26 de março de 2013

O que é Design Inteligente?


O design inteligente (ID) é a visão de que é possível inferir a partir de evidências empíricas de que "certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não um processo não-direcionado como a seleção natural " [1] O design inteligente não pode ser inferida a partir da complexidade sozinho, uma vez que padrões complexos, muitas vezes acontecem por acaso. ID foca apenas os tipos de padrões complexos que na experiência humana, são produzidos por uma mente que concebe e executa um plano. De acordo com os adeptos, o design inteligente pode ser detectado nas leis naturais e estrutura do cosmos, mas também pode ser detectada em pelo menos algumas características de coisas vivas.

Maior clareza sobre o tema pode ser adquirida a partir de uma discussão sobre o que ID não é considerado por seus principais teóricos. O design inteligente geralmente não é definido o mesmo que o criacionismo , com os proponentes manter essa identificação se baseia em evidências científicas e não na Escritura ou religiosas doutrinas. ID não faz afirmações sobre a cronologia bíblica, e tecnicamente uma pessoa não tem que acreditar em Deus para inferir design inteligente na natureza. Como teoria, o ID também não especifica a identidade ou natureza do designer, por isso não é o mesmo que a teologia natural , que razões de natureza para a existência e os atributos de Deus. ID não tem a pretensão de que todas as espécies de seres vivos foram criados nas suas formas atuais, e não tem a pretensão de oferecer um relato completo da história do universo, ou de coisas vivas.

ID também não é considerado por seus teóricos para ser um "argumento da ignorância", isto é, o design inteligente não é para ser inferido simplesmente na base de que a causa de algo é desconhecido (não mais do que uma pessoa acusada de conduta intencional pode ser condenado sem provas). De acordo com vários adeptos, ID não afirma que o design deve ser o ideal, algo que pode ser inteligentemente concebido, mesmo que seja imperfeito (como são muitos objetos feitos por seres humanos).

ID pode ser considerada como consistindo somente da afirmação mínima que é possível inferir a partir de evidências empíricas de que algumas características do mundo natural são melhor explicadas por um agente inteligente. Entra em conflito com vistas alegando que não há nenhum projeto real no cosmos (por exemplo, a filosofia materialista) ou em coisas vivas (por exemplo, a evolução darwiniana ) ou que de design, embora real, é indetectável (por exemplo, algumas formas de evolução teísta). Por causa de tais conflitos, ID tem gerado controvérsia considerável.


22 de março de 2013

Dr. Enéas Carneiro - opinião sobre aborto.




"É absolutamente destituído de qualquer fundamento o argumento de que, como já ouvi muitas vezes de pessoas absolutamente destituídas de preparo, o corpo é da mulher, ela tem o direito de decidir. Isso é absolutamente falso, isso é absolutamente mentiroso, isso é absolutamente cínico, chega a ser até algo próximo de eugenia, muito, muito, muito a favor de teses que ainda medram no espírito de muita gente, cuja tese ideal é que o mundo seja feito de pessoas perfeitas, que não haja deficientes físicos, que seja o nosso planeta constituído de uma população de arianos. Isso é uma beleza, para quem pensa assim.

E para os que falam em anencefalia, é bom que se lembre a esses senhores, alguns com diploma de médico, também, que, até o momento de nascer, aquela criatura está viva. Ela vai morrer, mas ninguém sabe exatamente o momento. E, dentre nós, quem sabe quando vai morrer? Quem tem a proterva veleidade de dizer que sabe quando vai desaparecer, se isso é absolutamente impossível, de maneira científica? E como médico, muitas vezes fui inquirido sobre isso: quando vou morrer? Resposta: ninguém sabe. Que direito tem um cidadão, porque é médico, de decretar a morte daquele ser? Nenhum.

O processo de permissão do aborto caminha junto com uma série de outras teses absolutamente destituídas de fundamento humanista, no sentido de que a população do nosso planeta seja constituída de seres privilegiados. Essa é que é a tese verdadeira! É assim que Malthus está renascendo. É verdade, o neomalthusionismo aí está, querendo que a sociedade seja feita de seres ideais. Agora, pergunto: ideais à imagem de quem? Quem é que tem coragem de dizer o que é o ideal? Será o ideal a tese expendida por Adolf Hitler? Será o ideal a tese de Mussolini? O que é o ideal? A miscigenação é um crime, nesses termos apenas.

