19 de setembro de 2014

A relação entre o Mito da Terra Plana e a defesa do Darwinismo



Aprendemos exaustivamente na escola, principalmente no ensino fundamental e médio que a ciência do período medieval acreditava que a Terra era plana, logo em seguida vem os escárnios e a proposição de que os cristãos são inimigos da ciência e do progresso. Para o historiador Jeffrey Burton Russell da Universidade da Califórnia isso foi um erro forjado no século XVIII com o intuito de ridicularizar os cristãos, em uma guerra contra o criacionismo, (as mentiras vem desde esse tempo, imagina quantas outras a gente teve que engolir ou engolimos ainda hoje) e já foi corrigido, veja o que esse historiador escreveu em seu paper:

"Ainda estou espantado com que parece à primeira vista. Ninguém antes da década de 1830 acreditava que as pessoas medievais pensavam que a Terra era plana. A idéia foi estabelecida, quase contemporaneamente, por um francês e um americano, entre os quais eu não tenho sido capaz de estabelecer uma conexão, embora ambos estavam em Paris, ao mesmo tempo. Um deles foi Antoine-Jean Letronne (1787-1848), um acadêmico de fortes preconceitos anti-religiosos que havia estudado geografia e patrística e que inteligentemente se baseou tanto para deturpar os pais da igreja e seus sucessores medievais como acreditar em uma Terra plana, em seu On os cosmographical Ideas dos Padres da Igreja (1834).

"O norte-americano não era outro senão o nosso querido contador de histórias Washington Irving (1783-1859), que adorava escrever ficção histórica, sob o pretexto da história. Suas deturpações da história do início de Nova York e da vida de Washington foram encimado por sua história de Cristóvão Colombo (1828). Foi ele quem inventou a imagem indelével do jovem Columbus, um "marinheiro simples", aparecendo diante de uma multidão escura de inquisidores e teólogos ignorantes encapuzados em um conselho de Salamanca, os quais acreditavam, de acordo com Irving, que a Terra era plana como uma placa. Bem, sim, houve uma reunião em Salamanca em 1491, mas a versão de Irving dela, para citar a moderna historia que distingue Colombo, foi fantasia pura. Washington Irving, farejando sua oportunidade para uma cena pitoresca e comovente," criou uma fictícia conta deste "conselho universitário inexistente" e "deixou sua imaginação ir completamente ... toda essa história é um absurdo enganosa e maliciosa".

"Mas agora, por que os falsos relatos de Letronne e Irving tornou-se difundida e depois, já em 1860, começa a ser servido nas escolas e nos livros escolares como a solene verdade? A resposta é que a mentira sobre a terra esférica se tornou uma parte colorida e inesquecível de uma mentira maior: a falsidade da eterna guerra entre a ciência (bom) e religião (ruim) ao longo da história ocidental.

"Esta vasta rede de falsidade foi inventado e propagado pelo historiador influente John Draper (1811-1882) e muitos seguidores de prestígio, como Andrew Dickson White (1832-1918), o presidente da Universidade de Cornell, que fez com que a conta falsa fosse perpetrados em textos, enciclopédias, e bolsa mesmo supostamente sério, até os dias de hoje. A versão atual animada da mentira pode ser encontrado em Daniel Boorstin de descobridores, encontrados em qualquer livraria ou biblioteca.

“A razão para promover tanto a mentira específicas sobre a esfericidade da Terra e da mentira generalizada de que a religião e a ciência estão em conflito natural e eterna na sociedade ocidental, é defender o darwinismo. A resposta é realmente apenas um pouco mais complicado do que a declaração careca. A mentira terra plana era munição contra os criacionistas. O argumento era simples e poderoso, se não elegante: "Veja como esses cristãos são estúpidos Eles estão sempre ficando no caminho da ciência e do progresso Essas pessoas que negam a evolução hoje são exatamente o mesmo tipo de pessoas como esses idiotas que para a.. menos mil anos negavam que a Terra era redonda. você consegue ser tão estúpido? "

Mas isso não é a verdade."1



“Letrone deu ao mito da Terra plana sua base história, Irving sua carga emocional. Mas o mito realmente ganhou a força que tem até hoje quando John Draper (1811-1882), um físico violentamente anti-católico, publicou em 1873 o livro "A História do conflito entre a Ciência e a Religião" utilizando o mito da Terra plana como exemplo de como as crenças religiosas eram estúpidas e atrasadas e necessariamente se opunham ao progresso da ciência. Através de Draper o mito da Terra plana chegou como verdade absoluta até o início do século XX, e só nos anos 20 começou a ser questionado.”2


CONCLUSÃO

Cientistas e religiosos medievais jamais acreditaram que a Terra era plana, isso foi criado por acadêmicos ateus para fazer marketing com suas ideias, esses sim foram os verdadeiros opositores da verdade na Ciência. Calúnias contra a oposição desde o seu nascimento!



