12 de setembro de 2017

Apocalipse 2.20,21 - A graça continua irresistível! Nota 10 para o calvinista.


INTRODUÇÃO

Esse artigo tem por objetivo trazer uma elucidação, segundo a ótica da teologia reformada, no qual o irmão Manoel Neto pediu para que eu respondesse.

Infelizmente o texto ficará grande, pois como estou tratando com neófitos, haja visto que visivelmente desconhecem as doutrinas da graça, terei que me estender um pouco para explicar crenças básicas da teologia reformada.

PONTOS DE EQUÍVOCO

Começarei primeiramente com os pontos de equívocos cometidos pelo autor do meme.

1 – Todo reformado é calvinista, não existe essa de teologia reformada arminiana ou molinista. A teologia da reforma surgiu justamente em contraponto à doutrina semi-pelagiana católica. A crença em um sinergismo nunca fez parte da doutrina de Lutero, Beza, Calvino, Knox, Zuínglio enfim, dos reformadores em geral, quem quiser se certificar sobre isso, basta ler o debate entre Lutero e Erasmo de Roterdã a respeito do livre arbítrio. O único a crer em um sinergismo foi Melanchton, motivo pelo qual foi chamado de traidor da reforma. Se existissem arminianos na época da reforma, eles teriam se levantado contra Lutero e os reformadores, provavelmente seriam católicos e bem católicos, haja vista que os Wesleyanos e Luteranos da linha de Melanchton, assinaram um documento conjunto com a Igreja Católica unificando as suas soteriologias. Um detalhe a ser observado é que a Igreja Católica não precisou alterar absolutamente nada da sua soteriologia definida no Concílio de Trento, que foi justamente o Concílio da contra-reforma. Como pode uma teologia como a arminiana ser considerada reformada se concorda em tudo com a teologia da contra-reforma? Um paradoxo não acham?

2 – O texto pressupõe que a resposta certa é a letra “E”, que diz: “Não existe graça irresistível e Jezabel não se arrependeu porque não quis”.

Aqui encontramos um equívoco porque o autor faz com que pensemos que a graça irresistível e a impenitência deliberada sejam inconciliáveis, o que é um argumento falso dentro do calvinismo, como se uma pessoa não se arrependesse porque Deus não quis, e como se alguém que se arrependesse, fosse Deus porque fizesse isso por ela. Esse erro é notoriamente de alguém que não leu absolutamente nada sobre calvinismo e vou mostrar o porquê:

- Toda pessoa que não se arrepende, não se arrepende porque não quis. Não existe no calvinismo condenação ativa, somente passiva. Desse modo a predestinação não é uma palavra indiferente mesmo quando trata do autor da origem de qualquer coisa. Assim, quando se trata de uma predestinação a salvação, ela é ativa, Deus de fato se apresenta ao homem caído, o ressuscita e o homem se entrega a Deus de forma voluntária depois de ter sido convencido pela verdade do Espírito Santo. O homem fica tão maravilhado que é impossível ele dizer "não" em um determinado momento da vida, pois é convencido por um Ser Perfeito. Mas para condenação, Deus apenas entrega o homem ao seu próprio pecado, ele se condena sozinho, sem intervenção de Deus. O homem por si só não pode produzir santidade, por isso é necessário que Deus intervenha para que ele seja salvo. Mas o homem por si pode produzir o mal, então Deus não participa ativamente da condenação do homem, ele participa apenas passivamente de modo a permitir que o homem faça o que é próprio da natureza dele mesmo. O Homem mesmo se condena e na sua depravação, não se arrepende porque ele não quer, é próprio da natureza do homem caído não se arrepender. 

Veja o que diz o texto de Romanos 3 sobre os ímpios:

Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer.
Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só.
A sua garganta é um sepulcro aberto;Com as suas línguas tratam enganosamente;Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;
Cuja boca está cheia de maldição e amargura.
Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
Em seus caminhos há destruição e miséria;
E não conheceram o caminho da paz.
Não há temor de Deus diante de seus olhos.

Romanos 3:10-18

Essa é a situação ímpio, tudo isso ele faz porque quer, Deus não faz por ele, é da natureza do Homem ímpio rejeitar a Deus. É um erro comum achar que Deus coage ou força o homem a pecar ou a se entregar a Ele em salvação quando falamos de calvinismo, isso é falso. Calvinistas não acreditam nisso, calvinistas acreditam que o Homem mesmo faz, ele mesmo toma as decisões segundo a sua natureza, se for a natureza de um ímpio, ele fará somente o mal, se for a natureza de um regenerado, ele se entregará a Deus, se arrependerá dos seus pecados, mas ele mesmo é quem faz. Desse modo, o calvinista não nega de forma alguma a liberdade humana, o que nós afirmamos é que nenhuma decisão do homem é neutra, ele tem motivações por trás das suas decisões, tem influencias espirituais e físicas, age de acordo com sua natureza, seja de ímpio ou de regenerado. É importante salientar, que dado o pecado de Adão, todos os homens nascem condenados, nascemos em pecado, todos nós, e todos merecemos o inferno, essa seria a justiça de Deus, condenar todos ao inferno. Ora, se lançar todas as pessoas ao inferno seria justo, porque lançar somente algumas seria injusto? Deus na sua misericórdia salva muitos, e na sua justiça deixa alguns homens seguirem seu próprio caminho, entregando esses homens aos seus desejos, assim eles são indesculpáveis e condenados não só em atitudes, mas em natureza mesmo! 

Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;

Romanos 1:24-28

Jezabel como símbolo de tudo que é ruim, Deus a entregou para um sentimento perverso, para fazer as coisas que não convém.

3 – Dado que Deus não muda e sabe o futuro, então Deus já sabia de antemão que Jezabel nunca se arrependeria. O tempo dado por Deus não foi um tempo a mais do planejado, mas sim o tempo que é dado em vida para todas as pessoas. Deus sabe de todas as coisas. O que Deus faz sempre propôs fazê-lo. Porque com Ele não há aumento de conhecimento ou poder como acontece com os seres finitos, segue-se que aquilo que sob circunstâncias Ele permite ou faz, Ele deve ter eternamente decretado fazer ou permitir. Não é aceito que Deus tenha uma infinidade de planos e que Ele mude seu plano de acordo com as demandas, pois isso o tornaria dependente das variadas vontades das criaturas e isso tiraria de Deus esse atributo, chamado imutabilidade. Jó 23.13 diz: “se ele está contra alguém, quem o desviará?” Malaquias 3.6 “Porque eu, o Senhor, não mudo;” e Tiago 1.17 “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Deus não muda seus planos, sua vontade sempre foi e sempre será a mesma. O próprio fato de Deus prever o futuro já implica em fixidez do futuro, se o futuro é fixo, então alguém o fixou.

4 – Assim, a graça não falhou em momento algum! Pois a graça de Deus não alcançou Jezabel, pelo contrário ele entregou Jezabel às suas paixões e dado isso, ela livremente não se arrependeu e foi condenada, não naquele momento, mas já nasceu condenada como todos nós. Seus atos apenas refletem sua natureza depravada herdada do pecado de Adão, ela toma todas as ações más livremente, mas lhe é impossível ir contra sua própria natureza, pois sendo escrava do pecado, o escravo não escolhe seu senhor e estando morta em pecado, não pode fazer nada a não ser continuar morta. 

CONCLUSÃO

Embora eu tenha prometido me estender, eu também tentei ser sucinto, para não ficar grande ou massivo demais explicando conceitos basilares das doutrinas da graça. Assim, foi mostrado os erros cometidos pelo autor do meme, destacando-se que Deus tem uma infinidade de planos e que Ele não muda seu plano de acordo com as demandas das criaturas, pois isso o tornaria dependente das variadas vontades das criaturas e isso tiraria de Deus esse atributo, chamado imutabilidade. Além disso negaria as doutrinas dos decretos e Deus sairia do controle da história. Os eventos do universo, se não forem determinados pelos decretos divinos, devem ser determinados ou por acaso ou pelas vontades das criaturas. Qualquer concepção apropriada de benevolência divina seria contrariada caso Deus deixasse o curso da história nas mãos das criaturas, e é exatamente isso que o meme pressupõe, pois supõe que Deus deu um tempo para Jezabel, aguardando que ela se arrependesse, como se ele já não soubesse que decisão Jezabel tomaria, então para que dá um tempo? Simples, esse tempo não foi um tempo a mais, mas o tempo dado na terra para todos os homens, sejam salvos ou perdidos, isso não tira de modo alguma a liberdade humana, pois Jezabel o fez porque quis!

A resposta correta então seria: "A graça nunca alcançou Jezabel e ela não se arrependeu porque não quis". A não ser que tempo seja sinônimo de graça e que a natureza humana possa gerar santidade por si só. NOTA 10 AO CALVINISTA! 


Por Francisco Tourinho 

10 de setembro de 2017

Jesus ressuscitou em um corpo de carne ou espiritual?

INTRODUÇÃO

Esse texto tem por objetivo esclarecer se Jesus de fato ressuscitou em corpo de carne ou se apenas em espírito. Testemunhas de Jeová tem ensinado em sua doutrina oficial que Jesus não ressuscitou em carne, apenas em espírito, e que os momentos em que ele aparece de forma física são materializações assim como os anjos se materializaram no Antigo Testamento, como por exemplo em Gênesis 18. Eu defenderei desse texto que Jesus ressuscitou em carne, no mesmo corpo, mas em um corpo transformado, sendo esse corpo transformado uma continuação do primeiro corpo, que deixou seu estado de corrupção e se tornou imortal e portanto incorrupto.

