13 de fevereiro de 2013

Cinco Boas Razões para Existência de Deus


Há alguns meses atrás perguntaram para mim: quem criou o criador? Prontamente respondi a questão e ainda dei algumas situações que são melhores explicadas existindo um Deus, ou Designer. Vamos às minhas respostas:

As leis físicas não se podem aplicar ao Designer porque o mesmo as criou, para criar o universo Ele deveria estar fora do universo, não fazendo parte dele, perguntar quem criou Deus e depois perguntar quem criou o criador do criador, nos leva a uma dízima sem fim, sendo flagrantemente auto-contraditório, logo um argumento não verdadeiro, somente um Designer fora do universo, não estaria debaixo das leis do próprio, não precisando necessariamente de um criador. Deus não surgiu do acaso, ele é eterno e causa primeira. Sem um Designer Inteligente seria impossível:

1 - Se ter energia no universo, pois o mesmo já nasceu morrendo, e a energia é constante, então a entropia é máxima no universo, e não há nada que me mostre cientificamente falando que as leis físicas hoje são diferentes daquele tempo. Em outras palavras, o Universo teve que ser energizado, mas como se não existia energia?

2- O movimento, já que o universo não tem movimento sem uma força que o "impulsione". A não ser que alguém tenha alguma explicação física para dizer que existe movimento sem força primeira.

3 - A evolução química, todos os cientistas estão de acordo, até nos livros de ensino médio, por incrível que pareça, já vem com esse conceito. Não houve tempo suficiente para o surgimento da vida na terra(#fato), e está em desacordo com a probabilidade que é um dos cinco elementos básicos da formulação de uma hipótese científica, sendo elas: o cientista, o raciocínio, evidência, teoria e a probabilidade. Se a proposta estiver em desacordo com uma desses elementos, ela não pode ser aceita, então descarte a evolução química, em outras palavras, é impossível. O último refúgio é a panspermia, nesse caso não está longe do criacionismo. Ou não sabem o porquê das missões marcianas?

4 - Surgimento da razão. Se eu sou fruto da necessidade e do acaso, eu sou fruto do irracional, nesse caso, nossa discussão não faz o menor sentido, pois nada me garante que somos racionais nesse momento. Enquanto os Teístas acreditam serem frutos da Razão(Mente Inteligente), nesse caso a própria razão se justifica, pois se eu sou fruto do irracional a razão não se justifica. No final das contas os filhos do irracionalismo querem ser os racionais! Irônico.

5 - Surgimento de valores morais objetivos. Na realidade, a teoria da evolução também, tenta dar uma nova fundamentação ao éthos do ponto de vista da evolução ao pretender se transformar em uma philosophia universalis. Mas esse éthos relacionado com a evolução, que encontra inevitavelmente seu conceito no modelo de seleção natural, isto é, na luta pela sobrevivência, na vitória do mais forte, na adaptação com sucesso, pode fornecer pouco consolo. Embora tente enfeitá-lo de diversas formas, continua sendo um éthos cruel. A tentativa de destilar o racional do que é em si irracional fracassa aqui de forma evidente. Tudo isto é pouco apropriado para uma ética de paz universal, do amor prático ao próximo e da necessidade de abnegação de cada um.


CONCLUSÃO

Ateísmo é a crença de que não existia nada e nada aconteceu a nada e então nada magicamente explodiu por razão nenhuma criando tudo, e então um punhado de nada se rearranjou por si só sem absolutamente qualquer razão em partes auto-replicantes as quais se tornaram em nós, seres humanos pensantes!
Me parece muito boa a ideia do ateísmo!

Abaixo tem uma citação em livro de física que trata de um questão no mínimo intrigante, pelo menos o autor foi sincero:

Gordon J. Van Wylen & Richard E. Sonntag, Fundamentals of Classical Thermodynamics, Second Edition, SI Version, John Wiley & Sons, 1976. ISBN 0-471-90229-2, page 243.


Por Francisco Tourinho


9 de fevereiro de 2013

Malafaia, Eli Vieira e a Homossexualidade


 Nesses últimos dias, tenho visto uma luta de ideias sobre a questão do homossexualismo. Antes de tudo, abrindo um parêntese, eu nunca entendi porque não se pode usar a palavra homossexualismo, parece mais aquele tipo de movimento social que se autoexclui através de termos, como os negros, por exemplo, que podemos chamar os claros de brancos, chineses de amarelos, mas se chamarmos alguém de pele escura de preto é preconceito, vai entender!

