28 de fevereiro de 2014

A Tumba Perdida de Jesus é um Golpe Publicitário – diz arqueólogo!



A tumba de Talpiot foi uma tumba encontrada em 1980 no Lest Talpiot, que é um bairro da Jerusalém Oriental. A descoberta dessa tumba foi causa de grande alvoroço por causa da inscrição " Yeshua bar Yehosef " ("Jesus, filho de José") em um dos seus ossuários. Foram encontrados dez ossuários e seis com epígrafes.

Embora tenha sido descoberta em 1980, somente em 1994 foi publicado um trabalho a respeito e foi discutido em 1996 na Grã Bretânia. Já em 1996 foi ao ar na BBC um pequeno documentário falando sobre o assunto. Segundo Amos Kloner, o primeiro arqueólogo a examinar o local, as reivindicações de uma conexão com Jesus não pode ser comprovada arqueologicamente, e acrescenta: "Eles só querem ganhar dinheiro com isso." Outros arqueólogos foram igualmente céticos.

Outro documentário foi lançado em 2007, produzido pelo diretor de cinema canadense James Cameron e o jornalista investigativo Simcha Jacobovici intitulado The Lost Tomb of Jesus (A tumba perdida de Jesus). O documentário alega que a tumba de Jesus é real e conta com o apoio de grande parte dos arqueólogos para tal conclusão. Como toda produção de James Cameron, foi um documentário muito forte, com muito investimento e com a aparência de ser real.

Em janeiro de 2008, foi realizado a Terceira Princeton Theological Seminary, tratando especificamente sobre o assunto. Tanto a revista Time como a CNN alarmaram dizendo que o caso tinha sido reaberto, dando ao público a impressão de que estudiosos respeitados agora levavam a hipótese colocada no documentário a sério. Ao saber disso, Amos Kloner e mais vários estudiosos assinaram uma carta aberta com uma nota de esclarecimento, com trechos como:

"A maioria das avaliações negativas de arqueólogos e outros cientistas e estudiosos que participaram foram excluídos dos relatos  finais. Em vez disso, a mídia tem apresentado as opiniões de Simcha Jacobovici, que produziu o polêmico filme e livro "The Lost Tomb of Jesus" com o diretor de Hollywood James Cameron, e que afirma que a sua identificação tem sido justificada pelos documentos de conferências. Nada mais longe da verdade pode ser deduzida a partir da discussão e apresentações que teve lugar em 13-17 janeiro de 2008.”

“Para concluir, queremos protestar contra a deturpação do processo de conferência nos meios de comunicação, e deixar claro que a maioria dos estudiosos presentes - incluindo todos os arqueólogos e epigrafistas que apresentaram trabalhos relacionados com o túmulo - rejeitaram a identificação da tumba de Talpiot como pertencente a família de Jesus ou que esta afirmação é altamente especulativa. Assinado, Professor Mordechai Aviam, da Universidade de Rochester, Professor Ann Graham Brock, Iliff School of Theology, Universidade de Denver Professor FW Dobbs-Allsopp, Seminário Teológico de Princeton Professor CD Elledge, Gustavus Adolphus Colégio Professor Shimon Gibson, da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte Professor Rachel Hachlili, da Universidade de Haifa Professor Amos Kloner, Bar-Ilan University Professor Jodi Magness, da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill Professor Lee McDonald, Arcadia Seminário Professor Eric M. Meyers, Duke University Professor Stephen Pfann, University of the Holy Land Professor Jonathan Price, da Universidade de Tel Aviv Professor Christopher Rollston, Emmanuel School of Religion Professor Alan F. Segal, Barnard College, Columbia University Professor Choon-Leong Seow, Princeton Theological Seminary Sr. Joe Zias, da Ciência e Antiquity Group, Jerusalém Dr. Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan”

Amos Kloner também diz:"Os documentaristas estão usando para vender seu filme."

O site oficial do Archaeological Institute of America, a instituição mais antiga dedicada a arqueologia na América do Norte, traz uma série de incongruências na descoberta contradizendo totalmente o documentário, e declara:
“A identificação do túmulo Talpiyot como a tumba de Jesus e sua família se baseia em uma série de reivindicações problemáticas e infundadas...” 

O Washington Post relata que William G. Dever , que escava sítios arqueológicos em Israel por 50 anos, deu a seguinte declaração:
“É um golpe publicitário, e ele vai fazer esses caras muito rico, e isso vai perturbar milhões de pessoas inocentes, porque eles não sabem o suficiente para separar a realidade da ficção ".

Em outra matéria do Washington Post:
"O ponto da reivindicação atual é provar que o primeiro túmulo era de fato o túmulo de Jesus e sua família", diz Jodi Magness, especialista em judaísmo antigo da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill. "Não há um pingo de evidência arqueológica e literária para apoiá-lo."

"Muitos cristãos ortodoxos e conservadores moderados vão ser perturbados pela imprudência desse(documentário)", disse Ben Witherington, um estudioso da Bíblia, no Seminário Teológico Asbury em Wilmore, Kentucky "Claro, nós queremos saber mais sobre Jesus, mas por favor, não insulte a nossa inteligência, dando-nos este tipo de coisa.”