O interesse em escrever sobre isso se deu depois que recebi esse e-mail:


 O nome foi omitido porque não pedi permissão ao autor para colocar aqui, então seu nome não vai ser exposto.

RACIOCÍNIO JEOVISTA

Os textos usados por eles são de 1 Co 15.42-50 em conjunto com o texto de 1 Pe 3.18, que dizem o seguinte:

Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.
Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.
E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
1 Coríntios 15:42-50

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado no espírito;”
1 Pe 3.18

Assim é dito que Jesus ressuscitou somente em espírito, mas não em carne.

RESPOSTA

A pergunta que esse texto tenta responder é: “Jesus ressuscitou em um corpo de carne ou espiritual?”, então deixemos o próprio Cristo responder:

“Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações?
Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.”
Lucas 24:38-40

A resposta de Jesus é clara, esse texto sozinho derruba duas doutrinas Jeovistas, a primeira é a de que Jesus não ressuscitou em carne. As palavras ditas por Jesus “pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” deixa bem claro que Jesus de fato tinha carne e ossos, é uma afirmação clara! Ele não diz que tem carne e osso aparente, ele diz que tem carne e ossos reais! Impossível ser mais claro.

A segunda é a doutrina da inexistência de espíritos, pois Jesus deixa claro que espíritos não tem carne nem ossos, mas que existem, se não, qual seria o sentido dele dizer que ele mesmo não era um espírito? Se espírito fosse somente um sopro, como os Jeovistas dizem, então ao aparecer, automaticamente os apóstolos não pensariam que Jesus seria um espírito, mas um homem com corpo. Isso prova a crença apostólica na existência de espíritos.

Outro texto que derruba a doutrina Jeovista é o de João 20.24-28:



Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco.
Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.
João 20:24-27

Se Jesus não tivesse ressuscitado no mesmo corpo, como que ele poderia apresentar suas próprias feridas?

Vejamos também o que é dito pelo apóstolo Pedro:

Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.
Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono,
Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.
Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.
Atos 2:29-32

O texto acima é claro, a carne de Jesus não viu corrupção, ela não se desfez como é dito pelos Jeovistas, ela não sumiu, o mesmo corpo de carne de Jesus foi ressuscitado. A própria palavra ressurreição perderia o total sentido, se Jesus não ressuscitasse em seu próprio corpo. O próprio texto usado por eles provam o contrário que eles dizem, pois o apóstolo Paulo diz em 1 Co 15.42: “Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, é ressuscitado em incorrupção” Paulo fala aqui do sepultamento, que todo corpo vê corrupção, pois se decompõe, mas Pedro diz que o corpo de Jesus não viu corrupção, isso quer dizer que a carne de Jesus não foi desfeita, antes ela mesma foi transformada, mas nunca viu corrupção. O vocábulo grego aqui traduzido por “corrupção” é “phthora”, que pode significar “ruína”, “destruição”, “dissolução” ou  “deterioração”, mas o corpo de Cristo não sofreu corrupção.

Podemos perguntar também aos pais da Igreja, como Inácio, que foi discípulo do apóstolo João, conheceu pessoalmente o apóstolo Paulo e representa uma fonte importante de como era a crença apostólica, já que foi contemporâneo dos mesmos. Deve ter morrido por volta do ano 117, ele diz em um carta escrita por volta do ano 116:

“E quando ele se aproximou dos que estavam com Pedro, disse-lhes: ‘Tomai-me, apalpai-me e vede que não sou um demônio destituído de corpo'. E imediatamente tocaram nele, e creram” Epístola aos Esmirniotas (3.2)

Notem que Inácio faz uma diferença entre um corpo totalmente espiritual, como o de um demônio, e um corpo como o que Cristo tinha, então é impossível que o corpo de Cristo fosse como o de um anjo, como os Jeovistas crêem, isso não fazia parte da crença apostólica mais antiga. 


É importante ressaltar que ressurreição implica em ser no mesmo corpo, pois voltar em outro corpo é reencarnação, não é ressurreição. Reencarnação é o mesmo que palingenesia, que vem do grego (palin=de novo e gignomai=gerar) e que significa novo nascimento. A ressurreição, por outro lado, é o retorno à vida, ou seja, quando um corpo morto levanta-se novamente. Portanto, se homem não ressuscita no mesmo corpo, isso não pode ser chamado de ressurreição e sim de reencarnação. Como se não bastassem serem politeístas, eles também creem em reencarnação.


E QUANTO AOS TEXTOS APRESENTADOS PELOS JEOVISTAS?

