27 de agosto de 2012

A Evolução Química e Sua Dificuldade Quanto ao Tempo

Nesse texto mostrarei um extrato do livro "Mostre-me Deus - O que dizem as mensagens do espaço a respeito de Deus" publicado pela Clio Editora, sendo Fred Heeren o autor,  no qual eu indico a leitura, e que traz um texto do Dr. David Mackay cientista da Universidade de Cambridge, vejamos o texto:

O Dr David Mackay¹, argumenta “ser desconfortável para qualquer evolucionista como as formas sofisticada de vida apareceram na terra tão logo as condições permitiram, aparentemente há 3,85 bilhões de anos, ou antes, o que se aproxima do tempo em que a Terra nasceu a partir do disco de matéria que circundava nosso Sol. Nosso sistema solar foi formado há cerca de 4,6 bilhões de anos. 

A Terra continuou a acumular matéria conforme limpava seu caminho de órbita por meio dos fragmentos, provavelmente atingindo seu tamanho atual há cerca de 4,2 bilhões de anos², por causa da frequência de impactos até aquela época as temperaturas no planeta eram altas demais para permitir a existência de água líquida. Depois disso, a Terra ainda foi bombardeada por planetésimos(asteróides) grandes o bastante para aniquilar qualquer forma de vida, cerca de uma vez a cada período de 1 milhão de anos (de acordo com cientistas que inferiram eventos na Terra a partir do registro mais óbvio de impactos na Lua)³. Isso continuou até há aproximadamente 4 bilhões de anos, e há cerca de 3,8 bilhões de anos, tais eventos ocorriam uma vez a cada período de 100 milhões de anos.4 Pesquisadores dizem que colisões mais devastadoras cessaram nessa época.

Isso nos remete, porém, ao tempo que cientistas afirmam que a vida já estava surgindo, uma vez que foi encontrada nos sedimentos mais antigos conhecidos da Terra. Novos estudos sobre as rochas mais antigas da Terra da Ilha Akilia, próxima à Groelândia, colocam organismos vivos dentro da época em que nosso planeta ainda estava sendo continuamente golpeado por asteroides, a 3,85 bilhões de anos5. Alguns desses impactos ainda eram grandes os suficientes para vaporizar a superfície de oceanos inteiros.6 Evidências para  vida terrestre foi trazida para bem próximo da época em que terra resfriou do seu estado fundido e, pela primeira vez, ofereceu uma atmosfera protetora da mortal radiação solar, sobrando pouco tempo para o que teria sido o maior estágio de evolução: o desenvolvimento da célula e seu código genético, microbiólogos dizem que o salto evolucionários de matéria inanimada para uma bactéria (contento o mesmo e complexo código genético humano) é pelo menos tão grande quanto o salto de uma bactéria para uma pessoa. Sabemos que de uma bactéria para uma pessoa levou 3,85 bilhões de anos. Então o que aconteceu em todo tempo que leva para ir de uma escória sem vida de um lago para uma bactéria? "

2-      Gerald F. Joyce, “The RNA World: Life Before DNA e Protein”, Extraterrestrials – Where Are They?, editado por Ben Zuckerman e Michael H. Hart, Segunda Edição (Cambridge, Inglaterra: Cambridge University Press, 1995), p.144
3-      Richard Monastersky, “Pursuing Life on TwoFrontiers – On Earth”, Science News, vol. 150(9 de novembro de 1996), p.292
4-      Stephen J. Mojzsis et al, Evidence for Life on Earth Before 3,800 Milin Years Ago” Nature, 384(7 de novembro de 1996), p. 57-58.
5-      Ibid.
6-      Ibid.






Por Francisco Tourinho

26 de agosto de 2012

A Relação entre Darwinismo e o Holocausto: Lado Obscuro que Ninguém Conta



Quando tratamos de darwinismo, muitas vezes nos centramos apenas nas descobertas científicas e no naturalismo e ainda na sua guerra contra alguns ramos religiosos mais conservadores tratando-o sempre como um avanço científico e social, quanto os religiosos são apresentados como vilões malvados e inimigos do progresso, mas nos esquecemos das influências darwinistas na filosofia social. O darwinismo tem como carro chefe a ideia da Seleção Natural. Seleção Natural é  “A sobrevivência e reprodução diferencial de organismos com características genéticas que lhes permitem utilizar melhor os recursos do meio ambiente” ( http://www.accessexcellence.org/AE/AEPC/WWC/1994/glossary.php) que nada mais é do que a sobrevivência do mais forte. Ao pensarmos nisso poderíamos imaginar que sendo a Seleção Natural um processo natural e podendo conhecer os seus mecanismos, poderíamos assim acelerá-la. Foi assim que Francis Galton pensou ao criar a Eugenia, que é “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.” ¹

O professor Francisco B. Assunção Jr², fala sobre o assunto da seguinte maneira:
“Quando pensamos no Holocausto, imediatamente vem-nos à mente a questão judaica e os horrores dos campos de concentração como se fossem frutos exclusivos e originários a partir da loucura Hitleriana. Entretanto, podemos pensá-lo a partir de uma teoria científica, de grande penetração durante a primeira metade do século XX, a Eugenia, que, embasada nas ideais de Darwin, inspira seu primo, Sir Francis Galton, a estudar a influência da hereditariedade sobre a inteligência, com o objetivo de melhoria da espécie humana. Em nome da ciência eugênica, em 1907, aprova-se uma lei de esterilização forçada nos EUA; sistemas de catalogação são estruturados visando identificar aqueles que seriam passíveis de se enquadrarem em um modelo de seleção, tais como deficientes mentais, alcoólatras e criminosos que, caso procriassem, piorariam a espécie.”

