7 de julho de 2014

Respondendo ao Paradoxo da Pedra!

“Deus pode construir uma pedra que Ele mesmo não possa levantar?” Essa é uma pergunta que alguns neoateus fazem para poder se desfazer da onipotência de Deus, logo, se você responder que sim, então o debatedor dirá: “mas ele não vai poder levantar a pedra, logo, ele não é onipotente” e se você responder que não, então ele dirá: “então ele não pode construir, logo ele não é onipotente”. É claro que é o tipo de pergunta falaciosa, primeiro porque esse Deus que pode todas as coisas independente de qualquer contexto, não se trata do Deus cristão. A própria Bíblia diz que Deus não pode mentir ou se arrepender1 , ou seja, o Deus cristão não pode fazer todas as coisas. C.S. Lewis amplia ainda mais o conceito dizendo:

“A sua onipotência significa poder para fazer tudo que é intrinsecamente possível, e não para fazer o que é intrinsecamente impossível. É possível atribuir-lhe milagres, mas não tolices. Isto não é um limite ao seu poder. Se disser: "Deus pode dar a uma criatura o livre-arbítrio e, ao mesmo tempo, negar-lhe o livre-arbítrio" não conseguiu dizer nada sobre Deus: combinações de palavras sem sentido não adquirem repentinamente sentido simplesmente porque acrescentamos a elas como prefixo dois outros termos: "Deus pode". Permanece verdadeiro que todas as coisas são possíveis com Deus: as impossibilidades intrínsecas não são coisas mas insignificâncias (praticamente não existem). Não é possível nem a Deus nem à mais fraca de suas criaturas executar duas alternativas que se excluem mutuamente; não porque o seu poder encontre um obstáculo, mas porque a tolice continua sendo tolice mesmo quando é falada sobre Deus.”2

São Tomas de Aquino diz que:

“Nada que implique em contradição se encontra debaixo da onipotência de Deus.”3


Assim o paradoxo da pedra é apenas um jogo de palavras que não faz sentido algum, e não ganha sentido só porque é acompanhada por um "Deus pode". Um quadrado redondo, uma superfície totalmente preta e totalmente branca, coisas desse tipo simplesmente não existem!

Se o poder de Deus é infinito, criar uma pedra que ele não pudesse levantar era criar algo maior que o infinito, só que "infinito + 1" continua sendo infinito, e "infinito/2" continua sendo infinito, logo, é de uma inconsistência lógica terrível! É apenas um jogo de palavras sem sentido e em nada abala a onipotência de Deus, não no significado cristão.


CONCLUSÃO

O que acontece na situação é a famosa técnica “O Deus dosPalpiteiros”4 citada por Olavo de Carvalho, no qual eu indico a leitura, em que os neoateus fabricam um deus para eles e o refutam, depois disso, dizem que refutaram o Deus cristão, quando na verdade, mostraram inconsistências de um deus que eles mesmos criaram, não do Deus cristão.


REFERÊNCIAS
1-      Números 23.19
2-      LEWIS. C.S. O problema do Sofrimento. Pág 13-14. Disponível em: http://sumateologica.files.wordpress.com/2009/07/c-s-lewis-o-problema-do-sofrimento.pdf. Acesso em 07 jul 14.
3-      TOMÁS DE AQUINO. Samm Tbeoi., I.a Q XXV, Art. 4. Apud LEWIS. C.S. O problema do Sofrimento. Pág 12. Disponível em: http://sumateologica.files.wordpress.com/2009/07/c-s-lewis-o-problema-do-sofrimento.pdf. Acesso em 07 jul 14.

4-      CARVALHO, O. O Deus dos Palpiteiros. Dário do Comércio, 18 mar 2009. Disponível em: http://www.olavodecarvalho.org/semana/090318dc.html. Acesso em 07 jul 14. 

  Por Francisco Tourinho

6 de julho de 2014

Bill Gates ateu? Derrubando mais uma jogada neoateia!




Bill Gates tem se tornado o queridinho dos neoateus (falo dos neoateus, porque ateus tão pouco se importando com militância) que adoram citá-lo como exemplo de bondade sem Deus. Como um dos argumentos usados para corroborar a existência de Deus, sobretudo do Deus cristão, é o da moral objetiva, (muitos neoateus confundem o argumento da moral objetiva que diz que “bom e mau não existem sem Deus” e também diz que “não podemos ser bons sem Deus”, com “não posso ser bom sem acreditar em Deus”, é claro que teólogo nenhum afirmou que a pessoa deve acreditar em Deus para ser boa, o que alguns teólogos afirmam é que não existe bondade sem Deus), então vários deles usam Bill Gates como exemplo de ateu que é filantropo e consequentemente uma pessoa boa.

Mas uma entrevista à revista Rolling Stone, na sua edição de março de 2014, Gates faz algumas declarações surpreendentes, que de longe um neoateu faria, com essa declaração posso dizer que ele até pode ser ateu, mas que namora com a ideia do teísmo, isso com certeza,
e está muito, mas muito longe mesmo de ser um neoateu militante como os tipos que vemos por aí na ATEA.

Vamos à entrevista:

"Você é um técnico, mas muito do seu trabalho agora com a fundação tem uma dimensão moral. Tem o seu pensamento sobre o valor da religião mudou ao longo dos anos?
Os sistemas morais da religião, eu acho, são superimportante. Criamos nossos filhos de uma forma religiosa; eles foram para a igreja católica que Melinda vai e eu participo também. Eu tenho muita sorte, e, portanto, eu devo retribuir isso tentando reduzir a desigualdade no mundo. E isso é um tipo de crença religiosa. Quero dizer, é, no mínimo, uma crença moral.


Você acredita em Deus?
Concordo com pessoas como Richard Dawkins que a humanidade se sentiu a necessidade de mitos da criação. Antes de realmente comecei a entender a doença e que o tempo e coisas assim, buscamos explicações falsas para eles. Agora a ciência preencheu alguns do reino - não todos - que a religião usada para preencher. Mas o mistério e a beleza do mundo é esmagadoramente incrível, e não há nenhuma explicação científica de como ele surgiu. Dizer que ele foi gerado por números aleatórios, que parece, você sabe, uma espécie de visão sem caridade [ risos ]. Acho que faz sentido acreditar em Deus, mas exatamente qual decisão em sua vida te faz diferente por causa disso, eu não sei."


Referências