Mas voltando ao assunto do homossexualismo, esquecem os ativistas que o sufixo-ismo é de acordo com o dicionário, um sufixo de origem grega e indica origem, crença, escola, sistema, conformação. Ou seja, palavras com essa terminação indicam que uma ideologia é seguida, que existe algo consolidado como regra ou, pelo menos, que se acredita ser uma regra. Assim temos o positivismo, catolicismo, presidencialismo, helenismo, jornalismo e por aí vai, temos o uso na medicina também, que quer dizer intoxicação com algo e pode remeter a doença, mas quem pode dizer que o ismo que cada um se refere é a alguma doença? Se assim for, quando  falam em montanhismo, posso dizer que são os doentes da montanha? É absurdo simplesmente!

MALAFAIA VS ELI VIEIRA



Em reportagem o então Silas Malafaia, opositor ferrenho do movimento homossexual, afirma que homossexualidade não tem origem genética, depois dessa declaração, logo se levantaram opositores, alguns com, certa razão, outros simplesmente querendo se promover encima da figura do pastor. Um deles foi, um tal Eli, que eu nunca tinha ouvido falar, mas que até onde eu sei, é um crítico das religiões, ele postou um vídeo na internet, que pode ser visto aqui pelo blog em resposta a reportagem de Silas, minha opinião é que além de passar mais tempo dando aula de genética justificando o injustificável, ele só queria se promover, mas recomendo que assistam o vídeo e a resposta de Silas, e tirem suas próprias conclusões dessa queda de braço, primeiramente teremos o vídeo do Eli e depois a resposta de Malafaia:


Do alto de sua autoridade como doutorando em genética evolutiva molecular na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Eli afirma: “Posso garantir, com base em literatura farta, que, sim, existe uma contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual. Isso não é passível de ser negado mais, já se acumulam muitos estudos [sobre essa relação].” Ele diz mais: “A genética está dizendo que quando um gêmeo é homossexual o outro também é, e a chance aumenta conforme aumenta o parentesco entre eles, isto é, a similaridade genética entre eles. Então como a genética não tem nada a ver com a orientação sexual, Malafaia?”

O pastor Malafaia também não perdeu tempo e respondeu: “Toda a argumentação que [Eli] apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética. É igual à teoria da evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada. Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea. Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas."

Malafaia prossegue: “Dados de pesquisas americanas: 86% dos homens homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relação com mulheres; 66% das mulheres homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relações com homens. Como alguém nasce homossexual se já teve relação heterossexual? Isso é uma piada!

“46% dos homens homossexuais já sofreram abuso por homens. A pesquisa é mais estarrecedora ao mostrar que 68% dos homens homossexuais só se identificaram com o homossexualismo após o abuso.

“Se o rapaz metido a doutor em Genética quiser saber mais, leia o livro Nascido Gay?, do Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia, e analisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto.

“Mais uma para o pseudodoutor sobre os gêmeos monozigóticos, que são idênticos geneticamente: 35% desse tipo de gêmeo que é homossexual, o seu irmão gêmeo é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos monozigóticos.”

Autoridade reconhecida no campo da Genética, a Dra. Mayana Zatz, em sua coluna no site da revista Veja, deixa claro que a suposta origem genética da homossexualidade não pode ser demonstrada cientificamente, como o estudante Eli tenta fazer parecer. Ela diz: “Embora em minha opinião exista uma predisposição genética para um comportamento homossexual, pesquisas científicas que provem isso na prática são muito difíceis de serem realizadas [então, Eli, cadê a literatura farta?]. Pesquisas genéticas são difíceis de serem realizadas com seres humanos porque não há como analisar comportamentos de pessoas sem levar em conta o ambiente em que vivem ou foram criados. Além disso, o fato de pessoas com comportamento homossexual não procriarem dificulta a definição de um padrão de transmissão genética entre gerações. Estudos de gêmeos idênticos que foram separados ao nascer e criados por famílias diferentes poderiam potencialmente trazer informações importantes. Por exemplo, se a concordância (preferência sexual) entre eles for igual à de gêmeos criados juntos, isso apontaria para uma predisposição genética. Entretanto, estudos como esses são difíceis de serem realizados na prática porque requerem amostras muito grandes para terem uma comprovação estatisticamente significante. [...] Reitero que, ainda que eu pessoalmente acredite que possa haver uma influência genética para a homossexualidade, ainda não existe uma comprovação científica.”

(Se você quiser saber mais sobre isso, leia também este artigo.)

Para o Dr. Marcos Eberlin, da Unicamp, de certa forma ambos, Silas Malafaia e Eli Vieira, estão errados. “O Silas, porque disse que a homossexualidade não é hereditária, e o tal ‘geneticista-mirim’, porque disse que sim, é. A verdade é que ninguém sabe. Não há como se ter certeza. Há variáveis demais e amostragem de menos”, diz o cientista. 