Isso não foi algo somente Hitleriano, em 1922, na Suécia, cria-se o Instituto de Biologia Racial que aprova medidas eugênicas que durarão até após a Segunda Guerra Mundial, e na Rússia stalinista, onde Hermann Mueller, descobridor de como os raios X afetam os cromossomos, buscou o apoio de Stalin para o processo eugênico.

Assim conceitos científicos são utilizados na política e após a subida de Hitler ao poder, o que justificava as loucuras de Hitler ao matar os considerados inferiores, pois esses a natureza eliminaria, deixando assim aqueles que melhor se adaptassem, em outras palavras: os mais fortes. Na procura pelo “super-homem ariano” os alemães e uma boa parte da população da Europa apoia as disparidades do Holocausto, o maior ato de crueldade de todos tempos.

Ao pensarmos bem, já que a natureza se encarrega de eliminar os mais fracos, ou menos adaptados, como queiram chamar, porque então devemos socorrer animais em extinção? Ou porque deveríamos lutar pela sobrevivência de deficientes físicos e mentais, ou pessoas com doenças genéticas em geral? Não seria isso contra a natureza? Não seria um desserviço aos processos naturais?

“Antes do advento dos nazistas no poder, mais de 20 institutos universitários para Higiene Racial já estavam estabelecidos na Alemanha. Mas, é sob a égide do partido nazista que, em junho de 1933, se estabelece a “Lei de Esterilização”, que propunha a esterilização daqueles que sofriam de doenças geneticamente determinadas - estima-se que, em sua decorrência, mais de 350 mil pessoas foram esterilizadas. É em outubro de 1939 que se determina a “morte misericordiosa” para pacientes considerados “incuráveis”- que numa primeira fase atingem mais 70 mil pacientes.”³

“É essa ideia de superioridade biológica de determinados indivíduos (sadios sobre doentes) e, consequente posteriormente, de determinadas nações (arianos sobre não arianos) que orientará a política nazista de expansão e extermínio.” 4


REFERÊNCIAS

1- José Roberto Goldim (1998). Eugenia . UFRGS. Página visitada em 2009-01-28.
2- Professor livre docente pela Faculdade de Medicina da USP, professor associado do Instituto de Psicologia da USP, coordenador do departamento de Psiquiatria da Infância e da Adolescência da ABP, membro da Academia Paulista de Psicologia, citado na revista Holocausto: A estratégia de purificação racial de Hitler, Ed. Escala.
3- GJ Annas; MA Grodim. The Nazi Doctors ante the Nuremberg Code. Oxford University Press;1992
4- Ibid. 2


Por Francisco Tourinho

15 de julho de 2012

Cientistas a favor de Deus!



Recebi um comentário em um dos meus post's, especificamente um em que cito frases de cientistas famosos, alegando que os comentários são de pessoas que não passaram dos anos da década de 1960. Não sei exatamente o que o dono do comentário quis sugerir, mas me pareceu que o mesmo quis dizer que essas frases eram ultrapassadas. Muito me admira é que para os adeptos do ateísmo, correntes similares ou simpatizantes só consideram as frases ultrapassadas aquelas que citam Deus como referência, como se a idéia de um Criador fosse ultrapassada, e que a religião faz parte apenas de pessoas com a mente pequena e com inteligência limitada, ledo engano, no entanto, uma frase pode ser muitíssima antiga, se esta mesma apoiar o ateísmo ela é super atual e fantasticamente sábia, outro grave engano.


Para quem prega que é suicídio intelectual crer em um Criador Inteligente como fonte e causa de todo o cosmos, dê uma observada na lista que segue:

“Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um super intelecto tem brincado  com a física, assim como com a química e biologia, e que não existem forças cegas na natureza que sejam dignas de comentários. Os números calculados a partir dos fatos, a mim me parecem tão impressionantes que coloca esta conclusão quase que acima de qualquer questionamento.”

Sir Fred Hoyle (1915-2001) – Astrofísico e Cosmólogo mundialmente famoso, foi diretor do  Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge por vários anos.


“Certamente houve alguma coisa que fez tudo funcionar. Se você é religioso, é certo que não posso pensar numa teoria melhor da origem do Universo do que aquela relatada no Gênesis”

Robert Woodrow Wilson (1936 - dias atuais) - Foi laureado com o Nobel de Física em 1978 pela descoberta da radiação cósmica de fundo em micro-ondas, juntamente com Arno Allan Penzias.