REFERÊNCIAS




Por Francisco Tourinho

18 de setembro de 2014

PORQUE O DESIGNER DA TDI NÃO PODE SER O DEUS CRISTÃO

Muitos opositores do Design Inteligente constantemente tem atacado o movimento alegando ser ele apenas uma faceta religiosa do cristianismo e que o Designer seria o Deus cristão. A verdade é que isso é fruto da ignorância sobre o que se propõe o Design Inteligente, como o que se propõe o cristianismo em 2000 anos de teologia.

Para começar, para o cristianismo, Deus (Javé) criou absolutamente todas as coisas, tudo vivo e não vivo, o Universo visível e invisível. Como diz a Bíblia de Estudo Palavras Chaves Hebraico Grego, se referindo ao verso 1 de gênesis:

"Por sua livre e espontânea vontade, e por seu poder absoluto, Deus chamou o universo à existência, criando-o a partir do nada."

Por outro lado, os proponentes do DI não advogam que tudo tenha sido criado pelo Designer, mas que apenas algumas características do Universo são melhor explicadas como fruto de uma mente inteligente:

“O design inteligente (ID) é a visão de que é possível inferir a partir de evidências empíricas de que "certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não um processo não-direcionado como a seleção natural " O design inteligente não pode ser inferida a partir da complexidade sozinho, uma vez que padrões complexos, muitas vezes acontecem por acaso. ID foca apenas os tipos de padrões complexos que na experiência humana, são produzidos por uma mente que concebe e executa um plano. De acordo com os adeptos, o design inteligente pode ser detectado nas leis naturais e estrutura do cosmos, mas também pode ser detectada em pelo menos algumas características de coisas vivas.”


Em segundo lugar, na Teologia tradicional cristã, a Natureza não pode servir de parâmetro para alegar a existência do Deus cristão, simplesmente porque ao observar a Natureza o homem jamais poderia chegar a conclusão de que existe um Deus de infinita bondade e amor como o Deus cristão, seria um tiro no pé! 

Começando por um Universo grande, vazio e indiferente a nós, totalmente hostil à vida, permeado de uma ordem certamente, mas essa ordem não diz nada a respeito do caráter bondoso do Deus cristão. Aqui na Terra, a Natureza também é hostil, a própria seleção natural nos dá um sentido de competição e sobrevivência do mais forte, some isso aos desastres naturais e os sofrimentos naturais, uma criatura já nasce em sofrimento, vive em competição e lutando por sua vida e acaba morrendo, muitas vezes para alimentar outro animal, o predador, para que esse viva e tenha um momento de felicidade totalmente alicerçada na desgraça de outro.

Baseado nisso, Pascal diz:
“Fico surpreendido com a audácia com que algumas pessoas se encarregam de falar sobre Deus. Num tratado dirigido a ímpios, elas começam com um capitulo provando a existência de Deus mediante as obras da Natureza... isto apenas confere aos leitores base para pensar que as provas de nossa religião são muito fracas... É notável o fato de que nenhum escritor canônico jamais fez uso da Natureza para provar Deus.”

PASCAL. Pensées, 4, 242. 243, apud LEWIS C.S., O Problema do Sofrimento, pág 6.

Baseado nisso, a cristianismo mostra de forma clara porque o Deus cristão não foi criado pelo homem, ou seja, é impossível para o homem, observando a Natureza e o Universo, chegar a um Deus como os atributos do Deus cristão. Por isso dizemos que Deus de fato se revelou ao Homem, pois seria impossível para o Homem criar um Deus totalmente antagônico à Natureza, ao Universo e ao próprio Homem. 

Mas para os proponentes do DI, o Designer suporta todas os problemas vistos hoje na Natureza e pode-se inferir dela mesma, o Designer não é perfeito nem precisa ser todo poderoso, ou seja, enquanto o Deus cristão não pode ser conhecido através da Natureza, é todo poderoso e infinito em misericórdia e bondade, o Designer deve necessariamente ser inferido da Natureza, não precisa ser todo poderoso e pode ser totalmente indiferente em relação a todo projeto, tornando assim os dois totalmente antagônicos e derrubando assim a acusação de que o Designer é o Deus cristão.


CONCLUSÃO

"Que nossa civilização fez isso, ninguém pode negar; que ela desaparecerá como todas as que a precederam, é bastante provável. Mesmo que isso não aconteça, e então? A raça está condenada. Toda raça que surge em qualquer parte do universo está condenada;pois o universo, segundo dizem, está cansado, e irá transformar-se um dia em uma infinidade uniforme de matéria homogênea a baixa temperatura. Todas as histórias acabarão em nada: toda vida se mostrará no final como sendo apenas uma contorção transitória e sem sentido sobre a face idiota da matéria infinita. Se você me pedir para acreditar que esta é a obra de um espírito benevolente e onipotente, replico que toda evidência aponta na direção oposta. Ou não existe espírito por trás do universo, ou então existe um espírito indiferente ao bem e ao mal, ou seja, um espírito perverso.

