22 de outubro de 2011

A Ordem Complexa do Universo: The Fine Tuning

 
            Dando continuidade aos argumentos a favor da existência de Deus, falaremos hoje sobre a Ordem Complexa do Universo, lembrando que estamos também tratando de bons argumentos sobre a existência de Deus. Para aqueles que acreditam em Deus, fortaleçam sua fé, para os que não acreditam e se julgam ateus, faço um convite para rever seus conceitos através das leituras dos tópicos aqui postados. Boa leitura!
            
           As premissas aqui apresentadas são baseadas nos comentários do Prof. Dr. William Lane Craig, este reside em Atlanta, recebeu doutorado em Filosofia na Universidade de Birmingham e um segundo doutorado em Teologia na universidade de Munique, publicou em notáveis 89 artigos em periódicos revisados e seu livro mais é recente é “Fé Racional: Fé Cristã e Apologética.”

            Lembremos que durante a leitura do texto e em todo nosso raciocínio, devemos ser cuidadosos em seguir as regras básicas da lógica que têm governado todo o raciocínio válido desde Aristóteles.

            Durantes os últimos 30 anos, cientistas têm descoberto que a existência de vida inteligente depende de um complexo equilíbrio das condições iniciais do próprio Big Bang. Nós sabemos que universo sem vida é vastamente mais provável do que qualquer universo com vida como o nosso. Quanto mais provável? A resposta é, que as chances de que o universo tivesse vida, são infinitesimais a ponto de serem incalculáveis e incompreensíveis, por exemplo, Stephen Hawking estimou que, se a taxa de expansão do Universo, fosse menor em apenas uma parte em 100 mil milhões de milhões, o Universo colapsaria de novo em uma bola de fogo. Brendan Carter calculou que as chances contra as condições iniciais serem adequadas para a posterior formação de estrelas, sem as quais os planetas não poderiam existir, são de 01(um) seguido por mil bilhões de bilhões de zeros, pelo menos. P.C.W. Davies estima que a mudança na gravidade ou na força fraca em apenas uma parte de 10 na centésima potência, teria impedido o universo com vida. Há cerca de 50 quantidades e constantes como essas presentes no Big Bang, que precisam ser finamente sintonizadas dessa forma para haver vida no Universo. Então, improbabilidade é multiplicada por improbabilidade e por improbabilidade, até nossas mentes ficarem atordoadas por números incompreensíveis. Não há nenhuma razão física para essas constantes e quantidades possuírem esses valores. O físico, ex-agnóstico, Paul Davies comenta:  

“Pelo meu trabalho científico, eu vim a crer mais e fortemente que o universo físico é formado com uma engenhosidade tão espantosa, que eu não posso aceitar isso meramente como um fato bruto.” 

 Similarmente, Fred Hoyle comenta: 

“Uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um intelecto sobrenatural andou brincando com a física.” 

E Robert Jastrow, o chefe do Instituto Goddard da NASA para Estudos Espaciais chamou de “a mais poderosa evidência para a existência de Deus que jamais veio da ciência.”

Podemos resumir o raciocínio da seguinte forma:

- Premissa 01: A fina sintonia das condições iniciais do Universo é devida a Lei Natural, ao Acaso ou ao Design.

- Premissa 02: Ela não é devida nem a uma Lei, nem ao Acaso.

- Premissa 03: Portanto, ela é devida ao Design.


REFERÊNCIAS

- http://www.youtube.com/watch?v=_KFjEzulTVY          

12 de outubro de 2011

O Argumento Cosmológico

        
          A partir de hoje serão apresentados vários aspectos pelo qual devemos acreditar em Deus. No post de hoje serão apresentados argumentos sobre a existência de Deus na Origem do Universo, para aqueles que já acreditam em Deus será bom para o fortalecimento da fé, para os que não acreditam, será bom para refletir um pouco mais. Deus existe? É a pergunta que a maioria de nós faremos um dia, e a sua resposta poderá definir todo o seu futuro.