“Espero que a discussão prévia tenha convencido o leitor de que o mundo natural não é somente qualquer mistura de entidades e forças, mas um esquema matemático maravilhosamente engenhoso e unificado… estas regras parecem ser o produto de um projeto inteligente. Eu não vejo como isto possa ser negado.”


“A coisa realmente impressionante não é que a vida na Terra esteja como que ‘equilibrada na ponta de uma navalha’, mas que o universo inteiro está como que ‘equilibrado na ponta de uma navalha’, e que seria um caos total se qualquer uma das constantes naturais estivessem ligeiramente fora de ajuste. Veja, mesmo que você considerasse a existência do ser humano como o produto do acaso, permaneceria o fato de que o universo parece incompreensivelmente apropriado para a existência da vida – quase arquitetado – você poderia dizer um trabalho planejado.”

Paul Davies (1946 - dias atuais) - Físico, e Astrobiólogo autor de vários livros de divulgação, atualmente ocupa o cargo de professor de Filosofia Natural no Centro Australiano de Astrobiologia na Universidade de Macquaire, Sydney. Doutor pela Universidade de Londres, trabalhou também nas universidades de Cambridge, Newcastle upon Tyne e Adelaide. O talento de Davies como divulgador científico foi reconhecido na Austrália com um Advance Australia Award e dois Eureka Prizes. No Reino Unido ganhou a Kevin Medal and Prize em 2001 pelo Instituto de Física e o Prêmio Michael Faraday de 2002 pela Royal Society. Por suas contribuições às implicações mais profundas da ciência, recebeu o Prêmio Templeton de 1995.

"Para o cientista que vive pela sua fé no poder da razão, a história termina como um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; está a ponto de conquistar o pico mais alto; à medida que ele chega à rocha final, ele é cumprimentado por um bando de teólogos que estavam sentados lá há séculos."


"Agora vemos como a evidência astronômica suporta a visão bíblica da origem do mundo. Os pormenores diferem, mas os elementos essenciais no relato astronômico e nos relatos bíblicos de Gênesis são os mesmos:. A cadeia de eventos que conduz ao homem começou súbita e distintamente em um momento definido no tempo, em um flash de luz e energia. "


"Não é um anel estranho de sentimento e emoção nessas reações [de cientistas para indícios de que o universo teve um início súbito]. Eles vêm do coração enquanto você esperaria que os julgamentos de vir do cérebro. Por quê? Eu acho que parte da resposta é que os cientistas não podem suportar a idéia de um fenômeno natural que não pode ser explicado, mesmo com tempo ilimitado e dinheiro. Há uma espécie de religião na ciência; é a religião de uma pessoa que acredita que há ordem e harmonia no Universo. Cada evento pode ser explicado de forma racional como o produto de algum evento anterior, cada efeito deve ter sua causa, não há Causa Primeira .... Esta fé religiosa do cientista é violada pela descoberta de que o mundo teve um começo nas condições em que as leis conhecidas da física não são válidas, e como um produto de forças ou circunstâncias que não podemos descobrir. Quando isso acontece, o cientista perdeu o controle. Se ele realmente examinou as implicações, ele estaria traumatizado. "

Robert Jastrow  (1925 - 2008) - Astrônomo e autor de livros de divulgação,  se juntou a NASA , quando foi formada em 1958. Ele foi o primeiro presidente de Exploração Lunar da NASA Comissão, que estabeleceu as metas científicas para a exploração da Lua durante os pousos lunares Apollo. Ao mesmo tempo, ele era também o chefe da Divisão Teórica da NASA (1958-1961). Ele se tornou o diretor fundador do NASA Goddard Institute for Space Studies , em 1961, e serviu até sua aposentadoria da NASA em 1981. Ao mesmo tempo ele também era um professor de Geofísica da Universidade de Columbia.
Após sua carreira na NASA, tornou-se Professor de Ciências da Terra Dartmouth College (1981-1992), e era um membro da Associação Alumni NASA. Jastrow também era um emérito fundador e presidente do Instituto George C. Marshall , e diretor emérito do Observatório de Monte Wilson e Solar Hale Laboratório .

“Ciência e religião… são amigas, não adversárias, na busca comum por conhecimento. Algumas pessoas podem achar isso surpreendente, pois existe um sentimento que permeia nossa sociedade de que religião é antiquado, ou absolutamente impossível, numa ‘era científica’. Eu não concordo. Na verdade, eu iria mais longe: diria que se as pessoas nesta chamada ‘era científica’ soubessem um pouco mais sobre ciência do que muitas delas realmente sabem, eles achariam mais fácil compartilhar do meu ponto de vista.”

