20 de abril de 2015

A Razão Contra o Desarmamento

Artigo publicado originalmente com o título “Why the Gun IS Civilization”, contra o desarmamento, onde o autor aborda o conceito de liberdade e força relacionado a posse de armas, artigo essencial para quem quer entender porque é preciso a defesa de armas para todos os cidadãos. Boa leitura!

“A arma é civilização

As pessoas só possuem duas maneiras de lidar umas com as outras: pela razão e pela força. Se você quer que eu faça algo para você, você tem a opção de me convencer via argumentos ou me obrigar a me submeter à sua vontade pela força. Todas as interações humanas recaem em uma dessas duas categorias, sem exceções. Razão ou força, só isso. Em uma sociedade realmente moral e civilizada, as pessoas somente interagem pela persuasão.

A força não tem lugar como método válido de interação social e a única coisa que remove a força da equação é uma arma de fogo (de uso pessoal), por mais paradoxal que isso possa parecer.

Quando eu porto uma arma, você não pode lidar comigo pela força. Você precisa usar a Razão para tentar me persuadir, porque eu possuo uma maneira de anular suas ameaças ou uso da Força.

A arma de fogo é o único instrumento que coloca em pé de igualdade uma mulher de 50 Kg e um assaltante de 105 Kg; um aposentado de 75 anos e um marginal de 19, e um único indivíduo contra um carro cheio de bêbados com bastões de baseball.

A arma de fogo remove a disparidade de força física, tamanho ou número entre atacantes em potencial e alguém se defendendo. Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como a causa do desequilíbrio de forças. São essas pessoas que pensam que seríamos mais civilizados se todas as armas de fogo fossem removidas da sociedade, porque uma arma de fogo deixaria o trabalho de um assaltante (armado) mais fácil. Isso, obviamente, somente é verdade se a maioria das vítimas em potencial do assaltante estiver desarmada, seja por opção, seja em virtude de leis – isso não tem validade alguma se a maioria das potenciais vítimas estiver armada.

Quem advoga pelo banimento das armas de fogo opta automaticamente pelo governo do Jovem, do Forte e dos em maior número, e isso é o exato oposto de uma sociedade civilizada. Um marginal, mesmo armado, só consegue ser bem sucedido em uma sociedade onde o Estado lhe garantiu o monopólio da força.

Há também o argumento de que as armas de fogo transformam em letais confrontos que de outra maneira apenas resultariam em ferimentos. Esse argumento é falacioso sob diversos aspectos. Sem armas envolvidas, os confrontos são sempre vencidos pelos fisicamente superiores, infligindo ferimentos seríssimos sobre os vencidos.

Quem pensa que os punhos, bastões, porretes e pedras não constituem força letal, estão assistindo muita TV, onde as pessoas são espancadas e sofrem no máximo um pequeno corte no lábio. O fato de que as armas aumentam a letalidade dos confrontos só funciona em favor do defensor mais fraco, não do atacante mais forte. Se ambos estão armados, o campo está nivelado.

A arma de fogo é o único instrumento que é igualmente letal nas mãos de um octogenário quanto de um halterofilista. Elas simplesmente não funcionariam como equalizador de Forças se não fossem igualmente letais e facilmente empregáveis.

Quando eu porto uma arma, eu não o faço porque estou procurando encrenca, mas por que espero ser deixado em paz. A arma na minha cintura significa que eu não posso ser Forçado, somente persuadido. Eu não porto porque tenho medo, mas porque ela me permite não ter medo. Ela não limita as ações daqueles que iriam interagir comigo pela razão, somente daqueles que pretenderiam fazê-lo pela força. Ela remove a força da equação. E é por isso que portar uma arma é um ato civilizado.

Então, a maior civilização é onde todos os cidadãos estão igualmente armados e só podem ser persuadidos, nunca forçados.”

Fonte: KLOSS, Marko. Why the Gun IS Civilization. Blue Press Magazine. Set. 2007. Pág 10. Disponível em: http://www.dillonprecision.com/docs/Sept_07_gun_is_civilization.pdf . Acesso em: 20 de Abr de 2015.

Tradução de Ricardo Jung

Por Francisco Tourinho

26 de fevereiro de 2015

CIÊNCIA E RELIGIÃO: UMA GUERRA DESNECESSÁRIA



Artigo publicado na revista Ciência Hoje, nº 304, vol 51, jun 2013, pág 18-21.

Autores: Francisco Ângelo Coutinho
Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais

Fábio Augusto Rodrigues e Silva
Departamento de Biodiversidade, Evolução e Meio Ambiente, Universidade Federal de Ouro Preto

CIÊNCIA E RELIGIÃO: UMA GUERRA DESNECESSÁRIA

Ciência e religião são duas práticas importantes de nossa cultura. Elas orientam e organizam o mundo em que vivemos, fornecendo explicações sobre sua estrutura e seu funcionamento. Por se fundamentarem em bases diferentes, ou por explicarem o mundo de forma diversa, essas duas tradições, segundo se divulga, sempre estiveram em guerra e o fiel da balança deveria pesar a favor de uma ou de outra.

