27 de agosto de 2012

A Evolução Química e Sua Dificuldade Quanto ao Tempo

Nesse texto mostrarei um extrato do livro "Mostre-me Deus - O que dizem as mensagens do espaço a respeito de Deus" publicado pela Clio Editora, sendo Fred Heeren o autor,  no qual eu indico a leitura, e que traz um texto do Dr. David Mackay cientista da Universidade de Cambridge, vejamos o texto:

O Dr David Mackay¹, argumenta “ser desconfortável para qualquer evolucionista como as formas sofisticada de vida apareceram na terra tão logo as condições permitiram, aparentemente há 3,85 bilhões de anos, ou antes, o que se aproxima do tempo em que a Terra nasceu a partir do disco de matéria que circundava nosso Sol. Nosso sistema solar foi formado há cerca de 4,6 bilhões de anos. 

A Terra continuou a acumular matéria conforme limpava seu caminho de órbita por meio dos fragmentos, provavelmente atingindo seu tamanho atual há cerca de 4,2 bilhões de anos², por causa da frequência de impactos até aquela época as temperaturas no planeta eram altas demais para permitir a existência de água líquida. Depois disso, a Terra ainda foi bombardeada por planetésimos(asteróides) grandes o bastante para aniquilar qualquer forma de vida, cerca de uma vez a cada período de 1 milhão de anos (de acordo com cientistas que inferiram eventos na Terra a partir do registro mais óbvio de impactos na Lua)³. Isso continuou até há aproximadamente 4 bilhões de anos, e há cerca de 3,8 bilhões de anos, tais eventos ocorriam uma vez a cada período de 100 milhões de anos.4 Pesquisadores dizem que colisões mais devastadoras cessaram nessa época.

Isso nos remete, porém, ao tempo que cientistas afirmam que a vida já estava surgindo, uma vez que foi encontrada nos sedimentos mais antigos conhecidos da Terra. Novos estudos sobre as rochas mais antigas da Terra da Ilha Akilia, próxima à Groelândia, colocam organismos vivos dentro da época em que nosso planeta ainda estava sendo continuamente golpeado por asteroides, a 3,85 bilhões de anos5. Alguns desses impactos ainda eram grandes os suficientes para vaporizar a superfície de oceanos inteiros.6 Evidências para  vida terrestre foi trazida para bem próximo da época em que terra resfriou do seu estado fundido e, pela primeira vez, ofereceu uma atmosfera protetora da mortal radiação solar, sobrando pouco tempo para o que teria sido o maior estágio de evolução: o desenvolvimento da célula e seu código genético, microbiólogos dizem que o salto evolucionários de matéria inanimada para uma bactéria (contento o mesmo e complexo código genético humano) é pelo menos tão grande quanto o salto de uma bactéria para uma pessoa. Sabemos que de uma bactéria para uma pessoa levou 3,85 bilhões de anos. Então o que aconteceu em todo tempo que leva para ir de uma escória sem vida de um lago para uma bactéria? "

2-      Gerald F. Joyce, “The RNA World: Life Before DNA e Protein”, Extraterrestrials – Where Are They?, editado por Ben Zuckerman e Michael H. Hart, Segunda Edição (Cambridge, Inglaterra: Cambridge University Press, 1995), p.144
3-      Richard Monastersky, “Pursuing Life on TwoFrontiers – On Earth”, Science News, vol. 150(9 de novembro de 1996), p.292
4-      Stephen J. Mojzsis et al, Evidence for Life on Earth Before 3,800 Milin Years Ago” Nature, 384(7 de novembro de 1996), p. 57-58.
5-      Ibid.
6-      Ibid.






