e da mesma natureza do Pai, isso foi imediatamente reconhecido pelos judeus, que o acusaram de blasfêmia, por se autodenominar Deus. 
Não encontramos a palavra MONOGENES, em nenhum lugar na Bíblia sendo aplicado ao Verbo antes da sua encarnação. Notem que somente após a encarnação de Cristo que Deus disse: "Este é o meu Filho" (Conf Mt 17.5, Mc 1.11; 9.7, Lc 9.35, 2 Pe 1.17 e Hb 1.5). Conquanto "Jesus" fosse o "filho eterno de Deus" em antecipação a sua vinda (devido ao programa de Redenção pré-estabelecido na eternidade) foi em sua encarnação que sua filiação foi declarada como fato (1 Cro 22.10, Mt 1.20, 21). Assim, Jesus é Filho de Deus por ter sido GERADO, não por ter sido CRIADO, por Deus. Ele foi gerado pelo ES em Maria se tornando Filho, mas nunca foi criado porque era o Verbo eterno, a saber, o próprio Deus. 
A reação dos judeus à essa expressão idiomática, mostra que Jesus de fato falou que era Deus, e por isso, se torna claro e patente, que a doutrina Jeovista de que Jesus não é Deus é falsa, e a doutrina trinitariana é verdadeira, ao afirmar que Jesus e o Pai são o mesmo Deus.

Outro ponto é que o versículo de Salmos 82.6 já mostra os homens sendo chamados de deuses, assim como em outras passagens, então não era blasfêmia que Jesus se igualasse a um deus qualquer, mas se igualasse ao próprio Deus! Assim, para os judeus quererem apedrejar o Mestre, Jesus de fato teria se igualado a Deus e por isso o motivo da blasfêmia.  

 Por Francisco Tourinho 

4 de junho de 2017

REFUTANDO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ (2): Pasmem, Testemunhas de Jeová são Politeístas!!!



