31 de janeiro de 2014

Defendendo o Argumento Cosmológico: o erro de Russell!

Lendo um artigo de Bertrand Russell, encontro uma objeção ao argumento cosmológico, assim diz Russell:

“Não tentarei adentrar toda a sutileza de tais argumentos filosóficos em favor da existência de Deus. Há, penso, apenas um deles que ainda possui peso aos filósofos, que é o argumento da Causa Primeira. Este argumento sustenta que, dado o fato de que tudo que acontece tem uma causa, então deve existir uma Causa Primeira a partir da qual toda a série iniciou-se. Este argumento sofre, todavia, do mesmo defeito do argumento do elefante e da tartaruga. Diz-se — não sei com quanta veracidade — que um certo pensador hindu acreditava que a Terra era sustentada por um elefante. Quando lhe perguntaram em que o elefante se sustentava, respondeu que era sobre uma tartaruga. Quando lhe perguntaram em que a tartaruga se sustentava, disse: “Estou cansado disso; mudemos de assunto”. Isso ilustra o caráter insatisfatório do argumento da Causa Primeira.”

A citação acima nos revela um argumento apelativo por parte de um grande filósofo, apelo ao ridículo é claro. Depois, não sei se propositadamente ou não, Russell cai em um erro que desconstrói seu argumento simplesmente porque a analogia não está correta.

Na cosmologia Hindú, a tartaruga se apoia sobre uma serpente que simbolizava a eternidade e ela era o limite do Universo depois dela simplesmente nada existia, isso não é de absurdo pois hoje os físicos acreditam que o Universo de fato é finito. A primeira objeção é: o tal sábio jamais responderia “Estou cansado disso; mudemos de assunto”, pelo contrário, ele diria que as tartarugas estão seguras por uma serpente que representa a eternidade e isso seria o limite do Universo.




                                 Fonte: Observatório Nacional - pág 24. 

“Este era o conceito hindú do Universo. A Terra, chamada por eles de Monte Meru, e as regiões infernais eram transportadas por uma tartaruga, símbolo da força e poder criativo. Por sua vez, a tartaruga repousava sobre a grande serpente, que era o emblema da eternidade.

Existiam três mundos. A região superior era a residência dos deuses. A região intermediária era a Terra e a região inferior era a região infernal. Eles acreditavam que o Monte Meru cobria e unia os três mundos. No topo do Monte Meru estava o triângulo, o símbolo da criação.”



CONCLUSÃO

Vemos que Russell erra feio em sua comparação, apesar de ser um grande filósofo. Isso me faz até pensar em um erro proposital, haja vista a falta de investigação de alguns, mas não posso ler a mente de ninguém.


O argumento da Causa Primeira tem como premissas a ideia de que o tempo não é infinito retroativamente e que não poderíamos ter uma dízima periódica de causas, logo, não podemos sequer comparar com a cosmologia Hindú, que apenas falava sobre a limitação do Universo, com o argumento da Causa Primeira que fala sobre as origens do mesmo. 


Por Francisco Tourinho



26 de janeiro de 2014

Existem Provas da Existência de Deus?

Provas existem, pois provas são dados, são meios para se chegar a uma evidência, é aquilo que aponta para uma direção, no entanto a evidência da existência de Deus é algo pessoal, pois evidência significa algo inquestionável e é claro que se a existência de Deus fosse evidente (inquestionável) não estaríamos aqui debatendo sobre sua existência ou não.

O livro do STRONG1, que é um livro de teologia e que recomendo, quando o mesmo ao falar sobre Teontologia, o tópico tem como título “EVIDÊNCIAS CORROBORATIVAS PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS”, (no caso, evidência está no sentido de prova aqui, a palavra evidência está mal traduzida) ou seja, são provas, não uma evidência. Uma prova é algo que aponta para uma direção, uma evidência é um fato que até os mais céticos não contestariam!

Mas é claro que a ausência de evidência não mostra que algo de fato não exista, aliás existem muitas coisas pelo qual não temos certeza e acreditamos sem provas. Segundo Marilena Chauí:
“Cremos no espaço, no tempo, na realidade, na qualidade, na quantidade, na verdade, na diferença entre realidade e sonho ou loucura, entre verdade e mentir; cremos também na objetividade e na diferença entre ela e a subjetividade, na existência da vontade, da liberdade, do bem e do mal, da moral, da sociedade.”2

O teólogo e filósofo A.H. Strong diz:

"A Fé é conhecimento e o mais elevado tipo de conhecimento. - A ciência física também se apoia na fé - fé na nossa existência, na existência de um mundo objetivo e exterior a nós e na existência de outras pessoas além de nós mesmos; fé nas nossas convicções primitivas,tais como espaço, tempo, causa, substância, desígnio, certeza; fé na confiabilidade das nossas faculdades e no testemunho dos nossos semelhantes."3

Strong também cita o filósofo Lord Arthur Balfour, dizendo que o mesmo mostra que as "crenças intuitivas nas categorias de espaço, tempo, causa, substância, justiça pressupõem todo o conhecimento".6

Segundo filósofo Bertrand Russel, embora acreditemos na realidade, não há como prová-la de forma definitiva:
“Existe uma mesa que tem certa natureza intrínseca e que continua a existir quando não a estou olhando, ou a mesa é simplesmente um produto de minha imaginação, uma visão de mesa num sonho muito prolongado? Esta questão é da maior importância. Pois se não estamos seguros da existência independente dos objetos, não podemos estar seguros da existência independente de outros corpos humanos e, por conseguinte, menos ainda da de suas mentes, dado que não temos outro fundamento para acreditar em suas mentes a não ser o que deriva da observação de seus corpos. Assim, se não pudermos estar seguros da existência independente dos objetos, estaremos a sós num deserto – a totalidade do mundo exterior não seria mais que um sonho, e só nós mesmos existiríamos. Trata-se de uma possibilidade desagradável; mas embora não se possa estritamente provar a sua falsidade, não há a mais leve razão para supor que seja verdadeira.”4

Da mesma forma, Albert Camus, filósofo do absurdo diz:

“Excetuando-se os racionalistas por profissão, hoje já não se tem esperança do verdadeiro conhecimento. Se fosse necessário escrever a única história significativa do pensamento humano, seria preciso fazer a dos arrependimentos e das impossibilidades.
De quem e de que, de fato, posso dizer "conheço isso"? Este coração, em mim, posso experimentá-lo e julgo que ele existe. Este mundo, posso tocá-lo e julgo ainda que ele existe. Pára aí toda a minha ciência, o resto é construção. Porque, se tento agarrar este eu de que me apodero, se tento defini-lo e sintetizá-lo, ele não é mais do que uma água que corre entre meus dedos. Posso desenhar um por um todos os rostos que ele sabe usar, todos aqueles também que lhe foram dados, essa educação, essa origem, esse ardor ou esses silêncios, essa grandeza ou essa mesquinhez.

Mas não se adicionam rostos. Até este coração que é o meu continuará sendo sempre, para mim, indefinível. Entre a certeza que tenho da minha existência e o conteúdo que tento dar a essa segurança, o fosso jamais será preenchido. Serei para sempre um estranho diante de mim mesmo. Em psicologia, como em lógica, há verdades mas não há verdade.”5

Logo, está claro que não podemos ter certeza de nada, nem mesmo da realidade. No entanto, Russell também declara:

“Assim, é de nossos pensamentos e sentimentos particulares que temos uma certeza primitiva. E isto se aplica aos sonhos e alucinações assim como às percepções normais: quando sonhamos ou vemos um espectro, certamente temos as sensações que pensamos ter; mas por várias razões consideramos que nenhum objeto físico corresponde a tais sensações. Assim, a certeza de nosso conhecimento a respeito de nossas próprias experiências não deve ser limitada pelo reconhecimento de casos excepcionais. 
Temos aqui, por conseguinte, no domínio de sua validade, uma sólida base a partir da qual começar nossa busca do conhecimento.”

Já argumentei em outro texto desse blog, que “Deus se revela ao homem através de uma comunicação com o mais íntimo do Ser, ‘na divisa da alma com o espírito’ uma comunicação com a consciência”. Concordando com Russell, as nossas crenças pessoais, é aquilo de que mais temos certeza e que a realidade em si é baseada em uma crença pessoal, embora Russell também declare que esse problema pudesse ser parcialmente resolvido com uma coletividade em que várias pessoas alegassem sentir as mesmas sensações, isso faria da verdade algo coletivo e não algo pessoal, acredito que isso não ajude muito, haja vista mesmo uma crença coletiva depende da opinião pessoal de cada e não temos sequer a certeza que enxergamos a mesma cor que outro enxerga. De modo que nossas sensações e percepções são muito pessoais e portanto, subjetivas, logo não haver provas definitivas de que Deus existe, não é argumento suficiente para desqualificá-lo, pois não podemos nem sequer provar a existência da realidade em última instância.

Isso me leva a mais uma reflexão – se não podemos evidenciar nada, como saber o que é verdadeiro? 