O primeiro texto apresentado é o de 1 Co 15.42-50, esse texto é o texto prova apresentado na obra Jeovista “Raciocínio à base das Escrituras” pág 218. Na mesma página apresenta também o texto de 1 Pe 3.18.

O primeiro texto diz o seguinte:
Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.
Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.
E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
1 Coríntios 15:42-50

A resposta para esse texto está nos versículos anteriores, ou seja, dos versículos 21, 35 a 41. Só assim podemos entender o que Paulo diz no contexto como um todo, pois todo o capítulo 15 trata do mesmo assunto. A parte em itálico é o versículo e a parte normal e em azul é o meu comentário explicando. 

Texto de 1 Coríntios 15:20, 35-50:


Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
Aqui o texto diz que teremos um corpo igual ao de Cristo, já Cristo é a "primícia dos que dormem", ou seja, o primeiro ressuscitado dentre os que também, assim como Ele, ressucitarão também.

Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?
- Aqui temos a pergunta que queremos responder, Paulo faz e diz: “com que corpo virão?”

Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.
- Paulo aqui diz que primeiro deve-se morrer para que seja ressuscitado. É interessante notar que ao falar "o que tu semeias" é uma referência ao corpo que é enterrado, o texto ficaria entendido assim: "o corpo não pode ser ressuscitado, se primeiro não morrer", portanto é o corpo que morre que vai ser ressuscitado, caso contrário, não faria sentido algum Paulo falar que esse mesmo corpo seria vivificado ou ressuscitado. Aqui ele está a falar dos que morreram, mais a frente ele falará daqueles que não morrerão.

E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.
Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.
- Aqui Paulo fala não se semea o corpo que há de nascer, pois o corpo não continuará da mesma forma, deteriorado, corrupto, mas um corpo como Deus quer, pois é semeado em corrupção e nasce incorruptível. 

Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
- Paulo diz que o corpo que se deteriora, ressuscitará agora sem se corromper.
Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
- Paulo continua a explicação do versículo anterior.
Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
- O corpo incorruptível será o corpo espiritual, isso não significa que ele não será o mesmo corpo que tinhamos antes, pois o corpo que antes era incorruptível, agora foi transformado, mas ainda é o mesmo corpo.
Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.
- Uma referência à ressurreição de Jesus com seu corpo transformado em contraposição ao corpo corrupto do primeiro Adão.
Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.
E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
- Esse sem dúvida é o principal versículo usado pelos Jeovistas para provar suas doutrinas. Aqui diz que carne e sangue não herdará o reino dos céus, mas daí, não  segue que não teremos um corpo material, pois um corpo material não pressupõe um corpo de carne e sangue corruptos como temos hoje. O corpo ressuscitado será uma continuação do corpo que temos hoje, mas ele será TRANSFORMADO, isso significa dizer que nada que possa se corromper existirá nele, nada imperfeito poderá existir nesse corpo, portanto, a referência aqui é a carne e sangue natural, não é uma referência ao corpo que teremos transformados. Todo o capítulo é uma insistência ao contraste entre um corpo corrupto e espiritual e Paulo encerra dizendo que carne e sangue (corruptos, porque Jesus tinha carne e osso) não herdam reino de Deus. Jesus mesmo tinha carne e ossos (Lc 24.38-40), mas também tinha capacidades que corpo normal não tinha, como aparecer de repente ao discípulos (Lc24.36), mas isso de forma alguma elimina a tese de que teremos o mesmo corpo, material, só que transformado.

 1 Coríntios 15:42-50


O outro texto é o de 1 Pe 3.18

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado no espírito;”
1 Pe 3.18

Esse texto está mal traduzido. A maioria esmagadora das versões traduzem “mortificado na carne, mas vivificado pelo Espírito”, o texto não diz que Jesus ressuscitou em espírito, mas que ele recebeu vida pelo Espírito Santo. Veja:

Almeira Corrigida e Fiel:
18 Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;

Nova Versão Internacional:
18 Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito,

King James:
18 For Christ also hath once suffered for sins, the just for the unjust, that he might bring us to God, being put to death in the flesh, but quickened by the Spirit:

Esse versículo sequer trata da ressurreição de Jesus, mas do seu estado intermediário durante os três dias de morto, pois permanecia vivo através do poder do Espírito Santo, pois o versículo 19 narra a descida dele ao Hades para “pregar aos espíritos em prisão”. Esse versículo destrói duas doutrinas Jeovistas, uma refutando a interpretação que eles dão a esse texto, e a outra é a doutrina de que Jesus deixou de existir quando estava morto, assim matamos dois coelhos com uma cajadada só.

ALGUNS TEXTOS A MAIS

Jó quando fala da ressurreição diz que na própria carne dele, ele veria a Deus:


Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.
Jó 19:25-27


Outro texto é o de João: 5. 28,29:
Não vos admireis quanto a isso, pois está chegando a hora em que todos os que repousam nos túmulos ouvirão a sua voz
e sairão;

Que sentido faria alguém sair do túmulo se ele ressuscitará em um outro corpo que nada tem a ver com o primeiro? 