Fonte: Michelson Borges


CONCLUSÃO

A minha opinião é que se o comportamento humano é determinado geneticamente, então não posso punir ninguém por ser violento, ou pedófilo, pois nasceram assim e não podem assumir a culpa dessas atividades, embora a sociedade ache errado fazer. Outro ponto é essa justificativa de que “os outros animais tem comportamentos homossexuais, logo nos humanos isso é normal”, sinceramente eu nem sei o que se passa na cabeça de alguém que pensa assim, mas deveria pensar que no meio animal é comum o canibalismo, mas se alguém matar outro e comer, duvido muito se não vão interná-lo em uma clínica psiquiátrica, ou jogá-lo em uma cadeia, nunca aceitariam como justificativa para um erro moral a similaridade entre humanos e os outros animais. Para não dizer que as argumentações são baseadas em cunho religioso sugiro que assista o vídeo do saudoso professor Enéas Carneiro, Ateu.





Por Francisco Tourinho

3 de fevereiro de 2013

Seria a Bíblia um Livro Machista?




Comumente temos visto pessoas, principalmente de círculos céticos à mesma,  atacarem a bíblia em diversos pontos, desde as leis mosaicas até as condutas da Igreja neotestamentária. Um ponto explorado, principalmente no meio das mulheres pelo movimento feminista, tem sido a posição das mulheres na bíblia, já explicamos anteriormente o porquê de não podermos usar textos do Antigo Testamento para validar o pensamento de que a bíblia é machista e por consequência o seu Inspirador. Pois bem, faremos análise de alguns textos polêmicos, neotestamentários para sanar as dúvidas e esclarecer possíveis deformações da interpretação da bíblia.

Apologistas antibíblicos parecem esquecer que Jesus falou com uma mulher samaritana (Jo 4.4-30), esta era amasiada pela quinta vez, algo que é mal visto até mesmo hoje pela sociedade do sec. XXI, tinha uma religião diferente da sua, e mesmo assim demonstrou por ela um profundo respeito e amor. Jesus também livrou uma mulher do apedrejamento, “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? Ninguém, Senhor! Respondeu ela. Também eu não te condeno- disse Jesus. Vai e não tornes a pecar.” João 8.10-11.

“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:28

Essa passagem mostra claramente o pensamento de Paulo sobre as mulheres na bíblia, a ideia era que todos eram iguais, não haveria nacionalidade, nem privilégios baseados em gêneros, o que haveria era, apenas diferenças de funções, por questões óbvias.

“As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei.” 1 Coríntios 14:34

O texto acima é, sem dúvida, polêmico, mas não há motivos para alvoroço. Segundo o professor Geoffrey Blainey, professor de história da Universidade de Havard, o costume naquele tempo era que TODAS as pessoas permanecessem caladas no templo, não somente as mulheres. No caso em particular, parece que as mulheres estavam falando no templo e, além disso, falando alto, por isso, o Apóstolo Paulo deu uma ênfase que elas deveriam ficar caladas na igreja e que se tivessem alguma dúvida, retirar em casa quando tivessem a sós com os maridos. A interpretação de que as mulheres não podiam falar de modo algum na igreja, é ruim e falha, pois o próprio Apóstolo Paulo fala que a mulher quando fosse “orar ou profetizar colocasse o véu sobre a cabeça.” (I Coríntios 11.5). E também está escrito que “vossos filhos e vossas FILHAS, profetizarão” (Atos 2.17), e quem não lembra de Felipe, o evangelista? Ele tinha quatro filhas que profetizavam! (Atos 21.7-9)

“As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador.”  Efésios 5:22-23

Ao ver esse texto, qualquer mulher, mesmo cristã, se remexe em sua cadeira, pois no mínimo soa mal aos ouvidos. Isso acontece porque estamos acostumados com o conceito mundano de submissão , ou seja, rapidamente nos vem a figura de escravidão em nossas cabeças, bem como o conceito de sub-julgar e não de submissão em amor. O que nós esquecemos é da continuação do texto “como Cristo é chefe da Igreja” e depois diz que os “maridos devem amar suas esposas, a ponto de DAR SUA VIDA por ela”. Qual mulher não queria ter um marido assim? Um marido sábio, assim como Jesus, e que a ama tanto a ponto de dar a sua vida pela esposa? Então mulher e homem, lembrem-se sempre do conceito bíblico de submissão, submissão não pela força, mas pelo AMOR! Assim como a Igreja se submete a Cristo, a mulher deve se submeter ao marido, mas de forma voluntária, de forma que o homem seria o líder da casa, alguém que faria de tudo pela segurança de sua família, por outro lado, a bíblia não manda a mulher morrer pelo marido, e isso não me parece nada machista.

Outro ponto importante é que na bíblia, os homens é que se entregam às mulheres e não as mulheres aos homens, como de costume no nosso tempo, foi Cristo, O Noivo, que se entregou pela Igreja e hoje, a Igreja é quem espera por Cristo.