E se a questão é preparo, eu o tenho; se a questão é diploma de médico, eu o tenho; se a questão é ensinar Medicina, faço isso há 30 anos. Sei exatamente o que estou dizendo."

- Dr. Enéas Carneiro.

9 de março de 2013

Malafaia, Eli Vieira, Homossexualidade e a SBG


A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) ao tentar defender o biólogo Eli Vieira, que já foi refutado em seus próprios artigos, fala nada com nada e ao invés de apelo científico, apenas apela para os achismos de sempre, como se comover as pessoas validassem argumentos.

Vejamos o manifesto da SBG¹:
“7 de março de 2013
A Sociedade Brasileira de Genética endossa as informações fornecidas pelo biólogo Eli Vieira em resposta ao pastor e psicólogo Silas Malafaia acerca das bases genéticas da orientação sexual.
A orientação sexual humana é uma característica multifatorial, influenciada tanto pelos genes como também pelo ambiente. Há fortes evidências (grifo nosso) de que o substrato neurobiológico para a orientação sexual já está presente nos primeiros anos de vida. Não há evidência de nenhuma variável ambiental controlável capaz de modificar de maneira permanente a orientação sexual de um indivíduo. Assim, essa faceta do comportamento humano é resultado de uma interação complexa entre genes e ambiente, em que nenhum dos dois tem efeito determinante por si só (grifo nosso). Alegar que a genética nada tem a contribuir na compreensão da origem deste comportamento é ignorar meio século de avanços na nossa área.
Entendemos, também, que os fatos acerca dessa questão são desvinculados do debate ético sobre os direitos das pessoas que manifestam orientações sexuais e identidades de gênero.
No entanto, neste momento histórico em que o físico Stephen Hawking faz campanha para que o governo britânico se retrate pelos males que causou a Alan Turing, homossexual e pai do computador, expressamos que nós, como cientistas, desejamos um mundo mais igualitário, em que as pessoas não sejam julgadas pela sua orientação sexual ou identidade de gênero, mas apenas pela firmeza de seu caráter. Um mundo assim é um mundo mais receptivo ao pensamento científico, que se constrói de forma humilde e tentativa, em vez de dogmática e impositiva.”

Os dois grifos mostra claramente que ninguém nasce gay, na verdade não diz que alguém nasce gay, então por eliminação dizemos que ninguém nasce gay.

Malafaia, que não perde a oportunidade de ficar calado faz a seguinte observação:
“A Doutora Mayana Zats, uma das maiores autoridades no campo da genética no Brasil, diz em sua coluna, no site da Veja, que a suposta origem genética da homossexualidade não pode ser demonstrada cientificamente como o estudante Eli tenta fazer parecer. O Doutor Marcos Eberlim, da Unicamp, que chama Eli Vieira de geneticista Mirim, diz que a verdade é que ninguém sabe, e não há como se ter certeza. Existem variáveis demais e amostragens de menos, diz o renomado cientista. Ele termina com uma tremenda lambada no Eli, que também serve para o manifesto da SBG:”
“A ciência não comporta achismos, e aqui, incapaz, se cala”².

O Dr. Gerard van den Aardweg³, psicólogo holandês especializado em tratamento psicoterapêutico da homossexualidade e problemas de família, oferece a seguinte opinião:

“…os padrões de comportamento comprovam a improbabilidade de que a orientação sexual tenha uma origem genética. Sabe-se, por exemplo, que até mesmo em pessoas com cromossomos anormais a orientação sexual depende principalmente do papel sexual em que a criança foi criada. Sem mencionar os tratamentos psicoterapêuticos que têm tido sucesso em mudar radicalmente a orientação de indivíduos homossexuais. Será que esses tratamentos então causam mudanças genéticas nas pessoas? Isso é improvável. “

O Dr. Paul Cameron4 indica as seguintes causas do desejo homossexual nas pessoas:

Experiência homossexual:
• Qualquer experiência homossexual na infância, principalmente se for a primeira experiência sexual e com um adulto.
• Qualquer contato homossexual com um adulto, principalmente com um parente ou figura de autoridade (tais como professores).