Ou seja, se uma está certa, a outra deveria estar, necessariamente, errada. No entanto, as coisas não são tão simples. Ao longo da história, as duas tradições mantiveram relações complexas e, às vezes, dolorosas. Na tentativa de organizar o debate e suas formas de ocorrência, são apontadas diferentes categorias das relações entre ciência e religião. A mais bem conhecida é fornecida pelo norte-americano Ian Barbour, físico e filósofo da ciência que identifi cou quatro grupos principais: conflito, independência, diálogo e integração.

Do conflito à integração Segundo a tese do conflito, ciência e religião são mutuamente excludentes e inerentemente incompatíveis. Essa abordagem, que cria uma forte e espessa barreira entre ciência e religião, é defendi da por aqueles que propõem que a posse da verdade en contra-se de um lado ou de outro. São exemplos de defensores dessa postura cientistas como o inglês (nascido no Quênia) Richard Dawkins, o francês Jacques Monod (1910-1976) e o norte-americano Steven Weinberg, bem como fundamentalistas que interpretam a Bíblia literalmente.

A tese da independência também mantém uma forte separação entre ciência e religião, afirmando que essas tradições constituem esferas diferentes que não teriam nada a dizer uma sobre a outra. Para teólogos e filósofos como o suíço Karl Barth (1886-1968), o alemão Rudolf Bultmann (1884-1976) e o norte-americano americano (nascido na China) George Lindbeck, e biólogos como o norte-americano Stephen Jay Gould (1941-2002), as duas têm diferentes métodos, temas e linguagens que simplesmente não competem e, por isso, deveriam ser vistas como duas diferentes jurisdições: uma não deveria interferir nos assuntos da outra.

O diálogo, terceira categoria proposta por Barbour, delineia interações indiretas e fronteiras menos rígidas entre ciência e religião. Nesse caso, afirma-se que as descobertas científicas não necessitam de crenças religiosas, mas os avanços científicos ajudam a religião a encontrar suas respostas, e disso resulta o diálogo.

Como exemplo, pode-se citar o uso que teólogos fazem do conhecimento astronômico e cosmológico para mostrar que as condições iniciais do universo podem apontar para um ato de criação divina.
São defensores do diálogo pensadores como os alemães Wolfhardt Pannenberg e Karl Rahner (1904- 1984), o húngaro Michael Polanyi (1891-1976) e o espanhol, radicado nos Estados Unidos, Francisco J. Ayala.

Finalmente, existe a tese de que é possível estabelecer algum tipo de integração entre ciência e religião. Aqui os limites que separam os dois campos são muito frágeis. Um exemplo da tentativa de integração seria a chamada ‘teologia natural’, que argumenta que as evidências da existência de Deus se baseiam inteiramente na razão humana e não na revelação histórica ou na experiência religiosa. Por exemplo, a complexidade do olho humano indicaria que ele foi planejado para exercer uma determinada função e, por tanto, apontariam para a existência de um planejador – no caso, Deus. Entre os defensores dessa tese encontramos pensadores como o filósofo cristão inglês William Paley (1743-1805), o padre francês Teilhard de Chardin (1881-1955), o reverendo inglês Arthur Pea cocke (1924-2006) e o próprio Ian Barbour.

Visão essencialista a tese do conflito é bastante divulgada atualmente e entre seus líderes está Richard Dawkins. No livro Deus, um delírio, ele argumenta contra os fundamentos das religiões e alega que a existência de Deus é cientificamente improvável e que as religiões são pejudiciais (ver ‘Formando ateus’, em CH 247). Assim, Dawkins claramente organiza uma militância, convocando as pessoas a se libertarem do “vício da religião”.

Sua postura dá a impressão de que ciência e religião estão em guerra e de que devemos escolher um dos lados. Embora possa parecer atraente do ponto de vista da ciência ou mesmo do ponto de vista da religião, essa postura carrega sérios problemas. O principal é que está fundamentada em uma visão essencialista tanto da ciência quanto da religião, ou seja, ela parte da postura de que haveria um conjunto de características essenciais definidoras da ciência e da religião, a partir das quais seria possível argumentar sobre a resolução do conflito.

No caso de Dawkins, ou se aceitam as luzes da razão científica ou se torna adepto das trevas da ignorância religiosa. Essa postura tem implicações sérias, pois favorece a negação de conhecimentos produzidos por outras tradições, engendrando um comportamento fundamentalista e de alienação que pouco contribui para a formação de cidadãos de um mundo plural.

