8 de julho de 2013

Hitler era Cristão?


Neoateus têm tentado de toda forma associar a imagem de Hitler ao cristianismo, a verdade é que eles querem igualar o cristianismo aos regimes ateus totalitários do sec. XX, responsáveis por mais de 90 milhões de mortes.

Em verdade, é que esse tema é bem controverso, há evidências de que Hitler fosse ateu, cristão ou mesmo adepto do ocultismo, a evidência mais forte é a de que ele fosse ocultista. Nesse post não direi que religião Hitler seguia, mas vou dizer a que ele não seguia.

Hitler teve uma educação católica, em seu livro, Mein Kampf, ele afirmou seguir os princípios do cristianismo, o que leva muitos ateus a dizerem que Hitler seguia esses princípios, alguns mais audazes, ainda dizem que foi os princípios cristãos que o levaram a um filosofia de raça ariana. Ledo engano.

O que os neoateus esquecem de contar (não sabem mesmo) é que a igreja católica não apoiou Hitler. Em 1937, Pio XI publicou a Encíclica MIT BRENNENDER SORGE, que condenava o Nazismo. Essa é a única Encíclica Papal escrita e publicada originalmente em alemão. Foi redigida pelo futuro Papa Pio XII, Cardeal, E. Paccelli, ex-Núncio em Alemanha. Por sua obra também o documento foi lido em todas as paroquias alemãs, furando a "censura" do regime contra o mesmo. A Encíclica está disponível no site do Vaticano em inglês e em alemão. Importantíssimo documento histórico.

Na Encíclica, o Nazismo foi denunciado como uma forma de "paganismo agressivo", totalmente anti-cristão, o que irritou ainda mais o Nazismo com a Igreja. No julgamento de Nuremberg temos o depoimento de um ex oficial Nazista que confirma que ele havia a ordem de sequestrar o Papa e de leva-lo a território alemão.

Outro ponto que esquecem (ou não sabem mesmo), é que um católico que se filiasse ao partido de Hitler era excomungado, não podia nem receber funeral religioso, segundo a decisão dos bispos alemães de 1930, 3 anos antes dele assumir o poder.

O militar e militante católico Claus S. G. von Stauffenberg e seus companheiros, foram fuzilados por serem anti-nazistas.
Vejam e leiam com atenção esse jornal da época, que o Papa, já em 1937, obrigou todos os católicos a se afastarem do Nazismo:



Em um documentário interessante, no qual indico assistir, tem algumas informações dignas de nota:


- Os símbolos nazistas, da suástica à águia, foram retirados das Runas, não são símbolos cristãos;

- Todos os membros do Partido Nazista eram obrigados a ler as Runas, e não o Novo Testamento cristão;

- O líder espiritual do Partido Nazista não era o Papa, mas um místico da mitologia germânica, chamado Guido Von List;

- Hitler teria baseado sua doutrina arianista e expansionista - o Terceiro Reich -, nos escritos de Guido Von List e de outros místicos pagãos. Várias leis do Terceiro Reich teriam sido baseadas na mitologia nórdica-germânica. Por exemplo, a primeira e a segunda lei sobre cidadania;

- As cruzes cristãs foram retiradas dos cemitérios;

- Vários rituais cultuando o "mistério sagrado" da suástica teriam sido realizados pelo Partido Nazista. Dentre eles, destaca-se o de Munique (1937), organizado por Alfred Rosenberg;

- A palavra "natal" foi banida do uso oficial em 1939;

- No mesmo ano, palavras como "Cristo", "anjos" ou "pastores" foram banidas dos livros infantis.

O interessante é que muito pelo contrário do que pensam os neoateus, Hitler apoiou sua doutrina de morte e destruição em uma filosofia puramente ateia, que foi a Eugenia, que era baseada no Darwinismo social. Para melhor entendimento sugiro a leitura desse post aqui.


CONCLUSÃO

Hitler, em 1941, foi um dos que apoiaram a ideia de que Jesus era Yeshu ben Pandera, sendo filho de uma prostituta e de um soldado romano.¹ Isso vai de contra todo e qualquer possibilidade de cristianismo.

Mais um pouco sobre o ponto de vista de Hitler sobre o cristianismo no livro Hitler’s Table Talk:

“O Cristianismo é uma rebelião contra a lei natural, um protesto contra a natureza. Em sua lógica extrema, o cristianismo significa o cultivo sistemático da falha humana. A melhor coisa é deixar o cristianismo morrer de forma natural. Uma morte lenta tem algo confortante sobre ele. O dogma do cristianismo se desgasta perante os avanços da ciência. A religião terá de fazer mais e mais concessões. Gradualmente, os mitos desmoronam. O cristianismo, é claro, atingiu o pico do absurdo a este respeito. E é por isso que um dia a sua estrutura irá desmoronar. A ciência já impregnou a humanidade. Consequentemente, quanto mais cristianismo se apega aos seus dogmas, mais rápido declinará”

"A longo prazo, o Nacional socialismo e a religião não serão capazes de existir juntos. O maior golpe na humanidade foi vinda do cristianismo. O Bolchevismo é filho legítimo do cristianismo. Ambos são invenções do Judeus. A mentira deliberada foi introduzida no mundo através do cristianismo" Pag. 8

"A razão pelo qual o mundo antigo era tão puro, leve e sereno, era que ele não conhecia os dois flagelos, a varíola e o cristianismo." Pag 60

"A nossa época, sem dúvida haverá um fim dessa doença chamada cristianismo." Pag 260

Não sei que religião Hitler seguia, com certeza sabemos que não foi a religião cristã!