CONCLUSÃO

O que me motivou a escrever esse texto e pesquisar sobre a Tumba de Talpiot, foi que esse achado foi usado em um debate contra mim para comprovar que Jesus não ressuscitou. Como vemos, os céticos não são tão céticos quando a informação condiz a eles.

Notamos também no texto, como os cineastas são desonestos para produzir documentários contra a fé cristã, uma dia desses foi produzido o mentiroso Zeitgeist, antes disso saiu o livro “O Código da Vinci” que também já foi usado em debates contra mim e por incrível que pareça, o debate foi na Universidade, dentro de sala de aula.

Cristãos, sejam simples como a pomba e astuto como a serpente para não cair nessas armadilhas.

Aqui tem um artigo em inglês sobre o assunto, para quem tiver mais curiosidade:
http://www.michaelsheiser.com/Jesus%20Tomb%20article%20Heiser.pdf

Por Francisco Tourinho

23 de fevereiro de 2014

Descobertas Arqueológicas dão tapa na cara dos Liberais!

Encontrada moeda do século XI a.C. Ela descreve "um homem com cabelo comprido lutando contra um animal de grande porte com uma cauda felina." Lembra alguma coisa do Antigo Testamento?
Moeda retratando Sansão e o Leão
Fonte: Daily Mail

A moeda foi encontrada perto do rio Sorek, que era a fronteira entre os antigos territórios israelitas e filisteus 3.100 anos atrás. Isso soa familiar?

Para os arqueólogos Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman da Universidade de Tel Aviv, isso mostra que a história de Sansão existe independente da bíblia e que a mesma não era uma invenção literária de um escriba do século VI a.C, vivendo na Babilônia, como tem sido comumente assumido pela erudição bíblica mainstream. Tapa na cara dos liberais teológicos e tapa na cara dos ateus!

Os arqueólogos, no entanto, afirmam que isso não prova que a história de Sansão realmente aconteceu, mas mostra que ela não foi uma invenção do séc. VI a.C.

Outra descoberta interessante é que no lado dos filisteus estava cheio de ossos de porco e no lado dos Judeus não tinha ossos de porco. Bunimovitz disse ao jornal israelense Haaretz que "esses detalhes adicionam um ar lendário para o processo social em que os dois grupos hostis aperfeiçoaram suas identidades separadas ..." "Acho que é uma maneira de colocá-lo. Outra seria a vê-lo como evidência no sentido dos israelitas de serem separados de seus vizinhos pagãos."
Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman da Universidade de Tel Aviv.
Fonte: Daily Mail

Esses achados são apenas um de uma série de achados que refutam a tese de que as histórias bíblicas do AT são uma invenção literária do século VI a.C.

A mais famosa dessas descobertas é a descoberta de uma estela(ou pedra) de Tel Dan, em 1993) com uma inscrição que continha as palavras "casa de Davi". Foi a primeira evidência extra-bíblica da dinastia davídica. Antes da descoberta, muitos estudiosos duvidavam da existência de Davi, muito menos que fundou uma dinastia. A descoberta foi tão fora-de-linha que as expectativas dos mais céticos é de que fosse falsa.



CONCLUSÃO

Um aspecto a ser observado é que se os filisteus foi um povo realmente existiu e aquela era realmente a fronteira entre israelitas e filisteus como descrito no Antigo Testamento, por que só a figura de Sansão não é real?

Outro aspecto bem pertinente, é que essa descoberta não quer dizer que o judaísmo/cristianismo seja a religião verdadeira, mas notamos o diferencial dela em fazer uma reivindicação histórica. O cristianismo e o judaísmo são religiões que dependem da história para atestar a sua veracidade, assim, não é uma religião que se baseia em fideísmo(fé sem evidências), mas também em fatos históricos. Tapa na cara dos liberais e tapa na cara de neoateus que apelam para o fideísmo cristão, crer sem evidências!

Por Francisco Tourinho

14 de fevereiro de 2014

A desonestidade dos apologistas do aborto e o processo de legalização do assassinato nos EUA



Lendo uma matéria no site do PCO-Partido da Causa Operária, deparo com uma explanação sobre o caso Roe vs Wade, que foi a luta jurídica que foi precursora da legalização do aborto nos EUA.
Segundo a matéria essa foi “Uma das maiores batalha jurídicas do século XX, iniciada no Texas e encerrada na Suprema Corte dos EUA”.  Ainda fala sobre o ato heroico dos advogados que lutaram contra o obscurantismo religioso e a favor dos direitos privados. Afirma que o caso foi em defesa de uma mulher chamada Norma McCorvey que teria sido estuprada e que o Estado teria impedido o aborto.

O que o site não expõe, em um ato de desonestidade típica dos apologistas do aborto, é que a própria Norma McCorvey, anos mais tarde, disse que não tinha sido estuprada e que ela foi um peão na mão de dois jovens advogados e ambiciosos (Weddington e Coffee) que estavam à procura de um autor com quem eles poderiam desafiar a lei estadual do Texas que proíbe o aborto.