O principal problema que surge quando as relações entre ciência e religião são colocadas no viés essencialista é o pressuposto de que haveria homogeneidade dentro dessas duas tradições e de que seria possível estabelecer características nítidas a separá-las. O problema não pode ser colocado de modo tão simples. Há enorme diversidade de tradições religiosas no mundo atual, cada uma com suas crenças centrais. Quando se fala em religião, pensa-se em quê? O cristianismo, a tradição mais difundida entre nós, é uma entre muitas. É possível pensar em muitas outras, como islamismo, hinduísmo, budismo e judaísmo. Podem-se lembrar ainda os inúmeros sincretismos religiosos e subdivisões em cada religião. O cristianismo, por exemplo, tem diversas formas de manifestação, como catolicismo, luteranismo, anabatismo, espiritismo, cristianismo esotérico e outras.
Além da diversidade, existe ainda o problema de se definir o que é religião. Embora existam várias tentativas, não há consenso sobre o que esta significa. Se tomarmos uma definição, por exemplo, que exige a crença em um Deus, estaremos excluindo o budismo Theravada, a mais antiga escola budista. Outras definições valorizam a dimensão afetiva da fé, como na tentativa do pregador e professor de teologia e filosofia alemão Friedrich Schleiermacher (1768-1834), segundo o qual “a essência da religião é o sentimento de absoluta dependência”. Essa definição exclui, por exemplo, a maioria das formas de budismo e o daoísmo. Inúmeras outras tentativas de estabelecer um conjunto de características compartilhadas por todas as religiões foram e continuam a ser realizadas. No entanto, essas tentativas sempre mostram seus limites.

Quanto à caracterização da ciência, um primeiro problema diz respeito também à diversidade do que pode ser denominado como tal. Sob esse rótulo há uma variedade imensa de práticas de conhecimento. Em uma primeira aproximação, pode-se pensar em ciências naturais e humanas. Porém, com essa divisão estamos ainda muito longe de avaliar a diversidade que ali se esconde. 

O que se chama ‘ciências naturais’ é composto por um conjunto enorme de disciplinas e subdisciplinas. Além disso, essa aproximação enganosa faz com que muitos acreditem em uma unidade da ciência e que todos os seus campos são regidos por um método único que garante o bom conhecimento científico. Isso não é verdade.

O método experimental, por exemplo, embora amplamente divulgado como marca da ciência, não é característico de todas as áreas das ciências naturais. Nem toda hipótese científica pode ser testada em laboratório.

Hipóteses históricas, que postulam causas passadas para fenômenos observados atualmente, fornecem um bom contraexemplo à ideia de um método universal. Atrelar ciências naturais e método experimental é suprimir das ciências tradições como biologia evolutiva, paleontologia, astronomia e astrofísica e, juntamente, lançar fora teorias robustas, como as teorias do Big Bang, da deriva continental e da evolução.

Outra dificuldade relacionada à caracterização da ciência diz respeito ao chamado ‘problema da demarcação’, ou seja, a tentativa de definir ciência e separá-la de outras formas de conhecimento. A busca por definir ciência tem longa história, e a ascendência do problema da demarcação pode ser rastreada até o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.). No entanto, todas acabaram por mostrar seus limites e um consenso sobre a melhor definição não foi atingido. Tal situação leva a crer que se deve ter consciência de que a busca de um critério rígido de demarcação da ciência talvez seja uma tarefa estéril.

Respeito, não competição. Já que se torna extremamente difícil caracterizar e definir ciência e religião, pode-se perguntar de onde realmente se origina o conflito. Seguindo o filósofo francês Bruno Latour, pode-se dizer que a principal fonte de desentendimento é um profundo mal-entendido. Segundo se pensa, ciência e religião seriam esferas autônomas da sociedade que, tendo uma estrutura racional única, competiriam por um acesso privilegiado à verdade. No entanto, como Latour argumenta, essas tradições são simplesmente duas formas do que ele chama de “modos de existência” ou “regimes de enunciação”, ou seja, espaços que têm modos específicos de produção e circulação da verdade. Entre outros modos de existência pode-se propor, por exemplo, o direito, a economia, a moral, a política e a administração.

Quando se observam esses regimes de enunciação, percebe-se logo que a justiça, por exemplo, não é produzida do mesmo modo que o conhecimento na química ou na biologia é gerado. As formas de raciocínio e justificação, procedimentos, tomadas de decisão e negociações possíveis são completamente diferentes. Tomemos um exemplo. Espera-se que a lei da gravitação universal do físico inglês Isaac Newton (1643-1727) seja válida universalmente, em todos os tempos e em todos os lugares. Caso sejam observadas situações em que essa lei não funciona, deve-se duvidar dela. A instauração dessa dúvida deve fazer parte da racionalidade da ciência. Por outro lado, nas sociedades modernas existe uma lei que proíbe terminantemente o assassinato. O infrator dessa lei é chamado de ‘assassino’ e deve ser levado a julgamento. Nessas mesmas sociedades, como diz Latour, “existe uma prática, nem tão infrequente, que consiste em despejar bombas, de aviões, sobre pessoas que são chamadas de inimigas”. Os pilotos desses aviões também deveriam ser levados a julgamento. No entanto, o sistema judiciário compreende que esses pilotos agiram conforme o dever. Nesse caso, existem atenuantes que eliminam a responsabilidade dos pilotos. Pode-se dizer, portanto, que, quanto à ação de matar, há dois modos de interpretação e dois modos de raciocinar. Isso não nos leva a duvidar da justiça, pois essa atitude faz parte da racionalidade do direito.