REFERÊNCIAS

1- Kierspel, Lars; The Jews and the world in the Gospel: parallelism, function, and contexte,.66



Por Francisco Tourinho

Aborto Provocado e Sequelas Psicológicas

Mais uma da série "Sou Contra o Aborto e não preciso de Teologia para isso!" Para acompanhar a série, sugiro que leia os outros post's sobre o tema.

Estudo mostra que os traumas psicológicos em mulheres, que abortaram voluntariamente, podem levar pelo menos cinco anos para serem superados, afirma um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Oslo.

A equipe de cientistas comparou 40 mulheres que tiveram abortos espontâneos com outras 80 que escolheram interromper a gravidez.

5 anos depois a equipe da Universidade de Oslo afirmou que, dez dias após o aborto, 47,5% das mulheres que tiveram aborto espontâneo apresentaram sinais de algum tipo de sofrimento mental, contra 30% das que se submeteram a abortos.

O total de mulheres psicologicamente abaladas pelo aborto espontâneo caiu com o passar do tempo – 22,5% delas após seis meses e apenas 2,6% passados dois anos e cinco anos.
Já no grupo das mulheres que abortaram por escolha própria, 25,7% ainda sofriam sequelas psicológicas depois de seis meses, e 20% delas continuavam com problemas mentais relacionados ao aborto cinco anos mais tarde.

"Sempre considerou-se isso, e este estudo também mostra, que a decisão de interromper uma gravidez pode trazer sentimentos de ansiedade e culpa por longa data", disse Richard Warren, do Royal College of Obstetricians, da Grã-Bretanha.

Artigo original em inglês.

Notícia em português.


CONCLUSÃO

Deixarei uma citação do livro Aborto: o Direito à Vida (Rio de Janeiro, Agir, 1982), laureado pela Academia Nacional de Medicina de autoria dos médicos João Evangelista dos Santos Alves e Dernival da Silva Brandão. Assinalam assim:
“Ao contrário, se a gestante, pressionada por outros que lhe dizem que seu filho é uma 'coisa' ou um 'monstro', acaba consentindo no aborto, carregará pelo resto da vida o terrível quadro clínico conhecido como síndrome pós-aborto, que inclui: depressão, medo, choro, remorso, tendência ao suicídio, noutras palavras, aniquilação da psique da mulher".


Por Francisco Tourinho

7 de julho de 2013

Será o Estatuto do Nascituro uma "Bolsa Estupro"?





Mais uma postagem da série "Sou Contra o Aborto e não preciso de Teologia para isso". Sugiro que leiam as outras postagens do blog sobre o assunto.

Foi aprovado no dia 05 de junho deste ano, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça, o PROJETO DE LEI Nº 478, DE 2007, proposto pelos deputados Luiz Bassuma e Miguel Martini, o “Estatuto do Nascituro1, que tem por objetivo proteger a vida do feto.

Logo ao ver o documento que protege a vida do feto, os inimigos da vida, como é de costume, trataram logo de desqualificar o Estatuto criando alguma mentira, assim, a maioria dos brasileiros que não costuma ler os documentos originais, iriam repetir o termo caricato e mentiroso atribuído pelos desumanistas (se existem humanistas, esses são os desumanistas), de  BOLSA ESTUPRO.2

Logo ao ver várias pessoas de bem e que considero esclarecidas reproduzirem o mesmo discurso(acreditem, os desumanistas são tão mentirosos que enganam até os mais astutos), logo me posicionei contra o Estatuto, atitude precipitada a minha, recomendo sempre ler os documentos originais antes de se posicionar sobre qualquer assunto. Depois de uma pesquisa, obtive os documentos originais e li, reli e não achei um motivo sequer para chamar o “Estatuto do Nascituro”, de Bolsa Estupro. O artigo que os desumanistas usam para definir o Estatuto como “Bolsa Estupro” é o Art. 13 que assim reza:

Art. 13. O nascituro concebido em decorrência de estupro terá assegurado os seguintes direitos, ressalvados o disposto no Art. 128 doCódigo Penal Brasileiro:

I – direito à assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico da mãe;

II – direito de ser encaminhado à adoção, caso a mãe assim o deseje.

§ 1º Identificado o genitor do nascituro ou da criança já nascida, será este responsável por pensão alimentícia nos termos da lei.
§ 2º Na hipótese de a mãe vítima de estupro não dispor de meios econômicos suficientes para cuidar da vida, da saúde do desenvolvimento e da educação da criança, o Estado arcará com os custos respectivos até que venha a ser identificado e responsabilizado por pensão o genitor ou venha a ser adotada a criança, se assim for da vontade da mãe.