Anormalidade familiar:
• Mãe possessiva, dominante ou rejeitadora.
• Pai ausente, distante ou rejeitador.
• Pai com inclinações homossexuais, particularmente um que abusa da criança do mesmo sexo.
• Irmão com tendências homossexuais, particularmente um que abusa do irmão ou da irmã.
• Falta de ambiente cristão dentro do lar.
• Divórcio, que muitas vezes leva a problemas sexuais para crianças e adultos.
• Pais que vivem diante dos filhos modelos de papéis sexuais fora do normal.
• Tolerância ao homossexualismo como um estilo de vida legítimo, tais como hospedar homossexuais.

Experiência sexual fora do normal, particularmente na infância:
• Masturbação precoce ou excessiva.
• Contato com pornografia na infância.
• Sexo grupal e sexo com animais.
• Para as meninas, contato sexual com homens adultos.
Influências culturais:
• Uma subcultura visível e socialmente aceita que atrai a curiosidade das pessoas e as encoraja a se envolver no homossexualismo.
• Educação sexual a favor do homossexualismo.
• Figuras de autoridade abertamente homossexuais, tais como professores.
• Tolerância social e legal aos atos homossexuais.
• A apresentação do homossexualismo como uma conduta normal ou desejável.


CONCLUSÃO
Embora ache Malafaia um péssimo teólogo e acreditar que ele faz a sua apologia contra os gays de forma errada, tenho que concordar que ele está certo ao dizer que “Ninguém nasce gay”. O que os estudos mostram é que são uma variedade muito grande fatores e que eles não são determinantes por si só, ou seja, isoladamente não fazem alguém gay ou não, sem falar que alguém pode ter algum tipo de influência biológica e outros não, como é multifatorial não podemos simplesmente querer amarrar uma causa somente para todos os casos.



REFERÊNCIAS
1- Observatório da Impresas e site da SBG
3- Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), p. 29.
4- Dr. Paul Cameron, What Causes Homosexual Desire (Family Research Institute, Inc.: Washington, D.C., 1992).


Por Francisco Tourinho

Retirando Dúvidas Sobre o Argumento Cosmológico Kalam





Hoje vou esmiuçar um pouco mais sobre o Argumento Cosmológico Kalam, muitas dúvidas tem surgido nos debates na internet, então com o objetivo de saná-las, vou postar as que julguei mais interessantes e respondê-las. Sugiro, para melhor entendimento, a leitura dos outros dois posts que fiz a respeito.

Questionamento 1 e 2:

“o problema de todos aqui é tentar aplicar a nossa lógica para fora do Universo, não existe tempo fora do universo logo não faz sentido falar em eventos e probabilidade dependentes do tempo, isso também inclui a própria criação do universo.”

“... mas concorda que causa e efeito perdem o sentido se não existir tempo”

Resposta:

Embora Deus seja anterior a qualquer tipo de conceito, nada impede que Deus tenha criado a lógica anterior ao Universo. Outro ponto de vista, é que a lógica faça parte da própria natureza Deus, sendo assim, as leis da lógica existiram sempre. 

Agora quanto a questão da causa e efeito perderem o sentido se não existir tempo, dessa vez não há contradição e sim confusão de termos, pois a maioria das pessoas, principalmente físicos, só conhecem a lei de causa e efeito sob o prisma de Newton(ação e reação). Existem vários tipos de Causas: Causa material, Causa Formal, Causa Eficiente, Causa Suficiente, Causa Final, Causa Acidental, Causa Essencial, Causalitas secundum, Causalitas secundum fieri, Causa Agente, além disso ainda tem causalidade linear, causalidade complexa e por aí vai.