CONCLUSÃO

Devidamente respondido, ficou bem claro que a doutrina Jeovista não se sustenta diante de uma análise acurada das Escrituras, nem mesmo dos pais da igreja. 

9 de setembro de 2017

Filho de Pastor da Assembléia de Deus denuncia perseguição à Calvinistas

CARTA DE UM FILHO DE PASTOR ASSEMBLEIANO

Sou nascido e criado dentro da igreja Assembléia de Deus, filho de pastor da mesma denominação -- meu pai é filiado à convenção CADEESO -- e de família praticamente inteira no meio pentecostal. Começo revelando tal identidade para que saibam que sei do que estou falando.

Ultimamente vejo um crescimento do Calvinismo entre os pentecostais, e boa parte desses evangélicos está no meio em que sou oriundo. Mas parece que a doutrina Calvinista está desegradando uma boa parte da velha guarda assembleiana. Estou percebendo que está começando um certo tipo de perseguição contra membros da AD que se declaram calvinistas. Ano passado o reverendo Augustos Nicodemos teve sua palestra cancelada em um evento da CAPAD, demonstrando o medo que os assembleianos estão tendo, devido o crescimento da doutrina reformada dentro da denominação.

Agora vejo alguns assembleianos dizerem que são, e sempre foram arminianos. Como já disse, nasci e fui criado dentro dessa denominação e nunca, repito, nunca ouvi qualquer menção aos cinco pontos do arminianismo. Muito pelo contrário, o que mais ouvi foi "teologia esfria o crente". Mas se a AD SEMPRE foi arminiana, gostaria de ver uma única menção aos cinco pontos do arminianismo em uma revista "Lições Bíblicas", que é usada nas EBDs das AD/CGADB. Ou então alguma apostila do curso EETAD -- que é o curso teológico da AD/CAPAD -- antiga tratando sobre o tema.

Infelizmente é evidente que o crescimento do Calvinismo dentro da AD, tem incomodado a muitos membros antigos, incomodando ao ponto de começarem a a combater a doutrina reformada. Mas me vem um questionamento à mente, o reteté -- esse sim -- sempre esteve presente na AD, por que nunca foi combatido? O liberalismo teológico também esteve presente em muitos institutos dentro da AD, por que nunca foi combatido? Será o calvinismo pior do que essas duas heresias?



Nota do autor do Blog.: Eu mesmo estudei três anos no Instituto Bíblico das Assembléias de Deus de Imperatriz e também jamais vi menção ao arminianismo no meu curso de teologia. Meu melhor amigo na época, e aluno do mesmo bacharel, filho do vice-presidente das Assembléias de Deus de Imperatriz, era calvinista roxo. Tive vários professores calvinistas e eles eram os melhores e mais respeitados, pois eram os únicos a terem graus de mestre ou doutor na instituição, isso é uma prova cabal também que essa perseguição é recente e ratifica as palavras do corajoso filho de pastor. Natan Soares, graças a Deus por levantar homens como você, que tem coragem para denunciar aqueles que querem apagar as chamas das doutrinas da graça. 

Por Francisco Tourinho 

6 de setembro de 2017

A Estrela de Davi – Qual o Seu Verdadeiro Significado



INTRODUÇÃO

O verdadeiro significado da Estrela de Davi só pode entendido através do idioma original. A Estrela de Davi é uma estrela de seis pontas e é o símbolo oficial judaico.

SEU VERDADEIRO SIGNIFICADO

Em Hebraico a estrela não é chamada de "Estrela de David" e sim maghen david מָגֵן דָּוִד - o "Escudo de David".


A palavra Hebraica para escudo, maghen(Strong 4043), significa proteção. Em Gênesis 15.1, Deus fala a Abraão dizendo: "Não tenha medo Abraão, eu sou seu escudo (maghen)". Assim, David nos  Salmos usa repetidas vezes essa palavra como em Salmos 18.2 “O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo(maghen), a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.” e em Salmos 28.7 “O Senhor é a minha força e o meu escudo(maghen)”; quem nos oferece segurança de verdade. O significado real de "Estrela de David" é na verdade “proteção Divina”. Ao olhar para esse símbolo de Israel, lembre-se que o eles querem dizer é que são protegidos por Deus. 

Por Francisco Tourinho

20 de agosto de 2017

Jesus - primeiro criado ou primeiro gerado? Como entender o significado de primogênito de toda criação em Cl 1.15.