Descartes (1596-1650), o fundador da filosofia moderna, diz que a única certeza que devemos ter é a de que nós mesmos existimos, isso ele afirma porque acreditava que se podemos duvidar então devemos existir; se tinha uma experiência qualquer, devia existir. Assim, sua própria existência era para ele uma certeza absoluta. “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum), logo, para saber o que é verdadeiro, dependemos diretamente da forma como adquirimos o conhecimento e para adquirir conhecimento precisamos estabelecer uma base solida para isso, como os axiomas matemáticos, que são aceitos a priori, e assim são tomadas todas as outras decisões. Assim Deus, não é uma causa final no sentido de finalizar a resposta, mas no sentido de finalidade, Deus não é o final de todas as coisas, é o começo, é sobretudo um ponto de partida.


Reforço meu argumento sobre isso da seguinte forma:

Heráclito de Éfeso (530 – 470 a.C.), argumentava que tudo no mundo está em constante mudanças, de modo que ninguém veria o mesmo rio duas vezes, assim, o homem e a natureza estariam em constante mudança. Bem, mas se tudo muda o tempo inteiro, então o conhecimento se torna impossível, se o conhecimento se torna impossível com as constantes mudanças, logo concluímos que o conhecimento depende da imutabilidade. A essa imutabilidade, Heráclito chamou de Logus, que 500 anos depois, o apóstolo João personificou o Logus em Jesus.

Mas para que haja algo imóvel e imutável, todas as outras coisas devem estar se movendo e mudando, a natureza é prova disso, as coisas mudam o tempo inteiro, infelizmente para um criacionista, esse argumento é muito desconfortável, porque ao limitar o poder de mudança de um animal ele alega que existe um limite na mutabilidade, logo, poderíamos adquirir o conhecimento sem o Logus imutável e assim o descartaríamos da jogada e isso fatalmente nos levaria ao ateísmo.

No entanto, se acreditamos que a espécies estão sempre mudando, sem limites, logo podemos crer que há algo imutável, pois sem Ele, o próprio conhecimento seria impossível, logo, a Teoria da Evolução, nesse aspecto de mudança, satisfaz um requisito para que se possa haver um axioma imutável, no qual atribuo nesse texto a Deus.

O criacionista terá de escolher entre não ter certeza de coisa alguma e cair em um relativismo total ou terá que aceitar que as coisas mudam o tempo inteiro para estabelecer o imutável do qual depende o conhecimento verdadeiro. É um dilema difícil, mas quem nunca teve um que atire a primeira pedra.


REFERÊNCIAS

1- STRONG, A.H.Teologia Sistemática. Ed. rev. e amp. São Paulo: Hagnos.2007.pag 141.
2 - CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. Ática. São Paulo. 2000. Pag 8.
3- STRONG, A.H.Teologia Sistemática. Ed. rev. e amp. São Paulo: Hagnos.2007.pag 32
4 – RUSSELL, B. Os problemas da filosofia. Trad. Jaimir Conte. Florianópolis: 2005, Cap 2. Disponível em < http://www.cfh.ufsc.br/~conte/russell02.html >Acesso em 25/01/2014.

5 – CAMUS, A. O Mito de Sisifo. pág 17. Disponível em <http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/upload/e_livros/clle000131.pdf>Acesso em 25 jan 2014.
6 - Para uma leitura completa da argumentação de Lorde Balfour sobre o tema "crença e dúvida", o leitor poderá acessar seu livro Defense of philosophic doubt, pág 277 -295, no site https://archive.org/details/defenceofphiloso00balf . Acesso em 30 de setembro de 2014.

Por Francisco Tourinho

25 de janeiro de 2014

Tenho razões para acreditar que Jesus Existiu? (Parte 3)

  

Em resposta ao comentário do leitor Sousa da Ponte, esse post foi feito e assim ele será a continuação de outros post’s sobre a veracidade da pessoa de Jesus e de sua história. Infelizmente, o comentário é extenso, e responderei em vários posts, sendo esse o primeiro.

O comentário que o leitor comentou foi esse:

“Pouco sabemos dos primórdios do cristianismo. Sabemos que aparecem nos primeiros séculos.
Conhecemos textos de autores desconhecidos que relatam diversas histórias sobre Cristo.

Só no tempo de Constantino são escolhidos os evangelhos que conhecemos. Todos os outros são rejeitados.

Temos portanto que os relatos não são de forma nenhuma contemporâneos do alegado e nem todos falam de ressurreição.