A causas sempre vem antes do efeito e o tempo realmente interfere nessa relação de causa e efeito, portanto essa relação é prejudicada quando elas dependem do tempo para se relacionar. Mas eu gostaria de chamar atenção para a CAUSA EFICIENTE, citada acima, é quando a causa leva outra coisa a existir, mas pode estar presente sem que o efeito seja produzido, em outras palavras, NÃO DEPENDEM DO TEMPO para se relacionar, um exemplo de causa eficiente seria um trabalho manual de um carpinteiro, que existe independente da sua obra e que não está preso ao tempo para fazer aquela obra, pois pode fazê-la a qualquer momento, estando sujeito apenas à sua vontade.

A Causa Primeira, no qual nos referimos no argumento Cosmológico de Kalam é uma causa eficiente, não depende do tempo, portando atemporal, o efeito depende somente de sua vontade, logo a Causa seria Inteligente e Pessoal.

Questionamento 3 e 4:

"Eternidade é relacionado a tempo também... Sem tempo não existe eternidade..."

“Mostre-me porque a causa do universo tem que ser eficiente”

Resposta:

Você está errado, eternidade não está relacionado com o tempo da forma como vc está pensando.

Eternidade é um conceito filosófico que se refere, no sentido comum, ao tempo infinito; ou ainda algo que não pode ser medido pelo tempo, porquanto transcende o tempo.

A partir do conceito acima, temos duas implicações, pois o tempo só pode existir se puder ser medido, pois é essa é a essência do tempo, um relógio é um método de medir a regularidade com que acontece um determinado evento, a forma mais tradicional de se marcar um tempo é o nascer e o pôr do sol. Mas o infinito não pode ser medido, pois é inumerável, não tem limites, início ou fim, então eternidade não é tempo sem fim e sim tempo infinito, mas tempo infinito é uma contradição em termos, logo não pode haver tempo na eternidade. Então conceitos como antes, depois simplesmente não fazem sentido na eternidade.

Agora eu vou te explicar porque causa do Universo tem que ser uma causa eficiente.

Se uma causa é suficiente ou agente, para produzir um efeito, no caso quando a causa está presente, o efeito deve estar presente também, por exemplo, a causa do congelamento da água é a temperatura da água abaixo de 0 graus centígrados, se a temperatura tivesse abaixo de 0 graus desde a eternidade então toda a água que estivesse por aí, estaria congelada desde a eternidade, seria impossível a água começar a congelar a um tempo finito atrás, se a causa está presente, então o efeito está presente também.
Agora, a causa do universo é eterna, não começou a existir, nesse caso se a causa fosse suficiente ou agente, o Universo seria sem começo também, pois existiria necessariamente como efeito da causa, logo se o Universo veio a existir, então somente uma causa que existisse independente do seu efeito seria possível (causa eficiente), nesse caso ela deve ser pessoal, que tenha vontade livre, pois somente assim poderia ter criado sem uma condição prévia, pois de uma causa eficiente pode surgir algo espontâneo e novo. 

CONCLUSÃO

Muitos outros questionamentos podem surgir, e estou a disposição para retirar todas as dúvidas, se eu souber responder é claro. De qualquer forma, vemos que o Argumento Cosmológico Kalam, não só é um argumento lógico e consistente, como tem se mostrado irrefutável. 


Por Francisco Tourinho

2 de março de 2013

Eli Vieira, Malafaia e Homossexualidade, Afinal, Genética ou não?

Essa é a segunda parte de um primeiro texto que publiquei sobre a polêmica entrevista do Pastor Silas Malafaia no programa "De frente com Gabi", e uma resposta dada ao Pastor por um geneticista doutorando na Universidade de Cambridge em um vídeo, esse vídeo causou uma felicidade sem fim nos apologistas da causa gay, pois a informação era de que o Malafaia estava totalmente errado, era ignorante e alguém de muita intelectualidade estava desmentindo o pastor, mas para nossa surpresa o tal, como diria o Dr. Marcos Eberlin, "o geneticista mirim", estava longe de estar com a razão. E agora eu faço uma pergunta: se os estudos são tão fartos e tão claros, porque haveria a necessidade de alguém forçar a interpretação de artigos para nos trazer um resultado que apoie a causa gay? Hoje será postado um vídeo em que Eli Vieira é refutado em seus estudos, mostrando suas falhas metodológicas e a sua interpretação errônea. Assista, é de grande valia.




Por Francisco Tourinho