A religião seria, então, um modo de enunciação, com sua racionalidade própria e seus mecanismos específicos de produção da verdade. Segundo Latour, o discurso religioso se caracteriza pela transformação que opera na pessoa que ouve a mensagem. Ele seria muito próximo do discurso amoroso. Assim como a frase “eu te amo” não pode ser julgada por um estado de coisas, como sudorese, ativação de neurônios, dilatação da pupila etc., mas pela transformação que produz em quem ouve a frase, “o discurso religioso deve ser julgado pela qualidade das interações que produz graças à forma como é pronunciado” e não por um conjunto de fatos produzidos dentro da racionalidade científica.

Muitas vezes, diz-se que o discurso religioso lida com o transcendente, o invisível e o distante. No entanto, esses adjetivos não capturam aquilo que é a real marca da religião – a experiência pessoal de transformação. Enquanto um artigo científico informa sobre o mundo, o exemplo de um santo ou uma imagem religiosa transforma a vida da pessoa. Assim, as entidades religiosas – de anjos a deuses – simplesmente executam um tipo de trabalho existencial e o discurso religioso não é um discurso de informação, mas de transformação.


Do ponto de vista de Latour, portanto, o alegado conflito entre ciência e religião se instaurou por uma concepção demasiadamente estreita de racionalidade e pela crença de que todas as esferas da vida humana deveriam estar submetidas a essa racionalidade. O que devemos ter em mente é que ambas são legítimos e ricos modos de existência e nossa atitude não deveria ser a de fortalecer ou abolir as fronteiras, mas rearranjar e reescrever nosso mundo comum de tal maneira que os pontos fortes de ambas sejam respeitados. Nesse sentido, mais do que ressaltar os choques entre as diferentes formas de conhecimento, seria possível perceber a heterogeneidade inerente a nossa compreensão do mundo, como uma orquestra que executa uma peça que só é completa a partir dos mais diversos instrumentos.

30 de janeiro de 2015

666 ou 616 - Respondendo a uma polêmica sobre o número do Anticristo!


Li agora pouco um artigo de um site, com um chamativo título: "Revelação! 666 não é o número da besta (é um diabólico 616)", e continuando leitura do artigo vejo que o autor escreve que um recém encontrado fragmento do Novo Testamento mostra o número 616 ao invés do 666(o famoso número da besta em uma referência ao que está escrito em Apocalipse 13.17,18) e por isso sugerem que os cristãos estavam errados o tempo todo.



Mas vamos com calma, sempre que você vê uma notícia sensacionalista, que promete mudar os rumos do cristianismo, tenha cautela, em geral é alguém querendo um pouco de IBOPE em cima do homem mais influente da história.

O que acontece é que o fato relatado nesse site não é novidade alguma! Desde o segundo século isso já era bem conhecido e bem definido. R. N Champlin relata que Irineu, teólogo do segundo século, aceitava as duas formas, tanto 666 como também 616 pois “Talvez a mudança tenha sido intencional, já que a forma Neron Caesar. escrita em caracteres hebraicos (נרק קסר) equivale a 666, ao passo que a forma latina Nero Caesar (גרו קסר) equivale a 616.”1
Note a diferença do “n” da forma latina para a forma hebraica.

C. R. Gregory, Prolegômena. pág. 676, apud Champlin, diz que a grande maioria dos escritos trás 666 e somente dois pequenos manuscritos tem o número 616.

Champlin também salienta que “quando são usadas letras gregas como numerais, a diferença entre 666 e 616 é apenas mudança de um ε para um τ (666 = χεζ e 616 = χτζ );”2

O número 666 se refere a uma pessoa em particular, o escritor de Apocalipse provavelmente usou uma criptografia, pois era comum em sua época representar autoridades sejam humanas ou sagradas através de números, principalmente nesse caso, pois já que se referia a um perseguidor dos cristãos, era melhor evitar maiores problemas citanto diretamente o nome de Nero. Champlin diz:

“O método da numeração mística era igual entre os gregos pagãos, os gnósticos, os pais da igreja e os cabalistas judeus. Júpiter era invocado sob o número 717, contido nas letras ‘e arche' ,(o começo). Os gnósticos afixavam às suas gemas e amuletos o termo místico abrasaks ou ־abraksas', sob a ideia de que havia alguma virtude a seu número, '365', por ser o número de dias do ciclo solar. Barnabé e Clemente de Alexandria falavam sobre a virtude do número '318', por ser a abreviação do nome de Jesus crucificado, IHT. Nos versos pseudo-sibilinos. escritos por cristãos, perto do fim (provável) do segundo século, há enigmas versificados que dão o número e requerem nomes próprios. A traduçào de uma dessas versões é o nome 'Jesus', como segue: "Ele virá à terra, vestido de carne como um homem mortal. Seu nome contém quatro vogais e duas consoantes: duas das primeiras têm o mesmo som. E eu declararei o número inteiro. Pois esse nome exibirá, para os incrédulos, oito unidade , oito dezenas e oito centenas" (Ver Oráculos Sibilinos 1:324) Portanto, o nome de Jesus é 888, em contraste com o nome do anticristo, que é 666).
O cálculo é feito como segue. I (vale 10); e (eta, que vale 8); s (Sigma, que vale 200): o (ômicron. que vale 70); u (upsilon, que vale 400); s {sigma, que vale 200). Portanto, Iesous (Jesus), vale 888.”
3

O leitor mais atento, pode encontrar algum tipo de anacronismo com as datas do governo de Nero e a data dos escritos de João e os outros copistas que pensavam que ele (Nero) era o anticristo. Existe um detalhe interessante que os leigos quase sempre não ficam sabendo, que havia uma crença no primeiro e segundo século de que Nero ressuscitaria, o nome é a “lenda de Nero Redivido”, e que com ele viria a pior de todas as perseguições aos cristãos. Os cristãos, naquela época, identificaram Nero Cézar como sendo o anti-cristo e por isso seu nome deveria significar 666 ou 616 dependendo da língua do manuscrito, contanto que o mesmo fosse identificado.

Alguém pode alegar que o apocalipse foi escrito em grego e por isso essa resposta é infundada, no entanto somente o original foi escrito em grego, que não se tem mais ou ainda não foi achado, outros manuscritos antigos foram escritos em hebraico e latim.


CONCLUSÃO

Os cálculos apresentados por Champlin nos dá uma ideia de como a coisa funcionava, dando-nos um modo paralelo de calcular o valor de seiscentos e sessenta e seis. Era um costume da época usar criptografia para falar do nome de alguém, certamente os primeiros cristãos usaram uma criptografia e como não temos acesso a sua chave hoje, então fica difícil. Mas a maioria dos estudiosos concordam que o número 666 ou 616 se refere a Nero Cézar em sua época.



REFERÊNCIAS

1 – CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Ed Candeia. Pág. 160
2 – Ibid. Pág 161
3 – Ibid. Pág 162

28 de janeiro de 2015

O que é um Milagre?

Segundo RN Champlin "A palavra milagre. vem do latim, mirari, que é admirar-se. Mirus é um adjetivo latino que significa maravilhoso, admirável. Miraculum é alguma maravilha, um prodígio, um milagre.¹

Imagine que conseguíssemos através do projeto SETI entrar em contato com uma civilização muito mais avançada do que a nossa, ao fazer uma visita nesse planeta distante descobríssemos que esse pessoal descobriu uma forma de não morrer, portanto, são eternos, descobriu também uma constante da física que permite as pessoas voarem e alcançarem uma velocidade extrema e que a ciência desse lugar nos fizesse sentir-nos como homens das cavernas, para você, tudo isso seria algo natural ou sobrenatural?

Certa vez assisti um filme em que uma menina voltava no tempo, no entanto, ela voltou no tempo com alguns pertences pessoais, dentre eles uma máquina de fotografar. A garota tinha voltado para a Idade Média, na época as pessoas, inclusive os mais cultos cientistas acreditavam em bruxas, pessoas que tinham poderes sobrenaturais através de seus feitiços. O mais interessante da estória do filme é que a garota quando se viu em apuros, puxou a máquina de fotografar e fotografou um dos algozes, a máquina que ela usava era do tipo Polaroid, imprimia a fotografia instantaneamente, e assim aconteceu, quando a foto caiu ao chão, o algoz se viu na fotografia, tomou um susto e a garota prontamente o ameaçou falando: "você vai ficar preso nesse papel, se você não for embora", o homem saiu correndo chamando-a de bruxa.

Ao refletir sobre o que era milagre, esse filme me veio a memória e vi que podemos aprender algo interessante sobre milagres nele. Assim como o algoz, todo Homem ao entrar em contato com algo que ele jamais viu e que pareça, a princípio, um absurdo para ele, o mesmo chamará aquilo de milagre, sobrenatural, absurdos, maravilha ou empregará qualquer outro adjetivo similar. Dessa forma, um homem medieval que visse um objeto mais pesado que o ar voar ou um telefone celular que me faz falar com alguém a milhares de quilômetros vendo a imagem desse alguém e o que ele está fazendo quase que instantaneamente, com certeza, sem uma explicação prévia, ele atribuiria isso a um milagre.