            O apóstolo Paulo escreve: “Desde a fundação e criação do mundo, Seus atributos invisíveis claramente se vêem pelas coisas que são criadas, a saber, sua divindade e seu eterno poder.” (Rm 1.20). As coisas que existem, diante da sua complexidade claramente apontam para um criador, projetista, alguém com racionalidade para que todas as coisas existam de forma equilibrada como o é, somente quem não conhece a grandeza da natureza e as coisas que nela contém acredita no “acaso” como proposta aceitável para a origem de tudo.

            As premissas aqui apresentadas são baseadas nos comentários do Prof. Dr. William Lane Craig, este reside em Atlanta, recebeu doutorado em Filosofia na Universidade de Birmingham e um segundo doutorado em Teologia na universidade de Munique, publicou em notáveis 89 artigos em periódicos revisados e seu livro mais é recente é "Em Guarda".

            Lembremos que durante a leitura do texto e em todo nosso raciocínio, devemos ser cuidadosos em seguir as regras básicas da lógica que têm governado todo o raciocínio válido desde Aristóteles.

            “A Origem do Universo. Você já se perguntou de onde vem o Universo? Porque tudo existe, em vez de nada? Tipicamente, os ateus têm dito que o Universo é apenas eterno e sem causa, mas a evidência astrofísica (aceita pelos evolucionistas e ateus) indica que o universo começou a existir em uma grande explosão chamada Big Bang há 15 bilhões de anos atrás. A maioria dos leigos não sabe que, não só toda matéria e energia foram criadas naquele evento, mas também os próprios tempo e espaço físicos, isso é de importância máxima, porque implica, como o astrônomo de Cambridge Fred Hoyle aponta, que “a Teoria do Big Bang requer a criação do Universo a partir do nada.” Agora, isso tende a ser bem desconfortável para o ateu, pois como Anthony Kenny da Universidade de Oxford aponta, “Um proponente da teoria do Big Bang, se ele é um ateu, deve acreditar que o Universo veio do Nada e por Nada.”  Mas, certamente, isso não faz sentido! Do nada, nada vem! Então, de onde veio o Universo? Porque o universo, em vez de apenas nada? Deve ter havido uma causa que trouxe o universo à existência. Nós podemos resumir nosso argumento da seguinte forma:

Premissa 01: Tudo que começa a existir tem uma causa.
Premissa 02: O universo começou a existir.
Premissa 03: Portanto, o universo tem uma causa.
           
           Agora, inerentemente, sendo a causa do espaço e do tempo, essa causa deve ser um Ser não-causado, imutável, atemporal e imaterial de um poder inimaginável, que criou o universo. Deve ser atemporal, portando imutável, porque criou o tempo, porque criou o espaço, deve transcender o espaço também e, portanto ser imaterial, não-físico, além disso, deve também ser pessoal, porque uma causa imutável e impessoal nunca poderia existir sem seu efeito. Se as condições imutáveis e impessoais para um efeito estão atemporalmente presentes, então seu efeito deve ser atemporalmente presente também, por exemplo, a causa para o congelamento da água é a temperatura estar abaixo de 0 C°, se a temperatura estivesse abaixo de zero desde a eternidade, então qualquer água ao redor estaria congelada desde a eternidade, seria impossível para a água começar a congelar há um tempo finito atrás, a única maneira de uma causa atemporal e do efeito começar há um tempo finito atrás, é a causa ser um agente pessoal, que livremente escolhe criar um novo efeito sem nenhuma condição determinante anterior, por exemplo, um homem eternamente sentado poderia livremente querer ficar de pé, e assim, ele teria um novo efeito surgindo de uma causa eterna, e assim, chegamos não meramente a uma causa transcendental do universo, mas no Seu Criador pessoal.”

            Poderíamos nos perguntar: Poderia existir “tempo antes do tempo”? O que poderia existir antes do Big Bang, se o tempo e o espaço começaram a partir da grande expansão? Poderíamos imaginar um espaço antes do espaço? Seria auto-contraditório pressupor tempo e espaço a fim de explicar a origem do tempo e do espaço, fisicamente isso é impossível, é como dizer que o ovo trouxe a galinha à existência e a galinha trouxe o ovo à existência, como é flagrantemente auto-contraditório, pela lógica, não pode ser verdade.

            Por outro lado, se crermos que há um Criador pessoal do universo, não apenas é logicamente consistente, como também segue a lógica das premissas apresentadas no texto.



Por Francisco Tourinho