John Polkinghorne (1930 - dias atuais) - Físico e teólogo,  professor de física e matemática na Universidade de Cambridge 1968-1979,  Após Serviço Nacional no Royal Army Educational Corps de 1948-1949, ele estudou Matemática no Trinity College, Cambridge , graduando-se em 1952, em seguida, obteve seu doutorado em física em 1955, supervisionado por Abdus Salam , no grupo liderado por Paul Dirac. Depois de dois anos na Escócia, voltou a ensinar na Universidade de Cambridge em 1958. Foi promovido a coordenador, em 1965, e em 1968 foi oferecido um cargo de professor em física e matemática, cargo que ocupou até 1979, seus alunos, incluindo Brian Josephson e Martin Rees.  Há 25 anos, ele trabalhou em teorias sobre partículas elementares, desempenhou um papel na descoberta do quark   e pesquisou as propriedades analíticas e de alta energia de Feynman integrais e os fundamentos da teoria da matriz S. Enquanto empregado por Cambridge, ele também passou um tempo no Princeton , Berkeley , Stanford e no CERN , em Genebra. Ele foi eleito Fellow da Royal Society em 1974.


"Acho muito improvável que tanta ordem tivesse sido originada do caos. Tem que existir algum princípio de organização. Para mim, Deus é um mistério, mas é a explicação para o milagre da existência, o porquê de haver algo em vez de nada.”


“Não podemos compreender o universo de maneira clara sem o sobrenatural.”

Alan Sandage (1926 - 2010) – Cosmólogo ganhador do prêmio Crawford em Astronomia,  ele se formou na Universidade de Illinois em 1948. Em 1953 ele recebeu um Ph.D. do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Walter Baade era seu conselheiro. Durante este tempo Sandage foi assistente de estudante de graduação para o cosmólogo Edwin Hubble .  Em 1958 ele publicou a primeira estimativa para a constante de Hubble , a revisão do Hubble valor de 250 para 75 km / s / Mpc, que é próximo do valor aceito hoje. Mais tarde ele se tornou o principal defensor de um valor ainda menor, cerca de 50, correspondendo a uma idade Hubble de cerca de 20 bilhões de anos.


“A astronomia nos conduz a um evento único, um universo que foi criado a partir do nada, com o delicado equilíbrio necessário para proporcionar as condições exatas que permitem a vida, e que tem um plano de fundo (diga-se ainda, sobrenatural). Assim, as observações da ciência moderna parecem conduzir às mesmas conclusões que as crenças de centenas de anos a cerca da criação.”

Arno Penzias (1933 - dias atuais) Foi laureado com o Nobel de Física de 1978, pela descoberta da radiação cósmica de fundo em micro-ondas juntamente com Robert Woodrow Wilson. Essa descoberta forneceu uma das principais evidências sobre as quais se apoia o modelo cosmológico padrão, também conhecido como "Modelo do Big Bang".


“Me parece que quando se é confrontado com as maravilhas da vida e do universo, deve-se perguntar por que e não somente como. A única resposta possível é religiosa… Eu vejo uma necessidade de Deus no universo e na minha própria vida.”


Arthur L. Schawlow (1921 - 1999) – Físico,  ele completou o ensino médio em Vaughan Estrada Academia (então Vaughan Collegiate Institute) e recebeu uma bolsa de estudos em ciência na Universidade de Toronto (Victoria College). Depois de ganhar o seu curso de graduação Schawlow continuou na escola de pós-graduação na Universidade de Toronto, que foi interrompido devido à Segunda Guerra Mundial . No final da guerra, ele começou a trabalhar em seu doutorado na U of T com o Professor Malcolm Crawford . Ele então pegou um pós-doutorado com Charles Townes no departamento de física da Universidade de Columbia , no outono de 1949.
Prêmios:
 1962 - Medalha de Stuart Ballantine
1963 - Medalha Prêmio Jovem e , para a pesquisa de destaque no campo da óptica apresentadas pelo Instituto de Física
1976 - premiado com o Frederic Ives Medalha por OSA
1981 - Prêmio Nobel de Física


CONCLUSÃO

Se fôssemos colocar as diversas frases que expressam o pensamento de grandes cientistas a respeito de Deus, o texto não teria fim!


P.S.: Cai a falácia de que religião é um impeditivo para se fazer uma boa ciência.

Por Francisco Tourinho

8 de abril de 2012

Criação


 As coisas que existem, diante da sua complexidade claramente apontam para um criador, projetista, alguém com racionalidade para que todas as coisas existam de forma equilibrada como o é, somente quem não conhece a grandeza da natureza e as coisas que nela contém acredita no “acaso” como proposta aceitável para a origem de tudo. O texto de Romanos 1.20-22,25 fala por si só:


“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”




Me lembro o dia em que acordei
Ouvindo o som dos pássaros
E a luz do sol entrando pela janela do quarto
Como e bom poder saber
Que são obras de Suas mãos
E sentir o prazer em te dizer
Obrigado Senhor
Minha gratidão te dou Senhor
Pois em tudo vejo o teu amor
Com meu coração quero te dizer
Te amo, Senhor
Me lembro o dia em que acordei
Ouvindo o som dos pássaros
E a luz do sol entrando pela janela do quarto
Como e bom poder sentir
O calor do sol sobre mim
E ver a perfeição em tudo o que você criou
Minha gratidão te dou Senhor
Pois em tudo vejo o teu amor
Com meu coração quero te dizer
Te amo, Senhor
E se um dia eu não puder mais ver
A luz do sol brilhando
E se a voz não saísse mais
dos meus lábios
Meu coração jamais deixará de dizer
Obrigado Senhor