Antigamente, para o Homem, trovões e raios eram sobrenaturais, isso porque eles não entendiam o que eram e a isso eles chamavam de sobrenatural ou que tinha uma origem sobrenatural. Isso não mudou, os cientistas modernos quando se deparam com algo que eles não conseguem demarcar pelo método científico, isso basta para que cientificistas recusem que esse algo possa existir e outros não raramente afirmam: "a ciência trata somente do natural, não trata do sobrenatural" de forma que, nessa ocasião, o sobrenatural não é aquilo que de fato o seja (algo que está além do natural), mas aquilo que a ciência não consegue explicar, assim sendo, temos um dilema falacioso - a ciência só abarca o natural, no entanto, o que a ciência não consegue abarcar é o sobrenatural - e aí perguntamos: mas ele é sobrenatural porque está acima do natural, ou porque foi uma nomenclatura dada ao que os cientistas não entendem? É claro que esse problema é facilmente resolvido, ao assumir que o método científico não é onipotente e que os cientistas tem muito ainda o que descobrir e aprender, e que nem tudo que existe pode ser abarcado pela ciência de modo que fatalmente existem coisas que o método científico moderno não consegue alcançar, e se existem coisas que o método científico não consegue demarcar, então descartar o sobrenatural de antemão é uma aposta dogmática contra as possibilidades.

Não vamos confundir o argumento acima com a situação em que o cientista ainda não sabe como resolver determinado problema, mas ele sabe que aquilo é passível de demarcação e portanto está aberto a investigação, no entanto no argumento do parágrafo anterior, o objeto nem sequer está passível de demarcação e portanto descartado de investigação pelo cientista.

Isso me deixa uma conclusão óbvia - Um Milagre é basicamente um evento que acontece através de leis naturais ainda desconhecidas que nos levam a achá-lo tão extraordinário pela sua raridade que o chamamos de milagre. É claro e evidente que eventos extraordinários, por definição devem ser raros, pois eventos que acontecem com frequência os chamamos de ordinários.

Assim rejeito a ideia de que para que um milagre aconteça as leis naturais devem ser suspensas. A literatura sobre o assunto apoia esse ponto de vista quando diz:

"Milagre não é a suspensão ou a violação de uma lei natural; pois a lei natural está em operação na época em que ocorre o milagre como anteriormente."²

"Os teólogos têm discutido se pode ocorrer alguma coisa que não esteja dentro dos limites do natural, pelo menos do ponto de vista de Deus. Aquilo que consideramos acima do natural, ou que parece quebrar alguma lei natural, por uma definição mais alta ainda poderia ser tido como natural. Assim
sendo, um milagre pode ser aquilo que apenas parece ter ultrapassado do que ê natural, embora seja algo que apenas ultrapassa nossa compreensão. Agostinho argumentava fortemente em prol da naturalidade dos milagres, do ponto de vista de Deus, apesar de parecerem sobrenaturais ou contrários à natureza, do nosso ponto de vista. Deus parece contradizer ou quebrar alguma lei natural, mas ele simplesmente aplica alguma lei superior, anulando outra lei, inferior. Há uma suprema lei da natureza, dentro da qual todos os milagres podem ser ajustados. O argumento filosófico-teológico dessa abordagem é que Deus, que estabeleceu as leis naturais, jamais agiria contrariamente a Si mesmo"³.

Portanto, temos em favor dos milagres bíblicos que Deus, sendo conhecedor de todas as coisas, e o criador do Universo, pode tranquilamente se utilizar das leis naturais, que Ele mesmo criou, de uma forma que o Homem ainda não sabe, produzindo um evento extraordinário, e aí chegamos em um detalhe importante dos Milagres na bíblia - eles dependem da volição de Deus!

É importante lembrar que o argumento dos primeiros parágrafos servem para mostrar com clareza como o Homem pode se maravilhar com leis naturais desconhecidas e o fato dele as conhecer com o passar do tempo, mostra que essas leis desconhecidas de fato existem, assim, fica claro que na Bíblia, Deus pode se utilizar de leis desconhecidas para produzir eventos miraculosos (maravilhosos), mas não servem para afirmar que o Homem pode produzir, por si mesmo, milagres bíblicos, pois como já ficou exposto, um milagre depende da volição de Deus, pois somente Ele pode pegar o desconhecido, e utilizá-lo de modo extraordinário.


CONCLUSÃO

Santo Agostinho diz que "milagres não vão contra as leis da natureza, mas contra o que sabemos da Natureza"


REFERÊNCIAS

1 - CHAMPLIN, R.N, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Vol 4. Ed Hagnos. p.284
2- STRONG, A.H. Teologia Sistemática. Ed. rev e amp.  São Paulo: Hagnos. 2007. p. 219.
3- Ibid 1. pág. 285.