"Existe uma pergunta que jamais pensei em fazer. Nunca notei que a própria força e simplicidade do caso dos pessimistas nos colocava imediatamente diante de um problema.

"Se o universo é mau, ou mesmo um tanto mau, como foi possível aos seres humanos atribui-lo à atuação de um Criador sábio e bondoso? Os homens são tolos, talvez; mas não tão tolos assim. A inferência direta do preto para o branco, da flor do lodo para a raiz virtuosa, da obra sem sentido para um obreiro infinitamente sábio, faz vacilar a crença. O espetáculo do universo como revelado pela experiência jamais pode ter sido a base da religião: deve ter sempre sido algo a despeito do qual a religião, adquirida de uma outra fonte, foi mantida.

"Seria um erro replicar que nossos ancestrais eram ignorantes e portanto entretinham agradáveis ilusões sobre a natureza, as quais o progresso da ciência desde então dissipou.

"Durante séculos, em que todos os homens criam, o tamanho e o vazio do universo já eram conhecidos. Podemos ler em alguns livros que os homens da idade Média pensavam que a Terra era plana e que as estrelas estavam próximas, mas isso é uma mentira. Ptolomeu lhes dissera que a Terra era um ponto matemático sem tamanho em relação à distância das estrelas fixas - uma distância que um texto popular medieval estima como sendo de cento e dezessete milhões de milhas. E em tempos ainda mais antigos, mesmo no início, os homens devem ter tido a mesma sensação de imensidade hostil de uma fonte ainda mais óbvia.

"Para o homem pré-histórico, a floresta circundante deve ter sido suficientemente infinita, e aquilo que era sobremaneira estranho e inquietaste, que temos de buscar na ideia de raios cósmicos e sóis sem calor, vinha fungar e uivar toda noite à sua porta. O sofrimento e desperdício da vida humana foi com certeza igualmente óbvio em todos os períodos. Nossa própria religião começa entre os judeus, um povo espremido entre grandes impérios guerreiros, continuamente derrotado e aprisionado, familiarizado com a Polônia ou a Armênia com a trágica história dos vencidos. Não passa de tolice colocar o sofrimento entre as descobertas da ciência.

"Em toda época, então, uma inerência a partir do curso dos acontecimentos neste mundo até a bondade e sabedoria do Criador teria sido igualmente descabida; e jamais foi feita. A religião tem uma Origem diferente.”
[...]

“Ao que parece então, só existiam dois pontos de vista que podemos manter com relação à reverência. Ou se trata de uma simples distorção da mente humana, que não corresponde a nada objetivo e não serve a nenhuma função biológica, mas que não mostra qualquer tendência de desaparecer dessa mente, mostrando-se no seu mais pleno desenvolvimento no poeta, filósofo ou santo; ou, por outro lado, se trata de uma experiência direta daquilo que é verdadeiramente sobrenatural, a que pode ser apropriadamente dado o nome de Revelação.”


LEWIS, C. S. O Problema do Sofrimento. Pág 7-9.


Por Francisco Tourinho

16 de setembro de 2014

Debate sobre a descriminalização do aborto termina como sempre, supreme victory para os defensores da vida!

Nesse vídeo, o professor Glauco Guimarães da Universidade de Fortaleza detona defensora da morte (ops, aborto).

https://www.youtube.com/watch?v=D-92twXFo0M

(infelizmente não consegui postar o vídeo aqui, algum problema técnico, depois tentarei resolver isso, por enquanto será necessário o leitor assistir direto no youtube)

Os defensores do aborto com seus argumentos manjados e sem base lógica alguma, tem constantemente perdido os debates aqui no Brasil, e mais uma vez os defensores da vida mostram porque a descriminalização do aborto é danosa para a mulher e o nosso país.


Já sabemos que táticas sujas foram usadas para legalizar o aborto nos EUA.
http://questoesultimas.blogspot.com.br/2014/02/a-desonestidade-dos-apologistas-do.html

Descubra também um pouco mais sobre o Estatuto do Nascituro e o porquê não ser uma bolsa estupro.
http://questoesultimas.blogspot.com.br/2013/07/sera-o-estatuto-do-nascituro-uma-bolsa.html


CONCLUSÃO

Ficarei com a citação do professor Glauco:

"Defender que é contra o aborto mas a favor da legalização e regulamentação do aborto, seria como dizer que somos contra o homicídio mas a favor da legalização e regulamentação do homicídio, de que situações se pode matar e de que maneiras pode isso acontece, ao meu ver isso não faz sentido, seria disciplinar a selvageria mas mantendo a selvageria".

Por Francisco Tourinho