4 de março de 2012

O Êxodo e a Travessia do Mar Vermelho

Teríamos razão para dar algum crédito as informações bíblicas sobre o Êxodo? Será que existem razões para crermos que o povo hebreu esteve no Egito? E a travessia do Mar Vermelho, milagre ou causas naturais? Perguntas como essas poderão ser respondidas através desse documentário, de fácil compreensão o mesmo trás relatos de diversos especialistas com opiniões divergentes sobre o assunto.



22 de fevereiro de 2012

DIDAQUE - INSTRUÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS



Didaqué

Introdução

Didaqué significa "instrução" ou "doutrina". Trata-se de um escrito que data de fins do Séc. I de nossa era e, portanto, bem próximo dos escritos do Novo Testamento. O nome "Instrução dos Doze Apóstolos" lembra At 2,42 ("o ensinamento dos apóstolos"), mas é difícil que a obra tenha sido escrita por algum deles ou seja de um só autor. Os estudiosos hoje estão de acordo em dizer que ela é fruto da reunião de várias fontes escritas ou orais, que retratam a tradição viva das comunidades cristas do Séc. 1. Os lugares mais prováveis de sua origem são a Palestina ou a Síria.

A Didaqué é um manual de religião ou, melhor dizendo, uma espécie de catecismo dos primeiros cristãos. Esse documento nos permite conhecer as origens do cristianismo, e principalmente nos dá uma ideia de como eram a iniciação cristã, as celebrações, a organização e a vida das primeiras comunidades. O autor (ou autores) pertence ao meio judaico-cristão, e dirige seu ensinamento a comunidades formadas por convertidos vindos principalmente do paganismo.

O conteúdo e o estilo da Didaqué lembram imediatamente muitos textos do Antigo e do Novo Testamento, bem como outros escritos criados do séc. 1 d.C. O tom e os temas de muitas exortações se parecem bastante com os da literatura sapiencial e diversos trechos dos evangelhos. Dessa forma, esse catecismo das comunidades da IgrejaPrimitiva é testemunho vivo de como os primeiros cristãos se alimentavam da Palavra de Deus contida nas Escrituras, transformando e interpretando os textos bíblicos em vista de suas necessidades e situações.

A leitura da Didaqué faz logo sentir que as comunidades cristãs daquele tempo ainda não estavam completamente estruturadas. As comunidades não têm representante oficial fixo (padre ou vigário), os bispos e diáconos são mencionados de passagem, e não sabemos bem quais funções exerciam. Fala-se diversas vezes em «apóstolos, profetas e mestres", dando a impressão de que eram propriamente pregadores itinerantes a serviço de diversas comunidades. Por outro lado, nota-se que a liturgia é também muito simples e se resume a celebrações feitas em clima doméstico. Os sacramentos mencionados pertencem à iniciação cristã - batismo, confissão, eucaristia e parecem ser todos administrados pela comunidade, e não por um membro do clero,ainda inexistente.

Visível, contudo, do clima que a comunidade vive, dentro de uma sociedade
estruturalmente pagã. A preocupação de não se confundir com o ambiente, de não se deixar manipular por aproveitadores oportunistas (até mesmo disfarçados de profetas), a esperança um pouco nervosa de uma escatologia próxima e o tema da perseverança heróica no caminho da fé são características das comunidades nascentes, que ainda estão descobrindo sua vocação e missão no mundo.

A Didaqué é um convite para as comunidades cristãs em formação descobrirem sua origem e jovialidade próprias. Ela nos faz lembrar que a fonte inspiradora do comportamento, da oração e das celebrações é a Bíblia. Sobretudo, mostra que o cristianismo não é devoção individualista, mas um caminho comunitário em que todos os setores da vida e do comportamento devem ser penetrados pela Palavra de Deus e pela oração. Na sua simplicidade e profundidade, estimula a viver a vida cotidiana à luz do Evangelho vivo, dentro de um discernimento que frutifica em atos novos, geradores de fraternidade e partilha. Escrita principalmente para os pagãos (nações), ela ainda salienta que o cristianismo não é uma redoma onde a comunidade se refugia, mas um fermento que se expande para transformar toda a sociedade.
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DIDAQUE
INSTRUÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS
Instrução do Senhor para as nações, por meio dos doze apóstolos
Traduzido para o português a partir do texto (em inglês) de
J. B. Lightfoot, Athena Data Products, 1990.


A. OS DOIS CAMINHOS
Capítulo 1

1- Existem dois caminhos: um é o caminho da vida, e outro, o da morte. A diferença entre os dois é grande.