Por Francisco Tourinho

5 de janeiro de 2015

Eles respeitam minha presença: direito de resposta a quem não merece resposta!

Que falar mal de alguém na sua ausência é um ato imoral, disso praticamente todo mundo sabe, até mesmo que não acredita em uma moral objetiva. Já não é a primeira vez que grupos de neo-ateus se juntam para falar mal da minha pessoa, o interessante é que todos eles conhecem esse blog e conhecem minhas páginas, mas não aparecem para mostrar porque suas ideias são melhores do que as minhas, e tem um detalhe adicional, TODOS, eu disse TODOS eles já foram desafiados a debaterem comigo em um debate limpo e todos arredaram o pé.

Dia 3 de janeiro do ano corrente, escrevi um artigo intitulado "23 passos para se tornar um bom Neoateu!", é um texto irônico que eu divulguei em minhas páginas como "Brincando de falar a verdade", foi um texto de humor em que coloco em forma satírica a personalidade dos neoateus. Alguns neoateus se ofenderam e não faltou ataques à minha pessoa. Vamos a alguns deles:



Quanto non sequitur! Uma mulher não é uma divindade pagã, pelo menos para uma parte dos homens, mas estou falando de conceito de verdade, não de metafísica, isso ratifica o passo número 17 do artigo criticado.

Só existem ateus empregados? Quer dizer que não existem neoateus patrões não? Que esses abram suas lojas no feriado e se alguma lei proibir, que lutem em nome do Estado laico para acabar com esse feriado e em ato de protesto faça isso ao invés de "desbatizar" as pessoas!

Eu falo dos outros pelas costas e eu sou pobre? Posso até não ter dinheiro, mas tenho riqueza de caráter suficiente para não ser um injuriador e caluniador, e NÃO, não quero no meu futuro uma mancha dessas, obrigado, mas fique com sua falta de caráter pra você, (embora na verdade ele ache isso relativo, logo, o que é errado na minha opinião deve ser certo para ele, vamos respeitar seu direito à covardia).


Agora sim, vemos o nível de futilidade, porque não basta ser mau caráter, tem que ser fútil também! É claro que todos os postes desse print ratificam os passos de número 18, 21, 22 e 23 do artigo criticado.

O cara pergunta porque eu não sou capitão, major,  e porque não passei na PF. Eu não sabia que existia alguém melhor do que outra pessoa nesse mundo, é claro que o conceito de que "Todos somos filhos do mesmo Deus" e por isso somos iguais, não pode ser adotado por esses caras, no entanto, ateus como Sartre defendeu a igualdade entre os homens (embora Sartre não esteja no rol de filósofos que esses caras leem).  E mais! Quem disse que na prova da PF tem filosofia e teologia? O que é um curso decente? Quer dizer então que Educação Física não é um curso decente? Isso ratifica o passo de número 21, 22 e 23.

Paulo Corgosinho diz que neoateísmo é um termo cunhado por cristãos, é claro que o mesmo está totalmente errado, neoateísmo é um termo usado inclusive por ateus como pode-se notar nesses links:

http://direitasja.com.br/2012/04/07/por-que-eu-nao-sou-um-neo-ateu/

São também chamados de ateus de dicionário, pelo site bule voador:

http://www.bulevoador.com.br/2011/11/por-que-voce-e-ateista-ou-como-neo-ateus-raivosos/

Olha só o nome desse livro:

http://www.amazon.com/The-New-Atheism-Taking-Science/dp/1591027519


Aliás, é só entrar no site do Dawkins e digitar New Atheism que jorrará toneladas de artigos sobre isso. E sou quem tem preguiça de pensar e ler, vai entender!

Notem que um rapaz de nome Henrique Deslock me chamou de vadio que tem preguiça de pensar e me chamou de covarde. Duvido você provar que sou vadio em juízo! Tem coragem? Deslock e até onde eu sei covarde é você que está falando na minha ausência e sabe porque você foge e nunca quis debater comigo? Por que você e todos os outros RESPEITAM MINHA PRESENÇA! Como diz o ditado popular: QUANDO O GATO SAI, OS RATOS FAZEM A FESTA! Quando, aquele que vos fala estava nesse grupo, desafiou todos esses debatedores para um debate limpo sobre qualquer tema, todos fugiram, o que confirma o conteúdo desenvolvido nesse artigo.


Por Francisco Tourinho

4 de janeiro de 2015

Um momento de sensatez!

Parece que essa verdade é tão latente que nem mesmo os opositores mais ferrenhos negam essa realidade, o cristianismo é uma religião de paz!




É isso aí professor Dawkins, Jesus já dizia: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." Mt 5.13

Jesus usa o sal como símbolo porque na época não existiam geladeiras  e o melhor conservante era o sal, além disso o sal era mais que um tempero era também um tipo de moeda, já que os soldados recebiam seu salário em sal (daí vem a palavra soldo, salário e soldado). Os cristãos são o sal Terra e foi debaixo dos conceitos cristãos que a civilização ocidental foi construída, formulando sua moral e o incentivo à ciência.