Embora as Testemunhas de Jeová afirmem adorar um único Deus, e se gabem disso, frequentemente acusando os trinitarianos de politeísmo, em uma confusão clara entre Trindade e Triteísmo, eles são na verdade Henoteístas, que é um tipo de Politeísmo. Para explicar melhor, deixarei claro alguns conceitos:
-          Monoteísmo: crença de que existe somente um Deus.
-          Politeísmo: crença na existência de vários deuses.
-          Henoteísmo: crença na existência de vários deuses, desde que só se adore um deles.
Notem que o Henoteísmo é um tipo de politeísmo, no entanto, a palavra politeísmo é mais empregada quando se acredita em vários deuses e também adoram vários deuses. Já no Henoteísmo, crê-se na existência de vários deuses, mas somente um pode ser adorado. Pronto, e é exatamente isso que as Testemunhas de Jeová crêem. Só lembrando que as Testemunhas de Jeová afirmam que o Monoteísmo é igual a Henoteísmo, mas isso não é verdade, e desafio qualquer Jeovista a me mostrar um dicionário ou livro de Filosofia ou qualquer outro material que não seja o deles, que tragam o conceito de que Monoteísmo é a crença em vários deuses.  
COMO FUNCIONA O RACIOCÍNIO JEOVISTA?
Na tradução do Novo Mundo, que é a bíblia das Testemunhas de Jeová, eles escrevem o seguinte no primeiro capítulo do Evangelho de João:
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era um deus.”
Flagrantemente esse artigo indefinido “um” nem sequer existe, mas isso é assunto para outro post, onde analisaremos esse texto a partir dos originais (prometo fazer isso no próximo post). Quero focar mesmo na palavra "Teos", ou Deus. Jesus, que é a Palavra ali mencionada, é chamado de Deus, igualmente ao Deus Pai, que seria o Deus relacionado na segunda frase “a Palavra estava com Deus”, é extremamente flagrante, que Jesus era Deus e estava com Deus, em uma declaração óbvia de que Jesus e o Pai são o mesmo Deus, no entanto distintos em pessoa. Mas os Jeovistas, para driblar esse texto, colocam Jesus como “deus”, com “d” minúsculo, dizendo que ele seria também deus, mas um deus menor, ou seja, eles abandonam o Monoteísmo, e adotam a existencia de outros deuses, para que assim Jesus não se faça igual ao Pai.
Pior que isso, eles admitem que os deuses pagãos de fato existem, e que até mesmo satanás é um deus (o fazendo igual a Jesus), e os anjos são deuses. Claro que isso afronta a Bíblia de forma inescrupulosa, pois a mesma afirma existir apenas UM DEUS! As Testemunhas de Jeová, afirmam que o monoteísmo bíblico, ou monoteísmo verdadeiro, é adorar um só Deus, mas aceitar a existencia de outros deuses, e isso só existe na cabeça deles, porque não existe em literatura alguma isso. O que a Bíblia diz:
Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. Efésios 4:4-6
            Notem que o próprio versículo compara Deus com sua Igreja (um só corpo, um só Espírito), ou seja, se os Jeovistas afirmam que além de Deus, existe algum outro deus, então eles também terão que dizer que existem outros cristianismos menores, mas igualmente verdadeiros, e outros espíritos menores, mas igualmente verdadeiros, porque se Jesus é um deus, ele não é um deus falso, mesmo que seja um deus menor na visão deles.
Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. 1 Tm 2.5
            Mais uma vez, Paulo coloca que assim como existe um só mediador, que é Cristo, também existe somente um Deus, se eu aceito a existência de outros deuses como existentes e verdadeiros, como eles acham que Jesus é um deus verdadeiro, então eu também devo aceitar que possam existir outros mediadores, já que a qualidade de um, está ligada a qualidade do outro. Aí eles teriam que aceitar o argumento católico de que os santos podem ser mediadores nossos, ou a mediação da Virgem Maria.
             E para encerrar esse:
Tudo isso foi mostrado a vocês para que soubessem que o Senhor é Deus; e que NÃO HÁ OUTRO ALÉM DELE” Deuteronômio 4.35
            O texto é claro! Não há outro além Dele, não existe outro Deus! Todos os outros deuses na bíblia são falsos, são criações humanas, por isso são chamados de ídolos. Existem pelo menos 43 versículos na bíblia que falam essa verdade, de que só existe um Deus somente.
            POR QUE O INTERESSE EM MANTER O HENOTEÍSMO?
            O fato de Jesus ser claramente chamado de Deus na Bíblia precisava de uma resposta. O texto de Dt 4.35 é claro que não há outro Deus além de Javé, logo, todos os outros deuses são falsos, inexistentes, estão apenas na cabeça das pessoas, por isso mesmo são chamados de ídolos. Mas não se pode dizer que Jesus é um deus falso, por consequência, necessariamente chega-se a conclusão de que Jesus e o Pai são o mesmo Deus (não são a mesma pessoa, são o mesmo Deus). No entanto, essa conclusão inequívoca é embaraçosa para sua doutrina, então eles “dão a mão para não perder o braço”, sacrificam o monoteísmo, e aceitam a existencia de vários deuses,  pois assim, Jesus seria somente mais um deus no panteão Jeovista. Essa ideia não é nova, quem tem um pouco de instrução em mitología grega, sabe que na grécia antiga, existía Zeus, que era o maioral dos deuses, e existía Hermes, o deus menor, que era o mensageiro de Zeus e seu representante na terra, além dos outros deuses existentes, notaram agora de onde veio essa idéia de deus menor e mensageiro? É PAGANISMO PURO!
            Diferentemente o conceito de Trindade é exclusivo da teologia cristã, pois todas as culturas que apresentam três deuses, são triteístas, não são trinitarianas, mostrar-lhe-ei as diferenças:
-          Triteísmo: três deuses distintos e dignos de adoração. É um politeísmo.
-          Trindade: também chamado de triunidade, porque embora existam três pessoas distintas, elas não são três deuses, pois isso seria triteísmo, elas são um único Deus. Ou seja, Pai, Filho e Espírito santo não são três deuses, os três são um único Deus.
Perceberam a diferença? Outra particularidade da doutrina cristã em relação a doutrina pagã, é que somente no cristianismo, o próprio Deus busca o homem, e Ele mesmo se sacrifica pelo homem, tomando forma de homem e morrendo em morte de cruz. Um Deus-Homem não existe em nenhuma tradição pagã, todas elas os deuses aparecem com características humanas, mas não como homens de verdade. Os deuses pagãos, são o oposto do homem em sua natureza, então um Deus que sente o que o Homem sente, e se sacrifica pelo Homem quando esse mesmo não merecia, é somente na tradição cristã, algo que as Testemunhas de Jeová negam, se apegando assim às culturas pagãs para refutar o cristianismo e apoiar suas doutrinas.
            EM QUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ BASEIAM SEU HENOTEÍSMO?
            Por incrível que pareça, as Testemunhas de Jeová ainda tentam encontrar versículos bíblicos para apoiar seu henoteísmo. No site das Testemunhas de Jeová, está assim:
Versículos bíblicos que na língua grega têm uma estrutura similar à de João 1:1 usam a expressão “um deus”. Por exemplo, referindo-se ao rei Herodes Agripa I, as multidões gritaram: ‘É um deus que está falando’. E quando Paulo foi mordido por um cobra venenosa e não morreu, as pessoas disseram: “Ele é um deus!” (Atos 12:22; 28:3-6) Referir-se à Palavra como sendo, não Deus, mas “um deus”, está em harmonia com a gramática grega e com o ensino da Bíblia. — João 1:1.
            Eles usam o texto em que Herodes é chamado de deus, mas claro, que Herodes é um deus falso, aquelas pessoas estavam engañadas a respeito disso, elas eram pagãs, e no paganismo era normal que os governantes fossem tidos como deuses. Aí eu pergunto, e Jesus é um deus falso? É um deus igual Herodes? Herodes era um homem semelhante a Satanás, que quis se colocar no lugar do próprio Deus, então é assim que os Jeovistas vêem Jesus? Note o quanto é uma doutrina descabida. Mais na frente, eles usam o fato da população ter chamado Paulo de deus, mas ora, isso torna Paulo um deus de fato? As pessoas ali estavam enganadas com relação a Paulo, mas será que a bíblia se engana ao chamar Jesus de Deus? As próprias Testemunhas de Jeová, afirmam que a palavra “Deus” em Jo 1.1, significa que Jesus tem uma natureza divina, será que Paulo tem a mesma natureza divina de Jesus? Aí eles encerram dizendo que esses textos estão em harmonia com a gramática de João 1.1, e NÃO ESTÃO! Mas tem mais, no site continua:
Sem dúvida, há muitos deuses e, como vimos, os nomes de alguns deles são mencionados na Bíblia. No entanto, há muito tempo, pessoas que viram o poder de Jeová exclamaram: “Jeová é o verdadeiro Deus! Jeová é o verdadeiro Deus!” (1 Reis 18:39) Mas há um outro deus que também tem poder. A Bíblia diz: “O deus deste mundo cegou as mentes dos incrédulos.” — 2 Coríntios 4:4
            Esse trecho acima, não deixa dúvidas de que eles são politeístas, pois acreditam de fato na existência de outros deuses.
Notem que Jesus apenas está no panteão, e agora eles colocam Satanás no mesmo nível que Jesus, um deus menor. Mas a Bíblia diz que Satanás é o “deus desse mundo”, e para explicar isso precisamos clarificar algo:
Você pode ter dois tipos de deuses:
-          Deus verdadeiro: Só há um! Esse Ser existe tanto na mente como na realidade, assim, a Bíblia é clara que só existe um Deus verdadeiro, portanto, se Jesus é um deus verdadeiro, que existe tanto na mente como na realidade, então a única possibilidade é que Jesus e o Pai sejam um único Deus, a não ser que os Jeovistas digam que Jesus é um Deus falso.
-          Deuses falsos: são deuses que só existem na mente daqueles que os adoram, mas não na realidade, ou seja, o objeto pode existir na realidade, mas ele como deus não. Então quando uma pessoa constrói uma estátua e adora a ela, essa estátua existe na realidade, mas como deus só existe na mente da pessoa que a adora, assim, eu como observador externo, posso dizer que aquela estátua é um deus para aquela pessoa, porque a pessoa fez dela um deus, colocando-a acima de todas as outras coisas, inclusive acima do único Deus existente, e nisso consiste a idolatría. Assim, quando se diz que Satanás é o “deus desse século”, quer dizer que as pessoas más o consideram deus, mesmo que inconscientemente, mas não que ele seja um deus de verdade, ele é deus somente na mente daquelas pessoas que estão no sistema do qual ele governa, pois não há outro Deus além do Deus de Israel. Assim foi também quando Paulo fala que há muitos deuses e senhores, mas para nós, os cristãos, só existe um Deus! Ou seja, esses deuses não são deuses na realidade, apenas para quem os adora, para aqueles que acreditam neles, diferente do nosso Deus, que independentemente das pessoas o adorarem, continua sendo Deus de tudo e de todos.