Viver é amar

2 - O caminho da vida é este: Em primeiro lugar, ame a Deus, que criou você. Em segundo lugar, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça a outro nada daquilo que você não quer que façam a você.
3 - O ensinamento que deriva dessas palavras é o seguinte: Bendigam aqueles que os amaldiçoam e rezem por seus, inimigos, e ainda jejuem por aqueles que os perseguem. Com efeito, se vocês amam aqueles que os amam, que graça vocês merecem? Os pagãos não fazem o mesmo? Quanto a vocês, amem aqueles que os odeiam, e vocês não terão nenhum inimigo.

A violência do amor

4 - Não se deixe levar pelos impulsos instintivos. Se alguém lhe dá uma bofetada na face direita, ofereça-lhe também a outra face, e você será perfeito. Se alguém o força a acompanhá-lo pelo espaço de um quilômetro, acompanhe-o por dois; se alguém tira o seu manto, entregue-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que pertence a você, não a peça de volta, pois você não poderá fizer isso.


O amor de partilha

5 - Dê a quem pede a você e não peça para devolver, pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Feliz aquele que dá conforme o mandamento, porque será considerado inocente. Aí de quem recebe: se recebe por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebe sem ter necessidade, deverá prestar contas do motivo e da finalidade pelos quais recebeu. Será posto na prisão e interrogado sobre o que fez; e dai não sairá até que tenha devolvido o último centavo.
6 - A esse respeito, também foi dito: Que a sua esmola fique suando nas mãos, até que você saiba para quem a está dando.

Exigências do amor ao próximo
Capítulo 2

1 - O segundo mandamento da instrução é este:
2 - Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique magia, nem feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe, nem depois que ela tenha nascido.
3 - Não cobice os bens do próximo, não jure falso, nem preste falso testemunho. Não seja maledicente, nem vingativo.
4 - Não seja duplo no pensar e no falar, porque a duplicidade é armadilha mortal.
5 - Que a sua palavra não seja falsa ou vazia, mas se comprove na prática.
6 - Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo.
7 - Não odeie a ninguém, mas corrija uns, reze por outros, e ainda ame aos outros, mais do que a si mesmo.

As raízes do mal e do bem
Capítulo 3

1 - Meu filho, procure evitar tudo o que é mau e tudo o que se pareça
com o mal.
2 - Não seja colérico, porque a ira conduz para a morte. Também não seja ciumento, nem briguento ou violento, porque os homicídios nascem de todas essas coisas.
3 - Meu filho, não seja cobiçoso de mulheres, porque a cobiça leva à fornicação. Evite falar obscenidades e olhar com malícia, pois os adultérios surgem de todas essas coisas.
4 - Meu filho, não seja dado à adivinhação, pois a adivinhação leva à idolatria. Também não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre essas coisas, pois de todas essas coisas provém a idolatria.
5 - Meu filho, não seja mentiroso, porque a mentira leva ao roubo. Não seja ávido de dinheiro, nem cobice a fama, porque os roubos nascem de todas essas coisas.
6 - Meu filho, não seja murmurador, porque a murmuração leva à blasfêmia. Não seja insolente, nem tenha mente perversa, pois as blasfêmias nascem de todas essas coisas,
7 - Seja manso, porque os mansos receberão a terra como herança.
8 - Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranqüilo e bom, respeitando sempre as palavras que você tiver ouvido.
9 - Não se engrandeça a si mesmo, nem se entregue à insolência. Não se junte com os "grandes", mas converse com os justos e pobres.
10 - Aceite como boas as coisas que lhe acontecem, sabendo que nada acontece sem o consentimento de Deus.

A pessoa inserida na comunidade
Capítulo 4

1 - Meu filho, lembre-se dia e noite daquele que anuncia a palavra de Deus para você e honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois o Senhor está presente onde é anunciada a soberania do Senhor.
2 - Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis, para encontrar apoio nas palavras deles.
3 - Não provoque divisão. Pelo contrário, reconcilie aqueles que brigam entre si. Julgue de modo justo, corrigindo as culpas sem &zer diferença entre as pessoas.
4 - Não fique hesitando sobre o que vai ou não acontecer.
5 - Não seja como os que estendem a mão na hora de receber e a retiram na hora de dar.
6 - Se você ganha alguma coisa com o trabalho de suas mãos, ofereça-o como reparação por seus pecados.
7 - Não hesite em dar, nem dê reclamando, pois você sabe quem é o verdadeiro remunerador da sua recompensa.
8 - Não rejeite o necessitado. Divida tudo com o seu irmão, e não diga que são coisas suas. Se vocês estão unidos nas coisas que não morrem, tanto mais nas coisas perecíveis.
9 - Não se descuide de seu filho ou de sua filha; pelo contrário, instrua-os desde a infância no temor de Deus.
10 - Não dê ordens com rudeza ao seu servo ou à sua serva, pois eles esperam no mesmo Deus que você, para que não percam o temor de Deus, que está acima de uns e outros. Com efeito, ele não virá chamar a pessoa pela aparência, mas aqueles que o Espírito preparou.
11 - Quanto a vocês, servos, sejam submissos aos seus senhores, com respeito e reverência, como à imagem de Deus.
12 - Deteste toda hipocrisia e tudo o que não seja agradável ao Senhor.
13 - Não viole os mandamentos do Senhor. Guarde o que você recebeu, sem nada acrescentar ou tirar,
14 Confesse as suas faltas na reunião dos fiéis, e não comece a sua oração com má consciência. Este é o caminho da vida.