INTRODUÇÃO

Um dos argumentos mais usados entre os Arianos em geral é o de que Jesus é a primeira criação de Deus. Assim sendo, Jesus não seria eterno como o Pai, mas sendo uma criatura, não podia ser Deus, mas apenas "um deus" menor, ou seja, ele seria divino, mas não seria o mesmo Deus que o Pai. Nesse artigo iremos explicar a diferença entre criado e gerado, onde isso se aplica dentro das Escrituras e como isso se relaciona com a palavra primogênito, portanto, explicaremos o sentido claro, profundo e amplo das Escrituras ao chamar Jesus de "primogênito da Criação".

RACIOCÍNIO ARIANO 

Arianos em geral, como Testemunhas de Jeová e judeus messiânicos e outras seitas cristãs usam o versículo abaixo como prova de que Cristo é o primeiro a ser criado: 


"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" Cl 1.15

Para eles, a palavra primogênito significa o primeiro filho e portanto o primeiro a ser criado, assim, se Jesus é o primogênito da criação, necessariamente ele seria o primeiro a ser criado.

ENTENDENDO A PRIMOGENITURA DE JESUS A PARTIR DAS ESCRITURAS

O raciocínio não é falacioso, pois não comete erros lógicos, no entanto, o raciocínio é equivocado porque está alicerçado em bases instáveis, essa instabilidade se dar pelo entendimento errado do sentido do versículo e da própria palavra quando ela é analisada no sentido mais profundo a partir de um contexto amplo das Escrituras.

Em Jo 1.1 diz que “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”
Essa era a situação do Verbo antes da encarnação, a eternidade, um Verbo que era Deus por ser igual a Deus. “Era” aqui não significa passado, mas significa que continua sendo. Esse verbo se fez carne:

 “ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” Jo 1.14

Notem que a encarnação está diretamente associada ao “monogenes” ou seja, ao Unigênito do Pai, porque é nesse momento que o Verbo passa a ser o Filho. Quando o Verbo passa a ser Filho ele recebe o nome Jesus:

“Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados" Mt 1.21

Antes disso, ele não era Jesus, ele era o Verbo, igual em natureza e em ofício ao Pai e ao ES. Para se tornar filho Jesus teve que ser GERADO em Maria pelo Espírito Santo:

"Mas depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: 'José, filho de Davi, não tema receber Maria como esposa, pois o que nela foi GERADO procede do Espírito Santo" Mt 1.20

“O anjo respondeu: "O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.”
Lucas 1:35

Notem que ele será chamado Santo, Filho de Deus, isso só acontece na encarnação e só no Batismo é que o Pai o chama de “meu Filho”.

“Então houve uma voz vinda dos céus: “Tu és o meu Filho amado; em ti muito me agrado.” Mc 1.11

Os arianos têm erroneamente interpretado que Unigênito se refere ao estado eterno do Verbo, uma criação na eternidade, quando na verdade isso é impossível, já que o verbo só passou a ser Jesus e filho na encarnação, portanto, não se refere a uma criação na eternidade, mas na geração do Filho através da encarnação. Nessa ocasião, o Verbo assumia a posição de filho, que ele não tinha antes, portanto menor que o Pai em ofício, mas igual em ontologia. Jesus encarnado tinha um Deus sobre ele, o Pai. Jesus é o “unigênito” do Pai. Unigênito vem da palavra grega “monogenes” que significa “único tipo”, (STRONG 3441 e 1085), porque ele foi o único humano gerado por Deus em que habitava nele toda a plenitude da divindade, em outras palavras, Jesus era um tipo único de Ser, não há nada igual a ele nessa Terra, por isso mesmo único tipo.

Notem agora o que diz o escritor de Hebreus no capítulo 1, confirmando tudo que já fora dito até agora, o versículo estará em azul, e o meu comentário em negro:

“Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te GEREI? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?” (Aqui está a falar da geração do corpo carnal de Cristo em Maria pelo ES)

“E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” (Depois da geração, tem a vinda do primogênito ao mundo, seu nascimento. A título de primogênito, além de significar excelência, é também porque Jesus é o primeiro filho de Deus, para que os outros por adoção se tornem também filhos através dele (Jo 1.12), sendo Jesus Unigênito e primogênito, por ser de um único tipo e o primeiro a ser filho na criação, por isso mesmo ele é o primogênito da criação. Como Paulo diz em Romanos 8.29: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem do Filho, a fim de que ele SEJA O PRIMOGÊNITO ENTRE MUITOS IRMÃOS”

“E, quanto aos anjos, diz: Faz dos seus anjos espíritos, E de seus ministros labareda de fogo.
Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.” (Aqui temos o Verbo na situação de filho, situação essa que permanecerá até a consumação dos tempos, olha só o que o texto de Jo 17.5: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo ANTES QUE O MUNDO EXISTISSE” Note que Jesus, segundo esse texto e o texto de Filipenses 2, claramente estava em uma situação de submissão voluntária, ainda sendo igual ao Pai em ontologia, mas menor do que o Pai em glória, em ofício.

"Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros". (Aqui é o batismo, onde o Filho é ungido com óleo (Espírito Santo).
Hebreus 1:5-9

O autor de Hebreus nos mostra claramente que a geração do Filho está associada a sua encarnação e que o fato de Jesus ter um Deus se refere ao seu ministério, por isso diz: por isso (por isso o que? “Isso” se refere ao seu estado encarnado, foi ao “introduzir o primogênito no mundo” vers 7, portanto “Deus o teu Deus”) Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria.

Então Jesus foi gerado, mas nunca foi criado. O Verbo nunca foi gerado nem criado, apenas Jesus, que é o Verbo encarnado é que foi gerado. “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?” Hb 1.5
Assim Jesus é o primogênito dos Filhos de Deus! Como Romanos 8.29: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformas a imagem do Filho, a fim de que ele SEJA O PRIMOGÊNITO ENTRE MUITOS IRMÃOS”

Mas a pergunta que pode ser feita é: Mas o texto de Colossenses 1.15 diz que ele foi o primogênito de toda criação, ou seja de tudo! Isso é fácil de explicar através da representatividade. Lembremos que o Homem é o representante da criação inteira, seja dos planetas, estrelas, plantas, animais etc. 

Provamos isso com o argumento de que Adão, quando caiu, não só o ele foi atingido, mas a criação inteira, a morte se espalhou para o Universo inteiro. Assim, Cristo sendo o segundo Adão, toda a criação foi reconciliada com Ele, e por isso ele é o primogênito de toda criação, pois o primeiro dos Filhos de Deus, nos tornará filhos pro adoção (Jo 1.12) e reconciliará não só o Homem, mas a criação inteira. Paulo fala isso, no mesmo contexto em que ele fala que Jesus é o primogênito de toda criação, no versículo 20 ele diz:

“e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.
Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês.”

Colossenses 1:20,21

Notem como Paulo atrela a primogenitura diretamente a reconciliação da criação com Deus, isso através do processo do sacrifício, que foi seu sangue derramado, que é justamente o que nos torna filhos de Deus e Jesus o primeiro dos Filhos, sendo ele o primogênito de toda criação.

Outro argumento a favor da representatividade, é que Jesus manda pregar o evangelho a toda criatura: 
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura;.” Mc 16.15


Nós pregamos aos animais brutos, como baleia, sapo, cavalo etc? Não, somente ao Homem, porque esse representa toda a criatura, de forma que se este for reconciliado com Deus, não só toda a criatura, mas toda a criação será reconciliada, em Cristo, que é o cabeça, o primeiro e o primogênito dos Filhos. 

MAIS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

Jesus só volta a ter a glória do Verbo, com toda a glória de antes, quando completar a sua obra, e isso só acontecerá na consumação dos séculos. Como está escrito:


"Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação.
Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés.
O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés.
Mas, quando ele disser que tudo lhe está sujeito, claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
E, quando tudo lhe estiver sujeito, então também o próprio Filho renderá homenagem àquele que lhe sujeitou todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos."


1 Coríntios 15:24-28

Só aqui, na ocasião acima, é que Jesus receberá de volta tudo que ele se esvaziou, até lá, Deus ainda terá um Deus, porque é Filho e está no ofício de Filho e portanto em ofício, menor que o Pai, mas ontologicamente sempre igual a Ele. Os unicistas erram ao não entender que Jesus não recebeu tudo de volta, ela ainda continua seu ministério, por isso, usam versículos em que Jesus chamam o Pai de Deus, ou meu Deus, para provar que Jesus mesmo glorificado tem um Deus e portanto não pode ser o mesmo Deus que o Pai, mas estão errados porque é uma compreensão errada de como se entender as escrituras e como os trinitaristas entendem as Escrituras, a saber, que Jesus só volta a ter a glória do Verbo, na consumação dos séculos. É importante ressaltar que Jesus nunca deixou de ser o Verbo, mas deixou de ter glória do Verbo por um tempo somente, uma auto-limitação, essa limitação era porque ele mesmo queria, sendo assim Ele era todo poderoso essencialmente, mas poderoso em sua encarnação.

CONCLUSÃO

Jesus foi gerado, mas nunca criado. O Verbo é eterno, mas Jesus encarnado foi gerado no tempo diretamente por Deus, sendo assim o unigênito, ou seja, o único tipo e o primeiro dos irmãos, ou seja, o primeiro dos filhos.