ANJOS SÃO DEUSES?
Outro argumento que eles usam bastante, é o de dizer que os anjos são chamados deuses, mas não passa de um erro de interpretação de texto. Eles alegam que a palvra Elohim significa deus, e como os anjos são chamados de elohin, portanto eles seriam deuses. Mas isso é falso, e vou mostrar o porquê:
Segundo o dicionário hebraico de Strong, referencia 430, a palabra Elohin tem varios significados:
            Elohin: deuses, Deus, anjos e juízes.
            Então como a palavra “elohin” significa anjos e deuses, eles automáticamente dizem que anjos são deuses, entendem a lógica? Esse erro acontece porque em algunas versões da bíblia, a tradução da palavra elohin é deuses, e em outra tradução, aparece a palavra anjos, ou então, no Antigo Testamento a tradução é deuses, e no seu correspondente no Novo Testamento, tem a palavra anjos, aí eles chegam a conclusão de que anjos são deuses. Mas não é assim que funciona, pois mesmo que a palavra usada para deuses, seja a mesma usada para anjos, isso não implica que anjos são deuses. Tomemos como exemplo a palavra “pena”. Pena pode ter vários significados: pena de galinha, piedade, castigo, ou leveza, como o caso de lutadores “peso- pena”.

Agora o fato da palavra “Pena” significar pena de galinha e castigo, eu posso dizer que pena de galinha é o mesmo que castigo? Absolutamente não! Mas é exatamente isso que os Jeovistas fazem, eles deliberadamente confundem os significados das palavras para apoiar suas doutrinas e enganar os incautos que nunca tiveram acesso às línguas originais e que de boa fé acreditam em seus falsos ensinamentos.