McCorvey conta que procurou os advogados para ajudá-la a fazer um aborto, mas eles a convenceram a não fazer o aborto e a mentir dizendo ter sido estuprada, porque precisavam de uma mulher grávida e vítima de estupro para que estratégia no tribunal desse certo.

"Eles poderiam ter sido bons para mim, ao invés de me tratar como idiota"
Norma McCovey


Quem quiser saber mais um pouco sobre o caso pode acessar o link abaixo:




CONCLUSÃO

Vemos claramente, nesse caso, como os apologistas do aborto trabalham, no Brasil não é diferente, já que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, citou esse caso em específico para justificar a aprovação do aborto de fetos anencéfalos, ora, se um homem usa um caso de aberta desonestidade como exemplo de como deve ser feita as coisas no Brasil, isso significa que podemos esperar tudo desse pessoal.

Se eu não valorizar a vida, que é o bem imaterial mais valioso da humanidade, o que eu vou valorizar?

Como diria o saudoso professor Eneas Carneiro:
"O processo de permissão do aborto caminha junto com uma série de outras teses absolutamente destituídas de fundamento humanista, no sentido de que a população do nosso planeta seja constituída de seres privilegiados. Essa é que é a tese verdadeira! É assim que Malthus está renascendo. É verdade, o neomalthusionismo aí está, querendo que a sociedade seja feita de seres ideais. Agora, pergunto: ideais à imagem de quem?"


Se vcs concordam com isso, tudo bem, mas não conte comigo para promover assassinato de quem não pediu para vir ao mundo!


Por Francisco Tourinho

4 de fevereiro de 2014

De onde surge toda ordem e beleza que vemos neste mundo? (Parte 2)

Argumentei, na parte 1 desse tema, que a natureza tem uma ordem, no entanto os opositores da teleologia afirmam que não há sentido nem racionalidade para o Universo, na verdade, tudo seria sem sentido e a natureza aleatória, o que na verdade existiria seria uma aparência de intencionalidade ou design criada pelo próprio humano que tende a dar sentido às coisas que estão a sua volta.

Refletindo sobre esse argumento, pensei em três possibilidades que são igualmente desconfortáveis para os apologistas da aleatoriedade:

1-      Se eles podem ter certeza de que o design não é intencional, então sabemos que há um meio de testar isso, logo os mesmos positivam as propostas de grupos como os defensores do Design Inteligente.
2-      Se não há meios de testar, então afirmação é apenas ideológica e arbitrária ou pode se basear no senso comum.
3-      Se pelo senso comum nós observamos ordem na natureza, mas ela é só aparente, então por que não podemos pensar o contrário? Se a natureza tiver apenas aparência de sem sentido, quando na verdade estamos com uma visão limitada por causa das lentes que estamos usando para ver o mundo?

É no tópico três que faremos um exercício mental. Esse exercício começa com a seguinte pergunta: “e se a natureza tiver apenas uma aparência de sem sentido?”

Vejamos as seguintes letras – V-D-V-I-R-U-H-Z-V-H-U-V-P-T-K-D-V-L

Consegue encontrar algum sentido nessas letras? Consegue identificar algum padrão?

A primeira vista as letras são sem sentido, sem racionalidade e aleatórias, no entanto, ao ser adicionada uma chave, nós conseguimos encontrar uma mensagem.

Esse processo é um processo muito simples usado pelo Exército Brasileiro na introdução da disciplina de comunicação na matéria de mensagens criptografadas. As letras aleatórias acima são na verdade uma mensagem codificada, ou seja, elas apenas têm a aparência de serem aleatórias. A chave é essa que está abaixo, no caso, apenas substitui a letra correspondente e se formará a mensagem, ou seja, o indivíduo precisa de uma informação para que outra informação possa ser decodificada.

CHAVE:
P-E-T-A-R-D-O
                                    
C-H-I-V-U-N-K



Substituindo as letras, por exemplo – P=C, E=H, T=I e por aí vai.

Depois da substituição fica – A-N-A-T-U-R-E-Z-A-E-R-A-C-I-O-N-A-L ou A NATUREZA É RACIONAL



CONCLUSÃO

Concluímos com o nosso exercício que mesmo quando algo é notoriamente aleatório, ele poderá ter um sentido e exibir racionalidade se for analisado pela ótica correta.

Já é público e notório que a natureza demonstra racionalidade, mas mesmo naquilo que aparentemente possa ser sem sentido, não podemos descartar a possibilidade de uma racionalidade.



P.S.: O texto não defende de forma alguma que todas coisas que acontecem na vida humana tenha um propósito ou que seja guiada por uma força superior, o texto defende racionalidade e inteligibilidade do Universo, de forma que todas as coisas podem ser entendidas através de uma ordem estabelecida.

Na visão do autor deste blog, as leis naturais foram criadas e estabelecidas e vivemos debaixo dessas leis, não sendo cada ato humano motivado por alguém, mas que o mesmo está limitado pelas leis naturais que demonstram e implicam em um legislador, logo em uma racionalidade.



Por Francisco Tourinho