Isto leva-nos de volta so problema de saber se há outras fontes que corroboram algumas destas narrativas.
As da volta dos mortos dos profetas, os estragos no templo , os dois mil porcos mortos depois dum exorcismo, o eclipse na lua cheia são exemplos de acontecimentos que certamente não passavam sem qualquer registo.

Pelo que parece que se tratam de narrativas orais que com o decorrer do tempo vão ganhando pormenores.
Claro que os casos menores: transformação numa festa privada de água em vinho ou a cura dum paralítico podiam perfeitamente sem que ninguém os registasse.

Uma parte significativa dos primitivos cristãos eram gnósticos. Esses não acreditavam na morte e ressurreição.

Foram massacrados depois do Constantino pelos cristãos da linha dominante.

Antes de serem massacrados pelos cristãos foram-no igualmente pelos romanos.

Se o critério ser morto por acreditar valida a tese os gnósticos, cataros e muitos outros que não acreditavam na ressurreição também estariam certos.

De facto os factos que são passíveis de serem testados historicamente não parecem ser credíveis.”


Já foram citados em textos anteriores, historiadores da época, que falaram a respeito de Jesus. Como exemplo temos:

Cornélio Tácito (55-120 d.C) – faz alusão a pessoa de Cristo e também a crença que os primeiros cristãos tinham a respeito de sua ressurreição, ele diz que “Christus, que deu origem ao nome cristão, foi condenado por Pôncio Pilatos, procurador da Judéia...” No mesmo contexto ele faz alusão a uma superstição que os cristãos tinham em relação a Cristo – “reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda Judeia, onde o problema teve início, mas também em toda cidade de Roma”1

Suetônio, outro historiador romano, diz em sua obra Vida de Cláudio 25.4:
“Como os judeus, por instigação de Chrestus, estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma”. O interessante é que esse evento é narrado em Atos 18.2, o evento ocorreu em 49 d.C.

Suetônio também diz sobre o incêndio em Roma, acontecido em 64 d.C.:
“Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica”2
Que superstição seria essa, senão a de que Jesus havia ressuscitado? O teólogo Josh McDowell fala a respeito: “Se presumirmos que Jesus foi crucificado no início da década de 30, veremos que, menos de vinte anos depois, Suetônio – que não era favorável ao cristianismo – situa os cristãos na cidade imperial e relata que eles sofriam e morriam pela convicção de que Jesus Cristo de fato vivera, morrera e ressuscitara dentre os mortos”3

Uma referência bem interessante é a do historiador Talo, ele escreveu por volta de 52 d. C., seus escritos foram perdidos em sua maioria, alguns trechos foram citados por outros escritores como é o caso de Júlio Africano que escreve: “Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse solar – o que me parece ilógico (é claro que parece ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na lua cheia da Páscoa que Cristo morreu”)4

Flegão, que também era historiador secular, em sua obra chamada Crônicas, embora tenha se perdido, Júlio Africano preservou um pequeno trecho dela em seus escritos: “No tempo de Tibério César, ocorreu um eclipse solar na lua cheia”5

Orígenes (Séc. III) e Filopon (Séc  VI) também mencionam essa referência de Flegão a esse acontecimento, que parece se referir às trevas na ocasião da morte de Jesus.


Um achado arqueológico recente, confirma a existência de um Tiago irmão de Jesus, assim como o novo testamente se refere, confirmando a historicidade do NT. O ossuário de Tiago, o irmão do Senhor, foi revelado ao mundo pelo engenheiro judeu Oded Golan no ano de 2002.

O ossuário de 25 quilos tem em
 si a inscrição: "Tiago, filho de José, irmão de Jesus". Depois de muitos ataques dos mais variados céticos, em 2005 o objeto arqueológico foi submetido à uma "prova de fogo" quanto a sua autenticidade. Depois de mais de 7 anos de julgamento, com opinião de vários especialistas e várias análises e estudos científicos, ficou comprovado que a inscrição é autêntica e tem cerca de 2 mil anos. 


Mara Bar-Serapião (70 d.C), filósofo estóico, escreve uma carta exortando seu filho a buscar a sabedoria, na carta ele coloca Jesus, Sócrates e Pitágoras no mesmo patamar, ora, se Pitágoras e Sócrates forem reais, Jesus também é, a diferença é que não vemos ninguém dizer que Sócrates e Pitágoras nunca existiram, na certa não dá IBOPE. Assim diz ele:

“Que vantagem os atenienses teriam de colocar Sócrates a morte? Fome e praga veio sobre eles como um julgamento por seus crimes. Que vantagem é que os homens de Samos ganharam com a queima de Pitágoras? Pouco tempo depois, sua terra estava coberta de areia. Que vantagem os judeus teriam com a execução de seu sábio Rei? Logo depois disso o reino deles foi aniquilado. Deus justamente vingou esses três sábios: os atenienses morreram de fome; os Samians foram surpreendidos pelo mar, os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem em completa dispersão. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão. Pitágoras não morreu, ele vive  na estátua de Hera. Nem o sábio rei morreu; Ele vive  nos ensinamento que deixou.”