CONCLUSÃO

Infelizmente, uma grande maioria dos cristãos estão deixando de ser sal e luz do mundo, abandonando os ensinos de Cristo, e claro, estão sendo pisados pelos homens por causa disso, mas graças ao Deus que conserva os Seus, dando forças aos poucos Cristãos verdadeiros que ainda existem, que honram o nome Dele aqui na Terra, dando um bom testemunho de forma que até os inimigos elogiam!

Por Francisco Tourinho



3 de janeiro de 2015

23 passos para se tornar um bom Neoateu!

1-    Não acredite em Deus (mas não conte pra mamãe, senão ela te mete a porrada)!

2-    Escreva Deus com letra minúscula, para deixar Professor Pasquale nervoso (pois ele acredita em Deus). Nossa, que medo, ele escreveu Deus com letra minúscula, corre, negada.

3-    Fundamente suas teorias na filosofia e na ciência, mesmo que filosofia não seja científica, e mesmo que algo que você diga não seja científico. Não apresente provas e não use argumentos, só chame o adversário de burro.

4-    Seja mais chato que um fanático religioso (muito mais).

5-    Incomode muito os outros nas redes sociais, compartilhando fotos engraçadinhas zoando os religiosos, mas fique irritadinho quando seus amigos compartilham imagens zoando os neoateus. Diga que só você pode.

6-    Finja que lê Nietzsche mesmo sem saber escrever o nome dele. Não precisa ler, só ostente os livros por aí.

7-    Alegue que o estado é laico e que liberdade de religião é a liberdade de não ter religião e de escolher crer no que quiser, mesmo que sua religião seja contra essa liberdade. Sim, tem que ser hipócrita, se não for não é um neoateu.

8-    Diga que é um desrespeito com a crença alheia pendurar símbolos religiosos em repartições públicas, mas aproveite o feriado de Corpus Christi para viajar para a praia e comemore todos os feriados religiosos.

9-    Chame o feriado de 12 de outubro de "dia das crianças", explique que o Natal é uma festa pagã de culto ao Deus Sol e que a páscoa é o dia do coelho. Não se esqueça de ressaltar que Jesus é imitação de Hórus, ou qualquer outro deus/entidade/capeta que tenha a mais vaga semelhança, mas não apresente provas.

10-  Seja neoateu, de verdade, sem crer, em hipótese alguma, em qualquer força paranormal no Cosmos e assista o programa “Cosmos”.

11-    Não adianta nada você não acreditar em Deus mas louvar outros deuses. Neoateu de verdade só acredita em si mesmo, e olhe lá. Afinal, tudo é relativo. Por isso, quando uma mulher gostosa disser que quer dar pra você, não acredite nela, fique no cinco contra um, ou não.

12-    Queime uma Bíblia, um Alcorão, um papel de igreja, um padre, uma cruz, uma freira, um gibizinho da Turma da Mônica "Conhecendo Jesus" e faça o ritual de ateitização rezando para o deus Nada e Ninguém. E não tenha a menor consciência do óbvio: isso não irá destruir a religião.

13-    Acredite que nada visto no mundo é sem causa, mas que o Universo, somente esse, não tem causa alguma! Faça isso ao invés de fazer coisa úteis.

14-    Diga que o Big Bang provou que Deus não existe e que provou que a religião está errada, mesmo sem saber o que é o Big Bang!

15-    Chame a eucaristia de "comer o biscoitinho".

16-    Diga para os crentes que diversos trechos da Bíblia foram inventados. Leve sempre na ponta da língua uma teoria pseudo-filosófica, como a Kabala ou a Teoria das Cordas, pois se ele contra-argumentar e mandar você mostrar alguma prova, você pode mudar de assunto rapidinho dando outro problema pra ele pensar. E mesmo que tenha uma prova, não a apresente, pois isso não é ser neoateu.

17-    Seja rápido pra pensar, não pra responder. Mesmo que você não tenha alguma resposta, seja pseudo-cético e sempre tenha outros pseudo-argumentos na ponta da língua. Quando não souber responder um, jogue logo outro pro cara antes que ele comece a insistir. Não deixe ele pensar, apenas vá misturando os assuntos, confundindo tudo e mandando pseudo-argumento atrás de pseudo-argumento até ele se irritar.

18-    Não apresente provas.
19-    Curta a página da ATEA.

20-    Seja amigo do Clarion de Laffalot no Facebook.

21-    Ao invés de argumentar, sacaneie, zoe, xingue, pois isso é tudo que você pode fazer.

22 - Diga ser um "livre pensador", mesmo sendo mais alienado e dogmático que todos os religiosos juntos.

23-    E por último e não menos importante: Jogue o cérebro fora e o substitua por um pedaço de MERDA!



Adaptado de Desciclopédia