17 de agosto de 2017

As DESONESTIDADES da página "A Verdade é Lógica" - O significado de Elohim e Comentário de MacArthur


INTRODUÇÃO

A página a Verdade é Lógica, uma página Testemunha de Jeová que vive de zombar de cristãos trinitarianos, entrou em debate com o dono desse blog tem uns dias atrás. Quem quiser acompanhar o debate, acesse esse link: http://questoesultimas.blogspot.com.br/2017/08/refutando-pagina-verdade-e-logica-sao.html , que disponibilizará todos os textos do debate até agora.

Porém, diante das refutações que a página sofreu, ela pediu para que o debate parasse, você pode acompanhar esse incidente aqui: http://questoesultimas.blogspot.com.br/2017/08/o-desespero-das-testemunhas-de-jeova.html

Contraditoriamente ao que falaram, continuaram a oferecer respostas ao dono desse blog, só que de forma velada e indireta, para evitar o confronto direto. Ao verificar essas refutações, eu presenciei um show de horrores, fiquei pasmo com a capacidade de serem desonestos. Durante o debate isso ficou demonstrado várias vezes, mas agora, como eles perderam a força do debate, começaram a apelar de todas as formas. Vamos para elas e tirem suas próprias conclusões.

O SIGNIFICADO DA PALAVRA ELOHIM

Uma boa parte do debate girou em torno do significado dessa palavra. Eu disse que essa palavra significa anjos, deuses, juízes (magistrados) ou Deus. No entanto, eu nunca disse que essa palavra também não possa ser aplicada como sinônimo de poder, pois sempre defendi que anjos, homens e até pedaços de madeira podem ser CHAMADOS deuses (Elohim). Ou seja, eu defendo que a palavra possa ser aplicada, mas que também tenha vários significados.

Aí a página para me refutar usa a seguinte imagem do dicionário Strong de Hebraico comentado e escreve um textão raficando seu pensamento baseado em um texto recortado maliciosamente, só pode ter a mente cauterizada:


Esse dicionário, eu tenho ele em físico, então eu fui pesquisar e olha só o que eu achei logo após o texto que ele cortou:




 A parte azul foi a parte em que ele printou e deliberadamente cortou a parte em que diz que a palavra Elohin significa Deus, Juiz, deuses e anjos. Viram a DESONESTIDADE AÍ? A parte grifada de vermelho e roxo, é a parte com que Com qual intenção ele cortou a comentário justamente no local onde ele dizia que EU estava certo? O pior de tudo é escrever textão,para justificar sua posição mentirosa, fazendo parecer que eu menti no debate, é uma pena que os seguidores dessa página são enganados por eles.


Mas como se não bastasse, eles fizeram também outra declaração enganosa, cortando exatamente a parte onde lhes beneficiam. Fizeram um recorte do comentário Bíblico de Jhon Macarthur, recortando somente o que lhes interessava e descartando as partes que falavam contra a página, em uma clara manipulação de dados e distorção das palavras de Jhon Macarthur. Eles postaram o seguinte:


Primeiro que o texto não concorda com eles, a conclusão deles é um non sequitur, pois o texto é claro ao dizer que os seres humanos foram CHAMADOS  deuses, eles não eram deuses de fato, nem divinos seriam. Mesmo na primeira parte onde MacArthur parece concordar com eles, a palavra "deuses" está entre aspas, justamente para ressaltar que esses deuses não eram deuses de forma positiva, mas apenas chamados, como é coerentemente colocado na segunda parte do texto. Dizer que Jesus se fez igual a esses homens, sendo que Jesus é o Unigênito de Deus, ou seja, aquele "Único Tipo", aquele que ninguém é igual, fazer-se, igual à juízes corruptos em autoridade é pura insanidade. Mas não estamos aqui para tratar disso, mas para tratar das desonestidades da página.

Olha só o que o próprio Jhon MacArthur fala em seu comentário Bíblico sobre essa passagem:




Vejam que Jhon MacArthur jamais concordou com o que a página defende, sendo pura desonestidade usar uma parte recortada da obra dele para dizer que ele pensa igual aos Jeovistas.

CONCLUSÃO

Se eu correr atrás de toda desonestidade dessa página, não faria mais nada da vida. Deus tenha misericórdia daqueles que sequem essa página.

O Desespero das Testemunhas de Jeová - Fugindo com o rabo entre as pernas!

Quem está acompanhando o blog, presenciou um debate nos últimos dias entre Francisco Tourinho e a página "A Verdade é Lógica". A página A Verdade é Lógica, depois de refutada, foi até a minha página pedindo para que o debate parasse, é claro que ela fez isso de uma forma que ficasse por cima, falando o seguinte:



Olha só o que um leitor desse blog comentou em uma observação bem sensata. 


CONCLUSÃO

Essa página vive de zombar de trinitaristas e de outros cristãos, e agora querem passar de vítimas. Na próxima postagem eu mostrarei o show de desonestidades que eles estão protagonizando agora. Aguardem. Deus os abençoe.