CONCLUSÃO

Howard Clark Kee, professor da Universidade de Boston diz sobre o novo testamento:

“O resultado do exame as fontes externas ao Novo Testamento que tocam direta ou indiretamente em nosso conhecimento de Jesus é a confirmação de sua existência histórica, de seus poderes incomuns, da devoção de seus seguidores, da continuidade do movimento depois de sua morte pelas mãos do governador romano em Jerusalém e a penetração do cristianismo nas camadas superiores da sociedade da própria Roma no final do primeiro século.”6


Não sabemos tão pouco a respeito dos primórdios do cristianismo, existem mais referências (só pagãs) a Jesus do que a Pôncio Pilatos, por exemplo. Aliás, F.F. Bruce ressalta uma particularidade entre esses dois nos escritos de Tácito: “Pilatos não é mencionado em nenhum outro documento pagão que tenha sobrevivido até nossa época[...] Pode-se considerar ironia da história o fato de que ele a única referência histórica a ele, num escrito pagão o mencione por causa da sentença de morte que ele pronunciou contra Cristo.”

 A citação de Tácito já nos traz bastantes informações, como a existência e a morte de Jesus condenado pelo governo romano, além de falar sobre a crença na ressurreição(implicitamente), que nos levam a pensar que o Novo Testamente tem sim razão no que diz.

Sobre a questão dos livros escolhidos, a isso será feito outro post, falando como  a bíblia foi montada e o porquê da recusa de alguns livros.




REFERÊNCIAS

1-      Tácito - Anais XV.44
2-      Suetônio – Vida dos Césares, 26.2.
3-      MCDOWELL, J. Novas Evidências que Demandam um Veredicto. Edição em Português. São Paulo-SP: Ed. Hagnos, 2013. Pág 283.
4-      Júlio Africano, Cronografia. 18.1
5-      Ibid. 4
6-      KEE, H.C. What Can We Know About Jesus? Cambridge: Cambridge University Press, 1990. Pág 19.




Por Francisco Tourinho


Indicações de leitura sobre o mesmo tema:



1 de janeiro de 2014

Momentos de derrota: Conhecendo as pessoas ao seu redor

Quando você está em uma situação de derrota, existem três tipos de atitudes que definem as pessoas que estão ao seu redor:

1- Pessoas com olhar condenatório - Na cabeça dessas pessoas, elas são melhores do que as outras, simplesmente porque naquela área em que o irmão se deu mau, ela está bem. Assim como o fariseu ante ao publicano dizia: " Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho." (Lc 18.11-12) Assim também, aquele diz em seu coração: "está vendo? sou melhor do que aquele derrotado!

2- Pessoas em falso júbilo - são aquelas que se alegrarão com a sua derrota, esse tipo de pessoa se alegra porque é muito infeliz, logo não há motivo de alegria maior do que ver outra pessoa também infeliz, assim ela não se sente sozinha no barco. Esse tipo de gente, além de não vencer em nada, está sempre puxando o tapete dos outros por não aceitarem que eles vençam e elas não. Dizem em seu coração "Se tu és o(de) Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós." O problema é que eles ainda não sabem que eles "nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?"(Lucas 23:39-40). Zombarão de você por estarem na mesma situação que elas, assim como o ladrão zombou de Jesus na cruz, mas esses não temem a Deus mesmo estando em situações piores que a sua.

3- Pessoas convertidas - serão aquelas que te apoiarão no momento da dor, não te julgarão e se mostrarão com olhar de amor. Um dos sinais da conversão de alguém, talvez o mais visível, é que alguém convertido, JAMAIS se alegra com a derrota do irmão, pelo contrário, esse se entristece, e se o mesmo se alegra, nega ao próprio Cristo, se tornando assassino, porque "Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele." 1 João 3:15


No final das contas, o homem não deverá depender de nenhum deles, pois o homem poderá ser julgado injustamente pelos outros, ser atacado mesmo sendo inocente ou mesmo ajudado, mas de forma alguma poderá ir de contra sua própria consciência. Ganhar o apoio de todos os homens e não estar com a consciência tranquila, é comparado ao homem que ganha o mundo inteiro, mas perde a sua alma!



Por Francisco Tourinho