O caminho da morte
Capítulo 5

1 - O caminho da morte é este: Em primeiro lugar, é mau e cheio de maldições:
homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatrias, práticas mágicas, feitiçarias, rapinas, frisos testemunhos, hipocrisias, duplicidade de coração, fraude, orgulho, maldade, arrogância, avareza, conversa obscena, ciúme, insolência, altivez, ostentação e ausência de temor de Deus.
2 - Por esse caminho andam os perseguidores dos bons, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os que ignoram a recompensa da justiça, os que não desejam o bem nem o julgamento justo, os que não ficam atentos para o bem, mas para o mal. Deles está longe a calma e a paciência; são amantes das coisas vis, ávidos de recompensas, não se compadecem do pobre, não se importam com os atribulados, não reconhecem o seu Criador. São ainda assassinos de crianças, corruptores da imagem de Deus, desprezam o necessitado, oprimem o aflito, defendem os ricos, são juizes injustos com os pobres e, por fim, são pecadores consumados.
Filhos, afastem-se de tudo isso.
Perfeição é servir ao Senhor

Capítulo 6

1 - Fique atento para que ninguém o afaste deste caminho da instrução, pois aquele ensinaria a você coisas que não pertencem a Deus.
2 - Se puder carregar todo o jugo do Senhor, você será perfeito. Se isso não for possível, faça o que puder.
3 - Quanto à comida, observe o que você puder. Não coma nada do que é sacrificado aos ídolos, porque esse é um culto a deuses mortos.

B. CELEBRAÇÃO DA VIDA
Capítulo 7
O batismo

1 - Quanto ao batismo, procedam assim: Depois de ditas todas essas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
2 - Se você não tem água corrente, batize em outra água; se não puder batizar em água fria, faça-o em água quente.
3 - Na falta de uma e outra, derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
4 - Antes do batismo, tanto aquele que batiza como aquele que vai ser batizado e se outros puderem também, observem o jejum. Aquele que vai ser batizado, você deverá ordenar jejum de um ou dois dias.

Capítulo 8
O jejum e a oração

1 - Que os jejuns de vocês não coincidam com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Vocês, porém, jejuem no quarto dia e no dia da preparação.
2 - Não rezem como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou no seu Evangelho.
Rezem assim: "Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia, perdoa a nossa divida, assim como também nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o poder e a glória para sempre".
3 - Rezem assim três vezes por dia.

Capítulo 9
A celebração eucarística

1 - Celebrem a Eucaristia deste modo:
2 - Digam primeiro sobre o câlice: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste por meio do teu servo Jesus. A ti a glória para sempre".
3 - Depois digam sobre o pão partido: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da vida e do conhecimento que nos revelaste por meio do teu servo Jesus. A ti a glória para sempre.
4 - Do mesmo modo como este pão partido tinha sido semeado sobre as colinas e depois recolhido para se tornar um, assim também a tua Igreja seja reunida desde os confins da terra no teu reino, porque tua é a glória e o poder, por meio de Jesus Cristo, para sempre".
5 - Ninguém coma nem beba da Eucaristia, se não tiver sido batizado em nome do Senhor, porque sobre isso o Senhor disse: "Não dêem as coisas santas aos cães".

Capítulo 10
Agradecimento depois da eucaristia

1 - Depois de saciados, agradeçam deste modo:
2 - Nós te agradecemos, Pai santo, por teu santo Nome, que fizeste habitar em nossos corações, e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos revelaste por meio do teu servo Jesus. A ti a glória para sempre.
3 - Tu, Senhor Todo-Poderoso, criaste todas as coisas por causa do teu Nome, e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te agradeçam. A nós, porém, deste uma comida e uma bebida espirituais, e uma vida eterna por meio do teu servo.
4 - Antes de tudo, nós te agradecemos porque és poderoso. A ti a glória para sempre.
5 - Lembra-te, Senhor, da tua Igreja, livrando-a de todo o mal e aperfeiçoando-a no teu amor. Reúne dos quatro ventos esta Igreja santificada para o teu reino que lhe preparaste, porque teu do poder e a glória para sempre.
6 - Que a tua graça venha, e este mundo passe. Hosana ao Deus de Davi. Quem é fiel, venha; quem não é fiel, converta-se. Maranatá, Amém."
7 - Deixem os profetas agradecer à vontade.