Com uma interpretação maliciosa, os inimigos da vida dizem que o texto dará uma bolsa à mulher estuprada, como se essa fosse obrigada a não abortar. Outra interpretação absurda é a de dizer que a mãe será obrigada a ter um vínculo com o estuprador, caso esse seja obrigado a pagar pensão alimentícia.

As duas interpretações estão erradas e não passam de aberrações. A mulher não é obrigada a parir a criança, ela ainda está resguardada pelo Art. 128 do CPB3 que garante à mulher o aborto em casos de estupro e anencefalia, ou seja, a mulher não é obrigada a ficar com o filho de um estupro, mas também não é obrigada a abortar. Sim! A MULHER NÃO É OBRIGADA A ABORTAR! O que o Estatuto garante é que se a mulher não quiser abortar, ela terá direito a uma bolsa do Estado, que beneficia a criança, ou caso o pai seja identificado, esse será obrigado a pagar pensão, só lembrando que não existe em hipótese alguma a necessidade da mãe ficar se encontrando com o estuprador para receber pensão.

Por que não a pensão? Isso sim é beneficiar o estuprador, o monstro violenta uma mulher e ainda não paga pensão, no caso, todos os homens que engravidam mulheres são responsabilizados pelos filhos que fazem, mas segundo os desumanistas defensores do aborto, o estuprador não deve pagar pensão alimentícia. É claro que o problema é muito mais profundo, pois quando imaginamos um estuprador, a maioria de nós imagina um pobre, negro que não tem onde cair morto e que vive na bandidagem, mas esquecemos que tem muito playboy rico que violenta suas empregadas domésticas, e meninas pobres de periferia, muitas delas com menos de 18 anos, e essas coitadas, segundo os apologistas do aborto, deveriam ficar desamparadas caso resolvessem não abortar. É uma insanidade um pensamento desses!

O que os apologistas do aborto são realmente contra é da humanização do feto, a estratégia é coisificar, desumanizar o feto humano! Pois se esse não for vida humana, então aborto deixa de ser assassinato.  

O Estatuto do Nascituro não só é constitucional, pois a constituição protege a vida, como é moralmente avançado e coerente com as políticas de países desenvolvidos e do nosso país, haja vista que em 25 de março de 2004, o Senado dos EUA, aprovou uma lei que dá o status de pessoa ao nascituro, lei chamada de “Unborn Victims of Violence Act”(Lei dos Nascituros Vítimas de Violência).

Na Itália, em março de 2004, entrou em vigor uma lei que dá o embrião os mesmos direitos de um cidadão.

O nosso país assinou o Pacto de São José de Costa Rica, que prevê proteção integral ao nascituro.

A propósito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos consagra que "cada pessoa tem direito à vida..." e, no mesmo diapasão, a Declaração Universal dos Direitos da Criança apregoa que a criança deve ter "adequada proteção legal tanto antes como depois do nascimento.”


CONCLUSÃO

Para concluir, deixarei as palavras proferidas pela ilustre promotora de justiça do Tribunal do Júri do Distrito Federal, Dra. Maria José Miranda Pereira, na revista jurídica Consulex:

 “Como Promotora de Justiça do Tribunal do Júri, na missão constitucional de defesa da vida humana, e também na qualidade de mulher e mãe, repudio o aborto como um crime nefando. Por incoerência de nosso ordenamento jurídico, o aborto não está incluído entre os crimes hediondos (Lei nº 8.072/90), quando deveria ser o primeiro deles.
Embora o aborto seja o mais covarde de todos os assassinatos, é apenado tão brandamente que acaba enquadrando-se entre os crimes de menor potencial ofensivo (Lei dos Juizados Especiais 9.099/95). noto, com tristeza, o desvalor pela vida da criança por nascer.
Os métodos empregados usualmente em um aborto não podem ser comentados durante uma refeição. O bebê é esquartejado (aborto por curetagem), aspirado em pedacinhos (aborto por sucção), envenenado por uma solução que lhe corrói a pele (aborto por envenenamento salino) ou simplesmente retirado vivo e deixado morrer à míngua (aborto por cesariana). Alguns demoram muito para morrer, fazendo-se necessário ação direta para acabar de matá-los, se não se quer colocá-los na lata de lixo ainda vivos. Se tais procedimentos fossem empregados para matar uma criança já nascida, sem dúvida o crime seria homicídio qualificado. Por um inexplicável preconceito de lugar, se tais atrocidades são cometidas dentro do útero (e não fora dele) o delito é de segunda ou terceira categoria, um “crime de bagatela”.”4


REFERÊNCIAS

  1.  http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=881CB787977C56414D7933FD1D71B2CC.node1?codteor=770928&filename=Parecer-CSSF-19-05-2010
  2. https://www.google.com.br/search?q=bolsa+estupro&aq=f&oq=bolsa+estupro&aqs=chrome.0.57j61j62.2908&sourceid=chrome&ie=UTF-8
  3. http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/anotada/2343477/art-128-do-codigo-penal-decreto-lei-2848-40
  4. PEREIRA, Maria José Miranda. Aborto. Consulex, Ano VIII,n.º 176, 15 maio 2004, p. 37

Por Francisco Tourinho