Por Francisco Tourinho

26 de agosto de 2012

A Relação entre Darwinismo e o Holocausto: Lado Obscuro que Ninguém Conta



Quando tratamos de darwinismo, muitas vezes nos centramos apenas nas descobertas científicas e no naturalismo e ainda na sua guerra contra alguns ramos religiosos mais conservadores tratando-o sempre como um avanço científico e social, quanto os religiosos são apresentados como vilões malvados e inimigos do progresso, mas nos esquecemos das influências darwinistas na filosofia social. O darwinismo tem como carro chefe a ideia da Seleção Natural. Seleção Natural é  “A sobrevivência e reprodução diferencial de organismos com características genéticas que lhes permitem utilizar melhor os recursos do meio ambiente” ( http://www.accessexcellence.org/AE/AEPC/WWC/1994/glossary.php) que nada mais é do que a sobrevivência do mais forte. Ao pensarmos nisso poderíamos imaginar que sendo a Seleção Natural um processo natural e podendo conhecer os seus mecanismos, poderíamos assim acelerá-la. Foi assim que Francis Galton pensou ao criar a Eugenia, que é “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.” ¹

O professor Francisco B. Assunção Jr², fala sobre o assunto da seguinte maneira:
“Quando pensamos no Holocausto, imediatamente vem-nos à mente a questão judaica e os horrores dos campos de concentração como se fossem frutos exclusivos e originários a partir da loucura Hitleriana. Entretanto, podemos pensá-lo a partir de uma teoria científica, de grande penetração durante a primeira metade do século XX, a Eugenia, que, embasada nas ideais de Darwin, inspira seu primo, Sir Francis Galton, a estudar a influência da hereditariedade sobre a inteligência, com o objetivo de melhoria da espécie humana. Em nome da ciência eugênica, em 1907, aprova-se uma lei de esterilização forçada nos EUA; sistemas de catalogação são estruturados visando identificar aqueles que seriam passíveis de se enquadrarem em um modelo de seleção, tais como deficientes mentais, alcoólatras e criminosos que, caso procriassem, piorariam a espécie.”

Isso não foi algo somente Hitleriano, em 1922, na Suécia, cria-se o Instituto de Biologia Racial que aprova medidas eugênicas que durarão até após a Segunda Guerra Mundial, e na Rússia stalinista, onde Hermann Mueller, descobridor de como os raios X afetam os cromossomos, buscou o apoio de Stalin para o processo eugênico.

Assim conceitos científicos são utilizados na política e após a subida de Hitler ao poder, o que justificava as loucuras de Hitler ao matar os considerados inferiores, pois esses a natureza eliminaria, deixando assim aqueles que melhor se adaptassem, em outras palavras: os mais fortes. Na procura pelo “super-homem ariano” os alemães e uma boa parte da população da Europa apoia as disparidades do Holocausto, o maior ato de crueldade de todos tempos.

Ao pensarmos bem, já que a natureza se encarrega de eliminar os mais fracos, ou menos adaptados, como queiram chamar, porque então devemos socorrer animais em extinção? Ou porque deveríamos lutar pela sobrevivência de deficientes físicos e mentais, ou pessoas com doenças genéticas em geral? Não seria isso contra a natureza? Não seria um desserviço aos processos naturais?

“Antes do advento dos nazistas no poder, mais de 20 institutos universitários para Higiene Racial já estavam estabelecidos na Alemanha. Mas, é sob a égide do partido nazista que, em junho de 1933, se estabelece a “Lei de Esterilização”, que propunha a esterilização daqueles que sofriam de doenças geneticamente determinadas - estima-se que, em sua decorrência, mais de 350 mil pessoas foram esterilizadas. É em outubro de 1939 que se determina a “morte misericordiosa” para pacientes considerados “incuráveis”- que numa primeira fase atingem mais 70 mil pacientes.”³

“É essa ideia de superioridade biológica de determinados indivíduos (sadios sobre doentes) e, consequente posteriormente, de determinadas nações (arianos sobre não arianos) que orientará a política nazista de expansão e extermínio.” 4


REFERÊNCIAS

1- José Roberto Goldim (1998). Eugenia . UFRGS. Página visitada em 2009-01-28.
2- Professor livre docente pela Faculdade de Medicina da USP, professor associado do Instituto de Psicologia da USP, coordenador do departamento de Psiquiatria da Infância e da Adolescência da ABP, membro da Academia Paulista de Psicologia, citado na revista Holocausto: A estratégia de purificação racial de Hitler, Ed. Escala.
3- GJ Annas; MA Grodim. The Nazi Doctors ante the Nuremberg Code. Oxford University Press;1992
4- Ibid. 2


Por Francisco Tourinho