C. VIDA COMUNITÁRIA
Capítulo 11
Verdadeiros e falsos pregadores

1 - Se alguém vier até vocês ensinando tudo o que foi dito antes, deve ser acolhido.
2 - Mas se aquele que ensina for perverso e expuser outra doutrina para destruir, não lhe dêem atenção. Contudo, se ele ensina para estabelecer a justiça e o conhecimento do Senhor, vocês devem acolhê-lo como se fosse o Senhor.
3 - Quanto aos apóstolos e profetas, procedam conforme o princípio do Evangelho.
4 - Todo apóstolo que vem até vocês seja recebido como o Senhor.
5 - Ele não deverá ficar mais que um dia ou, se for necessário, mais outro. Se ficar por três dias, é um falso profeta.
6 - Ao partir, o apóstolo não deve levar nada, a não ser o pão necessário até o lugar em que for parar. Se pedir dinheiro, é um falso profeta.
7 - Não coloquem à prova nem julguem um profeta que em tudo fala sob inspiração, pois todo pecado será perdoado, mas esse não será perdoado.
8 - Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É assim que vocês reconhecerão o falso e o verdadeiro profeta.
9 - Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa, não deve comer dela. Caso contrário, trata-se de um friso profeta.
10 - Todo profeta que ensina a verdade, mas não pratica o que ensina, é um falso profeta.
11 - Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo mistério terreno da Igreja, mas não ensina a fazer como ele faz, não será julgado por vocês, Ele será julgado por Deus. Assim também fizeram os antigos profetas.
12 - Se alguém disser sob inspiração: "Dê-me dinheiro" ou qualquer outra coisa, não o escutem. Contudo, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

Capítulo 12
Hospitalidade com discernimento

1- Acolham todo aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examinem para conhecêlo, pois vocês têm juízo para distinguir a esquerda da direita.
2 - Se o hóspede estiver de passagem, dêem-lhe ajuda no que puderem; entretanto, ele não permanecerá com vocês, a não ser por dois dias, ou três, se for necessário.
3 - Se quiser estabelecer-se com vocês e tiver uma profissão, então trabalhe para se sustentar.
4 - Se ele, porém, não tiver profissão, procedam conforme a prudência, para que um cristão não viva ociosamente entre vocês.
5 - Se ele não quiser aceitar isso, é um comerciante de Crista tenham cuidado com essa gente.

Capítulo 13
Sustentação do profeta

1 - Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer-se entre vocês é digno do seu alimento.
2 - Da mesma forma, também o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como todo operário.
3 - Por isso, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da eira, dos bois e das ovelhas, e os dê para os profetas, pois eles são os sumos sacerdotes de vocês.
4 - Se, porém, vocês não têm nenhum profeta, dêem aos pobres.
5 - Se você fizer pão, tome os primeiros e os dê conforme o preceito.
6 - Da mesma forma, ao abrir uma vasilha de vinho ou de óleo, tome a primeira parte e a dê aos profetas.
7 - Tome uma parte do seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, conforme lhe parecer oportuno, e os dê conforme o preceito.

Capítulo 14
A celebração dominical

1 - Reunam-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro.
2 - Aquele que está de briga com seu companheiro, não poderá juntar-se a vocês antes de se ter reconciliado, para que o sacrifício que vocês oferecem não seja profanado.
3 - Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: "Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro, porque eu sou um grande rei, diz o Senhor, e o meu Nome é admirável entre as nações".

Capítulo 15
A vivência comunitária

 1 - Escolham para vocês bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles
devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, porque eles também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.
2 - Não os desprezem, porque entre vocês eles têm a mesma dignidade que os profetas e mestres.
3 - Corrijam-se mutuamente, não com ódio, mas com paz, como vocês têm no Evangelho.
E ninguém fale com nenhuma pessoa que tenha ofendido próximo; que essa pessoa não escute nenhuma palavra de vocês, até que se tenha arrependido.
4 - Façam suas orações, esmolas e todas as ações, da forma que vocês têm no Evangelho de nosso Senhor.

D. PERSEVERAR ATE O FIM
Capítulo 16

1 - Vigiem sobre a vida de vocês. Não deixem que suas lâmpadas se apaguem, nem soltem o cinto dos rins, Fiquem preparados, porque vocês não sabem a que hora o Senhor nosso vai chegar.
2 - Reúnam-se com freqüência para procurar o que convém a vocês. Porque de nada lhes servirá todo o tempo que vocês viveram a fé, se no último momento vocês não estiverem perfeitos.
3 - De fato, nos últimos dias, os falsos profetas e os corruptores se multiplicarão, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se transformará em ódio.
4 - Crescendo a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente.
Então aparecerá o sedutor do mundo, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.
5 - Então toda criatura humana passará pela prova de fogo, e muitos ficarão
escandalizados e perecerão. Contudo, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.
6 - Então aparecerão os sinais da verdade. Primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta e, em terceiro lugar, a ressurreição dos mortos.
7 - Ressurreição sim, mas não de todos, conforme foi dito: "O Senhor virá, e todos os santos estarão com ele".
8 - Então o mundo verá o Senhor vindo sobre as nuvens do céu.

Referência:
 STORNIOLO, I. BALANCIN, E. M. Didaqué – O catecismo dos primeiros cristão para as comunidades de hoje – São Paulo: Edições Paulinas, 1989.




Por Francisco Tourinho