CONCLUSÃO

Muitos outros textos poderiam ser colocados aqui a fim de desmistificar essa ideia de que a bíblia é machista, no entanto ficaria muito extenso e não atingiria nossos objetivos. Vimos que na bíblia, homens e mulheres são iguais, com diferenças de ofícios, e que o homem deve ser sábio, também cuidador e mantenedor de sua família e que a submissão é em amor, não pela força como imaginamos contemporaneamente.

Por Francisco Tourinho

2 de fevereiro de 2013

Era Jeová um Deus Mau na Bíblia?



Encontramos muitas vezes dificuldades na interpretação do Antigo Testamento em relação ao Novo. Porque será que Deus parece ser tão cruel no AT e tão amoroso no NT? Seria isso uma contradição? Se a bíblia é inspirada por Deus, porque Deus mandou matar no AT, apedrejar homossexuais, prostitutas, matou crianças e outras atrocidades? Darei uma resposta simplificada que elucidará rapidamente essas questões sem precisar refutar texto por texto.

QUAL O CONCEITO DE INSPIRAÇÃO?

O conceito de inspiração dos teólogos, está muito aquém do que está revelado biblicamente. Inspiração é diferente de psicografia, muitos acham que a bíblia foi psicografada, ou seja, que Deus falou assim como acontece com os espíritas, poe a mão na testa e escreve exatamente o que a entidade literalmente fala aos seus ouvidos, não é isso que acontece na bíblia.

O primeiro ponto a se considerar é que a bíblia é uma REVELAÇÃO PROGRESSIVA. Isso quer dizer que Deus se revelou aos poucos, até se revelar completamente em Jesus. Isso implica dizer que o povo do AT, ou seja, profetas, reis etc, tinham uma visão limitadíssima de Deus, principalmente no pentateuco, onde nem sequer se cria em vida após a morte, algo somente revelado no livro do profeta Daniel, razão das diferenças teológicas entre saduceus e fariseus. Seguindo o raciocínio, muito do que está escrito na bíblia é atribuído a Deus pelo homem e não foi feito por Deus necessariamente.

Na bíblia está a manifestação cultural do povo de Israel, suas festas, alimentação, cultos, que não tem praticamente nada em comum com nossos cultos hoje. Uma das crenças de Israel naquele tempo, era que a bênção era sinal de obediência e a destruição e morte era por causa da desobediência, base da teologia da prosperidade hoje, podre engano, logo, todo tipo de acidente de causa natural, por exemplo um terremoto, tempestade, era vista como castigo de Deus e sinônimo da sua ira, mas isso não representa em nada o Deus de amor, paciente e bondoso, isso era uma cultura não só social, como religiosa de Israel devido a uma revelação limitada de Deus que o homem tinha, logo o mesmo atribuiu a Deus assassinatos, leis absurdas como apedrejar pessoas de forma a credibilizar a sua cultura.

A verdade é que a personalidade de Deus é deturpada pela visão que o homem tinha a respeito Dele naquele tempo, essas crueldades não são de Deus e sim foram atribuídas a Ele pelos homens. Temos como exemplo dizer que Deus se arrependeu, é claro que Deus não se arrepende, mas na interpretação humana ele se arrependeu, isso é antropomorfismo, atribuir características humanas a Deus, como ódio, ira, tristeza, falar por exemplo: "o braço do Senhor", Deus é imaterial, não tem braço, nem perna, nem forma alguma, mas o homem o via assim e assim escreveu.

COMO INTERPRETAR A BÍBLIA CORRETAMENTE E COMO SABER ONDE ESTÁ SUA INSPIRAÇÃO?

Toda a bíblia deve ser interpretada a luz de Jesus, Ele é a revelação perfeita da vontade de Deus, toda vez que vc ler uma passagem do antigo testamento vc deve se perguntar, o que Jesus faria nessa situação? Assim ficará fácil identificar o que é inspirado, ou que é limitação humana por causa da revelação incompleta de Deus.

Só como exemplo, temos o caso da mulher adúltera, onde pela lei, ela deveria ser apedrejada, veja que a revelação perfeita de Deus não foi a favor e ainda apelou para a consciência dos homens, é um exemplo clássico de como se deve interpretar o AT, dentro da chave hermenêutica que é Jesus.

Jesus certa vez falou que os apóstolos não entendiam as coisas por parábolas, como iriam entender se ele falasse as coisas como realmente são no céu? Isso só mostra a nossa limitada visão sobre Deus, ora, se os apóstolos, que estavam com O Próprio, não conseguiam discernir sobre Deus e seus atributos, os escritores do antigo testamento saberiam discernir? Os caras não sabiam bulhufas nenhuma! Quem não entender isso, vai ficar pirando tentando encontrar várias explicação para tudo, onde não tem.

Por Francisco Tourinho